Voto de protesto
Mostra-se incontroverso que a classe política não goza da mínima credibilidade perante o povo brasileiro, gerando em determinados momentos o voto de protesto. O voto de protesto tem seus defensores calcados na má administração pública, escândalos e corrupções de todo gênero e grau. A falta de condições legais para fazer valer os direitos reclamados pela população e o descaso de seus representantes legais junto ao poder público, fazem dos eleitores meros espectadores e sem condição alguma de reclamar e serem ouvidos. Nessa senda já foi direcionado votos para caciques, rinoceronte (cacareco), "meu nome é Enéas (este com expressivo 1.573.112 votos), Tiririca (histórico 1.348.295 votos), Macaco Tião (no Rio de Janeiro conquistou mais de 400 mil votos) entre outros tantos. Agora, em Londrina, foi eleito outro vereador pelo voto de protesto que deverá iniciar uma atividade política totalmente atípica. Já pudemos avaliar pelo seu primeiro pronunciamento, pois até de bermuda tentou ser empossado, gerando uma hilária situação quando um cidadão londrinense lhe presentou com um terno. Esta vai ser a rotina de nossa Câmara dos Vereadores, que esperamos não seja alvo de chacotas ou notícia (mais uma) nos jornais e imprensa em geral.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) – Londrina

Bom senso das autoridades
Em se tratando de prestação de serviços de transportes de passageiros, no caso do taxista, ao atender um embarque ou desembarque de usuário, muitas vezes no local em que se encontra, não tem condições de estacionar normalmente devido ao acúmulo de veículos estacionados nas ruas, devido ao trânsito caótico que existe em Londrina. O agente de trânsito da CMTU no primeiro contato com o taxista, em vez de orientar, ele simplesmente se limita a lavrar multas, sem ao menos observar a dificuldade do trabalhador para prestar o serviço de transporte à pessoa que dos seus serviços para se locomover. Muitas vezes, o passageiro está doente e até usando cadeira de rodas. Outro particular, é a necessidade das autoridades liberarem a permissão aos taxistas para adentrar no Calçadão e prestar serviços à sociedade como atendimento emergencial, principalmente em casos de doença. A missão do agente de trânsito não é só aplicar multas, é também colaborar com o cidadão que se encontra impossibilitado de agir por conta própria e que poderá até sofrer algum distúrbio de saúde nesse período de um impasse. É obrigatório e necessário o cumprimento das leis em quaisquer circunstâncias e, nesta mesma linha, a autoridade deve levar em consideração a tolerância da dificuldade em que o prestador de serviços está passando para atender à lei e ao cidadão, fazendo a aplicação perfeita da razão para julgar ou raciocinar com ponderação e com base na experiência em cada caso particular. Acho que a melhor maneira de entendimento entre as partes é simplesmente não desobedecer a lei e aplicar o bom senso, em vez de sair por aí aplicando multas, sem mais e nem menos, contra o cidadão de bem que está prestando bons serviços à sociedade londrinense.
ADERALDO INÁCIO RIBEIRO (contabilista aposentado) - Londrina

É preciso socorrer a primeira infância
Senhores professores, pedagogos, psicólogos. Mediadores do bem, ajudem a consertar este País, essa pátria amada. As pessoas estão perdendo o respeito pela vida. Vamos chamar a atenção das autoridades para olharem para a primeira escola. As crianças de hoje não têm noção do que é correto ou incorreto. O povo brasileiro é cordial e amoroso, mas precisa de um comando que mostre-lhe o caminho da verdade, principalmente na sua infância. O homem tem natureza divina, mas quando não encontra a divisa entre o bem e o mal, perde a noção de suas obrigações. E por faltar este entendimento, tende então com mais facilidade para as coisas erradas, principalmente quando a criança não tem uma família harmonizada. Os poderes gastam milhões na recuperação dos marmanjos que cometem crimes, mas se esquecem de corrigir a fonte que é a criança. Todo o dinheiro gasto para recuperar um adulto é praticamente perdido. Enquanto não corrigir a fonte que é a infância, não poderemos ter adultos corretos. E isto virou um circulo vicioso: o professor sabe que uma criança aprende sua base até os 8/10 anos, daí para frente é só acessório, pois quando tiver que tomar uma decisão em sua vida vai prevalecer aquilo que aprendeu na primeira escola. Por isso, a nação pede socorro para seus governantes: deem prioridade na escola da primeira infância.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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