OPINIÃO DO LEITOR
Crise moral, problemas consequentes
Chegamos a um ponto que nem sabemos o que fazer. Ou sabemos, mas duvidamos da aplicação de medida que exige, sobretudo, patriotismo. É público e notório que somente o corte de despesas possibilitaria a retomada do crescimento. Impõe-se eliminar: cartão corporativo, auxílio moradia, verba ao fundo partidário, fundir mais ministérios, cortar o excesso de funcionários e diminuir o gigantismo do Congresso, além de corte em parte da verba de gabinetes, etc. Um deputado nos custa R$ 143.847,91 por mês. O Congresso todo R$ 1.104.128.508,56 por ano. São muitos os benefícios. A função legislativa é cívica, não empregatícia. O que vemos é um acinte! Vocês sentirão saudades do meu governo, disse o general Figueiredo. E estamos!
ANTÔNIO SCARPARI DAMETTO (aposentado) Londrina
A CNBB e a política
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, órgão da Igreja Católica, está se omitindo sobre uma questão da maior seriedade. A Igreja católica fez a opção pelos pobres e tem como meta principal: "Trabalhar em defesa dos pobres". Porém quando a CNBB não se manifesta sobre a corrupção endêmica, que assola o nosso país, e deixa de apoiar o organismo que está libertando o Brasil desse mal imenso como é o caso da Lava Jato, ela está se omitindo. O que existe de mal é essa roubalheira desenfreada que parte, principalmente de alguns poderes públicos. Roubar dinheiro público é também assassinar, pois vai faltar remédio para os doentes; escola para as crianças; cestas básicas para os necessitados; milhões de desempregados e tantas outras coisas. Será que a CNBB não acredita em um juiz togado, que prestou concurso, que tem a maioria das suas sentenças mantidas por todos os tribunais que as analisam? Será que a CNBB não aceita o testemunho já testado e comprovado de alguns dos maiores promotores da História do Brasil? Exortamos a CNBB e a Igreja Católica Apostólica Romana a tomarem partido e defenderem aqueles que mais sofrem com a corrupção: os pobres. Exortamos, com toda a veemência a todos os padres deste país, para que falem em suas homilias o evangelho, é claro, mas ataquem a imensa corrupção deste país. Como disse: São João Paulo II: "Não tenham medo". Deixem os hipócritas falarem o que quiserem, porém: "Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem, pois será grande a vossa recompensa". O povo aguarda o pronunciamento da CNBB.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) Londrina
Pessoas incapazes para julgar
Em 2015, fui autuada por estacionar mais de um metro afastado da guia da calçada. Recorri da autuação expondo que não estava estacionada e sim parada em fila dupla, aguardando que minha mãe de 89 anos, com deficiência visual e com dificuldades de caminhar, pudesse embarcar em meu carro para que fosse levada ao médico. Com certeza, a pessoa que anotou a infração aprendeu somente preencher e anotar o auto de infração, quando deveria ter colaborado para que o embarque fosse realizado. Ao fazer a defesa, comunicamos o fato e recebemos agora o indeferimento da defesa. Cabe-nos lamentar o despreparo total daqueles que foram somente orientados como preencher papéis. Cabe-nos lamentar que o julgamento foi feito em caráter técnico, sem o julgamento do mérito. Lamentavelmente, estamos nas mãos de técnicos e não de pessoas. Fala-se tanto em direitos humanos, mas só vemos isso válido para criminosos. Pessoas de bem não são humanas e não têm direitos?
EDI ANITA CORDEIRO HENRIQUES (aposentada) Londrina
País das grandezas
O Brasil é o país que ostenta indubitavelmente evidentes grandezas. Na geografia das nações, com seus mais de oito milhões de quilômetros quadrados, figura entre os primeiros. Nossa bacia hidrográfica ostenta também este disputado pedestal. A Amazônia, com sua mata exuberante, é considerada como o verdadeiro pulmão da humanidade. Já fomos, na época de Pelé e Tostão, consagrados como os melhores do futebol, apesar de que com o penta ainda guardamos saudosamente este título. Nosso carnaval não necessita nem comentários, pois turistas de todo mundo superlotam os hotéis de nosso país para desfrutar da beleza o do gingado de nossas mulatas. Administrativamente também deixamos a maioria dos países no chinelo: nosso sistema tarifário é um dos maiores do mundo (em números e valor), uma facada - o povão que o diga! Em matéria de corrupção, desconhecemos concorrentes, todavia - como a impunidade também quer ser a primeira, os corruptos ficam livres para continuar dando as cartas neste grande país.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador aposentado) Londrina
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