Nossa (in)segurança do dia a dia
Há tempos temos avalanche de más notícias sobre corrupção, violência, desgoverno, incompetência e falta de respeito com a população. Isso tem sido tão frequente em nossos noticiários que alguns já perderam o senso de indignação e revolta, acabando por se acomodar e achar que essas coisas são normais: "No Brasil, a política é assim mesmo; é isso aí, vamos fazer o quê?". Mas nestes primeiros dias de 2017 a situação se agravou a tal ponto que me é impossível permanecer calado, apenas tentando administrar minhas frustrações, mágoas e sentimento de revolta com o que estão fazendo contra a população trabalhadora e que gera impostos para sustentação desse sistema corrupto, falido, desonesto e inversor de valores sociais. Se estivéssemos fazendo uma retrospectiva anual de tragédias e acontecimentos nefastos nos piores lugares da terra, com certeza as manchetes não seriam iguais às dos últimos dias: somente 77 estudantes dos 6,5 milhões que fizeram o Enem tiraram nota máxima na prova de Redação e outros 84 mil tiraram zero; polícia escolta presos para tomar posse como vereadores; criminoso afirma que um governador firmou acordo com líder de facção em troca de votos; governo federal envia a Força Nacional para tomar conta de presídios dominados por facções; OAB e direitos humanos cobram celeridade na liberação de R$ 90 mil para indenizar as famílias de bandidos mortos em confronto entre facções em presídios do Norte e Nordeste - e as vítimas destes bandidos, alguém pelo menos se lembra delas? Meu Deus! Por que nos abandonastes?
ANTONIO CIRÍACO (palestrante) - Cidade Gaúcha

Aumento de tarifas
O atual presidente da Sercomtel nomeado pelo prefeito Marcelo, Luiz Carlos Adati, disse em entrevista recente que precisa fazer algo para tirar o órgão do vermelho. Aqui vai a solução corriqueira e original: nomeie pessoas capacitadas, nada de compadrio. No Paraná, há três órgãos que deveriam estar proibidos de falar em aumentos de tarifas: Sercomtel, Copel e Sanepar. Estas três empresas, por não haver concorrência, já deitaram e rolaram em cima dos pobres contribuintes. Agora chega, porque nossa capacidade já se esgotou. Aumento zero de tarifa zero e um bom 2017!
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador aposentado) – Londrina

Educação
Quando a ex-presidente Dilma Rousseff fazia seus discursos, havia uma faixa que dizia: Brasil país da educação (ou coisa parecida). Pura balela. Enquanto isso, nos bastidores da política e empresariado ligado a ela, se insurgia e aumentava a corrupção. E nos presídios, os planos para revolta e motins (sem contar a violência que também aumentava no cotidiano do brasileiro). A criminalidade aumenta nos países menos desenvolvidos em razão direta da incapacidade dos governantes estabelecerem programas educacionais eficientes. Isso reflete individualmente na incapacidade do indivíduo refletir sobre questões e valores imateriais como ética, moral, amor e espiritualidade. Outra coisa que denota essa educação deficiente no Brasil são as prisões ou presídios superlotados e abarrotados. Se está mais que provado que prisões deste tipo ao invés de ressocializar o indivíduo o torna pior, por que insistir nisso?
SWAMI VERONESI (músico) – Santo Antônio da Platina

Aposentadoria
Com a mudança para se aposentar aos 65 anos, a maioria dos trabalhadores brasileiros e das empresas vão contribuir para a Previdência por aproximadamente 45 anos e o aposentado só vai usufruir 7 anos da aposentadoria, já que a expectativa de vida no País é de 72 anos. Outra situação é a aposentadoria por idade, que passa de 15 anos de contribuição para 25 anos de contribuição. Nestas mudanças, a melhor situação é pagar só 25 anos e não recolher os outros 20 anos. Em outros países que implantaram este formato, o trabalhador só recolhe 25 anos e o resto ele aproveita para viver, pois sabe que nesta vida paga-se imposto até para morrer.
OSMAR CARVALHO (contador) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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