OPINIÃO DO LEITOR
Legislar e executar
Se o legislador legisla em causa própria, o executor também pode executar de acordo com seus interesses. Certo? Claro que não! Sabemos que no Brasil essa prática é tão recorrente ao longo de muitas décadas, e até séculos, que chegamos até acreditar que é tudo legal. Agora, por exemplo, o presidente Michel Temer anunciou a liberação R$ 1,2 bilhão destinados à construção de mais presídios e à reforma dos precários já existentes. Será que desta feita está "executando", também, em causa própria? Estaria ele vendo a luz no final do túnel se apagando? Somente o tempo nos dirá.
AGOSTINHO BACON (aposentado) - Cornélio Procópio
As vinganças do Califado
Os recentes atentatos terroristas reivindicados pelo Estado Islâmico nos países democráticos do mundo ocidental (Paris, Nice e agora Berlim) são uma resposta de vingança à opressão que a coalizão internacional vem fazendo, por intermédio do exército iraquiano, no sentido de prender ou exterminar todos os súditos do Califa Abu Bakr al-Baghdadi (autoproclamou-se líder de todos os muçulmanos). Acontece que o líder religioso e político árabe Maomé - último profeta do Deus de Abraão (571-632 d.C.) - nunca rejeitou o judaísmo nem o cristianismo. O ódio e o terror que o Estado Islâmico espalha pelo mundo nada tem a ver com a doutrina do Islã. Na verdade, é um ataque à liberdade inerente a um modo de vida para o qual não se encontrou ainda alternativa melhor. O filósofo Charles-Louis Montesquieu (1689-1755), na sua consagrada obra "Do espírito das leis", ensina que existem três espécies de governo: o republicano, o monárquico e o despótico. Para descobrir a natureza de cada um, é suficiente três fatos: o governo republicano é aquele em que o povo, como um todo, possui o poder soberano; a monarquia é aquele em que um só governa, mas de acordo com leis fixas e estabelecidas; no governo despótico, uma só pessoa, sem obedecer a leis e regras, realiza tudo por sua vontade e seus caprichos. Na república, a virtude da moral; na monarquia, a honra; no despotismo, o medo. Aos súditos terroristas do Califado Estado Islâmico resta a lição extraída do Evangelho de São Mateus: "Na verdade vos digo que entre os nascidos de mulheres não se levantou outro maior do que João Batista!" (Alahur Akbar).
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) Londrina
Sugestão
O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, declarou, na posse, que a transparência será fundamental em seu governo. Creio que, então, deve publicar quem são os secretários e presidentes de autarquias, onde se formaram, os registros profissionais e onde já trabalharam para que todos os moradores de Londrina possam saber quem são aqueles que vão comandar a cidade daqui para a frente e se podem ou não exigir deles o que é esperado. Eu sei, de quase todos. Mas a grande maioria dos londrinenses não sabe. E então, prefeito, não é uma boa e transparente ideia?
NINA CARDOSO (psicóloga aposentada) Londrina
O passado de volta?
Tivemos uma surpresa desagradável no início do ano com a volta da politicagem, do empreguismo, do ganho fácil e do toma-lá-dá-cá? Os políticos são, sem dúvida, a vergonha do país: futuramente, familiares e amigos sentirão constrangimento em conviver com esses aproveitadores. São eleitos para honrar o mandato, trabalhar para o povo, nunca para acomodar apaniguados, aceitar ingerência dos caciques políticos e lotear cargos. Eleitores, certamente, no final da administração, estarão de chapéu na mão implorando para os caloteiros aderirem ao Profis. Até quando? Vamos acionar a lei da causa/efeito? Bani-los para sempre? Se sim, não os reelejam!
MOISÉS DOS SANTOS (aposentado) - Londrina
Vamos repatriar os empregos também
Em meio à maior crise no Brasil, empresas fechando e milhares de pessoas desempregadas, ao sair nas ruas encontramos milhões de reais sendo comercializados por ambulantes, centros comerciais especializados em produtos importados e/ou falsificações que devido à ilegalidade são vendidos por preços bem mais baratos que os originais. Dos países vizinhos, além desta concorrência desleal, recebemos drogas e armamento pesado que é utilizado pelos malfeitores. Que tal o governo liberar de tributação parte da produção da indústria nacional para venda a microempresários e ambulantes legalizados e fechar em paralelo as fronteiras com o encerramento da quota de produtos sem impostos de importação? Vamos fortalecer a indústria nacional, manter e aumentar o emprego em nosso país.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina
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