Deputados ‘econômicos’
Todo o final de ano é o mesmo ritual: a Assembleia Legislativa do Paraná faz uma festa para marcar a devolução ao caixa do governo dos valores "economizados" no exercício. Em dezembro, foram devolvidos R$ 260 milhões não gastos em 2016. Vista pelos menos esclarecidos, parece ser uma atitude de políticos conscienciosos e passível de elogios. Mas não é nada disso. Ocorre que o governo destina, por força legal, 5% da receita do Estado para o Poder Legislativo. É muito dinheiro para atender 54 deputados. Em 2016, o valor orçado foi de R$ 657 milhões, ou seja, R$ 1,8 milhão por dia corrido. Como tal orçamento é irracionalmente superestimado, torna-se difícil para eles justificarem mais despesas e refestelamento em intermináveis mordomias, num vergonhoso contraste com a crítica situação econômica que vive a maioria da população. Então, montam toda essa encenação, devolvendo as "sobras" e propagandeando "rigorosa economia". Mesmo assim, o gasto real da Assembleia, em 2016, foi um tapa na cara dos contribuintes. Foram consumidos R$ 397 milhões, correspondendo em torno de R$ 1,1 milhão por dia, ou seja, cada parlamentar nos custou R$ 20.370, diariamente. Isso considerando dias corridos. Se computarmos apenas dias trabalhados, esse custo pode até se duplicar. A tal "racionalização de despesas" propalada é pura balela pois, em 12 anos (2003 a 2015), o custo da Assembleia aumentou 265,8 % contra uma inflação de 83,05% no mesmo período. Em 2003 um deputado custava R$ 15,59 para cada paranaense, em 2015 R$ 57,02. Basta de hipocrisia, reduzam o repasse, cortem mordomias, eliminem super-salários, acabem com privilégios e trabalhem mais.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Frequência na Assembleia
Londrina está muito feliz por o deputado Tercilio Turini como um dos dois deputados estaduais que tiveram 100% de frequência nas sessões da Assembleia Legislativa em 2016, conforme mostrou a reportagem "Apenas dois deputados compareceram a todas as sessões na Assembleia" (Política, 9/1). Isso já havia ocorrido em 2015, quando outro deputado da nossa região, o Tiago Amaral, foi o mais faltoso com nove ausências. Apesar dos parabéns, não podemos deixar de dizer que Turini somente cumpriu com o seu dever. Num momento de turbulência da política nacional na qual a grande maioria dos políticos é corrupta, faltosa com os seus deveres e administra em causa própria, o deputado é um bom exemplo de político que faz o dever de casa. Aviso a todos os deputados estaduais e federais da nossa cidade: estamos de olho em vocês! Ah, estamos de olho também nos vereadores da nossa cidade.
ADONIRO PRIETO (contabilista) – Londrina

Fiscalização
A CMTU fiscaliza trânsito, código de postura, descarte de lixo, transporte coletivo e gasta perto de R$ 500 mil mensais só com salário de fiscais. Se houvesse apenas um fiscal para cada coisa e multa absurdamente cara para quem infringisse a lei, este recurso poderia ser aplicado em algo melhor. Em um país terceiromundista gastar fábulas com fiscalização é sacrilégio. Multada por estacionar em fila dupla uma leitora da FOLHA chama de despreparo a atuação do fiscal e lamenta o indeferimento de seu recurso (Opinião, 5/1). Existem milhares de pessoas com filhos na escola, que transportam idosos, doentes e se todas cometerem uma infração o trânsito vira um caos. Devemos aprender a arcar com as consequências de nossos atos e não incentivar outros a querer escapar de punição.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

Justiça
Lendo uma revista, deparei-me com um fato ocorrido nas praias do Rio de Janeiro: depois de tentar roubar uma bolsa, um ladrão foi perseguido, preso por banhistas e recebeu uma surra, pois a polícia não veio prendê-lo. Por que quando encontram senadores, deputados, vereadores e até ministros ladrões nas ruas, também não os cercam e dão surra? Aliás, o roubo deles perto de uma bolsa é quase piada. Não estou fazendo apologia ao pequeno ladrão, mas querendo que a justiça seja cumprida sem precisar sujar nossas mãos de sangue.
WALTER LEMOS FILHO (consultor motivacional) - Florianópolis (SC)

Correção
Diferentemente do que foi publicado na matéria "Sífilis pode levar paciente à morte" (Geral, 09/01), "a ferida costuma se manifestar entre 10 e 90 dias após o contágio e não causa dor, ardência nem coceira e também não apresenta secreção".

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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