OPINIÃO DO LEITOR
Zona azul: renúncia fiscal
A regulamentação do estacionamento público, apesar de achar uma bitributação já que pago outros impostos que me dariam o direito de estacionar nas vias públicas, é um fato consumado em Londrina e em inúmeras cidades. Mas não venham dizer que ela proporciona rotatividade, pois o carro pode ficar na mesma vaga até quatro horas, desde que pague. Então, com dois tíquetes o carro pode ficar o dia todo estacionado, descontado o tempo de o motorista ir almoçar. Também dizer que o cidadão é o responsável pelo trânsito caótico é não levar em conta o polo gerador de tráfego. Se as escolas, os bancos, os cartórios, os hospitais, a prefeitura e o Fórum não estivessem lá, os carros não se concentrariam lá, é obvio! Então, estes polos geradores de tráfego deveriam contribuir com a arrecadação. Mas o que me incomoda é o controle deste dinheiro público arrecadado. Façamos umas continhas. Em 2017, teremos aproximadamente 255 dias úteis, já descontados os feriados e sábados. Com isto, teremos no ano 2.550 horas por vaga. Lembrando que são 2.500 vagas, teremos, então, 6.375.000 horas/vagas ano. Como a hora/vaga custa R$ 1,70 temos como valor anual possível R$ 10,8 milhões. Considerando que, praticamente, não encontramos vagas para estacionar nos dias úteis nas vagas de Zona Azul, este é o valor possível de ser arrecadado anualmente. Não discuto a ação da Epesmel junto às crianças e adolescentes, mas o gerenciamento do valor arrecadado e também a existência desta renúncia fiscal com as contas municipais tão apertadas. O que mais me incomoda é a falta de prestação de contas. O valor possível é o valor arrecadado? Quais as despesas do sistema? Onde é aplicado o valor arrecadado? A prestação de contas é auditada? Se estamos pagando por um serviço público (a autorização para estacionar) e se somos um estado laico, então a arrecadação e a gestão deste dinheiro não deveria ser controlada pela prefeitura? Falta de controle com dinheiro público é um negócio que me incomoda muito.
CLAUDIO ESPIGA (engenheiro civil) Londrina
Patrocínio da Sercomtel
Com relação às notícias veiculadas na mídia sobre a manutenção do patrocínio da Sercomtel ao Londrina Esporte Clube, que ora patrocina, ora não, e os valores, que foram diminuídos drasticamente devido à situação econômica por qual passa nossa telefônica, vai aqui uma reflexão.. Se realmente a Sercomtel está deficitária, provavelmente a causa desse deficit deve ser por problemas de arrecadação, porque ao longo dos anos talvez ela tenha deixado de se modernizar, fazendo com que os consumidores tenham preferência por outras operadoras que devem fornecer um produto de maior qualidade em se tratando de linhas móveis. Para modernização, há necessidade de investimento, e isso deve custar muito caro. Em busca de recursos para a modernização e, consequentemente, para sanar a saúde financeira da Sercomtel, que tal a prefeitura tentar recuperar ou pelo menos descobrir onde foram parar os R$ 186 milhões pagos ao município pela Copel referente à compra de 45% das ações preferenciais da empresa no ano de 1998? Com certeza, esse dinheiro deveria ser aplicado no município de uma maneira geral, mas, principalmente no ramo de telefonia para que nossa querida Sercomtel não estivesse passando por toda essas dificuldades nos dias de hoje. Não sou contabilista, mas acredito que esses valores hoje corrigidos possam chegar aproximadamente a R$ 570 milhões, uma quantia considerável que faria muito bem para a saúde financeira do município e, consequentemente, da nossa operadora de telefonia que está passando por necessidades.
MIGUEL POLSKIKH FILHO (técnico eletrotécnico) Londrina
Contas vencidas e as lotéricas
Só quero entender. Se determinadas faturas, com um certo grau de vencimento podem serem pagas em alguns estabelecimentos comerciais, por que não nas próprias lotéricas? Acredito que não existam argumentos que justifiquem, vez que a informática, é instantânea e, tanto lá como cá, os efeitos são iguais. Não deveria aí haver uma imposição governamental, já que, ao que parece, não existem preocupações a respeito por parte das credoras? E, vejam bem a ironia: não é para disponibilizar créditos (dinheiro), muito ao contrário, é para receber dindim. Ah, só para constar, existe também o limite de valores que recebem. Afinal, quem é que está levando vantagem nisso? Será que o povão e nesse caso é o povão mesmo tem sempre que ser o sacrificado nesse país?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
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