‘Libertas quae sera tamen’
Li que o índice de desaprovação do presidente da República, Michel Temer, chega a 51%. Este número é preocupante. Na delação premiada de uma grande empreiteira aparecem os nomes de centenas de políticos que chafurdaram em suas pocilgas. São bilhões de reais que se esvaem pelos ralos todos os meses com nossa aquiescência, pois temos consciência que um deputado federal nos custa mais de R$ 140 mil/mês. O sistema foi se prostituindo e hoje está se tornando irreversível. Urge que façamos mudanças radicais, tais como: 1) eleger deputados federais por região e reduzir para no máximo 30% dos atuais membros legislativos; 2) deixar de pagar penduricalhos, ou seja, com seu salário que é superior a gerente de grandes bancos, que eles paguem seu aluguel, sua gasolina e todos os as despesas, inclusive as de locomoção, e que esses senhores sejam obrigados a cumprir uma carga horaria semanal de no mínimo 40 horas. Suas visitas "às bases" sejam feitas em suas férias e às suas expensas. Esses senhores, travestidos de guardiões dos direitos do povo, não são mais fortes que a nossa vontade de liberdade constitucional. A hora é agora e, por isso, volto a afirmar a célebre frase dos inconfidentes mineiros "Liberdade embora que tardia".
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Figueiró dos Vinhos (Portugal)

Dívidas dos estados
A União vai dividir para todos os brasileiros as festanças e a noitadas dos governadores e prefeitos incompetentes e corruptos. Aqueles que chegaram ao poder por meio de mentiras, quando em campanhas nos palanques diziam: "Eu vou fazer porque sei que dinheiro tem, e muito, se não fizeram é porque foram corruptos ou porque não sabem administrar, mas eu se eleito for, vou resolver todos os problemas do nosso estado". Esses são os que hoje estão passado para a União todas as suas incompetências e dizendo para o povo: "Vocês não foram convidados a participar da farra, mas a União convoca e os obriga a pagar a conta". Isso já virou um círculo vicioso no país e é também uma forma de federalizar a corrupção. Vejam que os estados mais quebrados são comandados pelos governantes que mais mentiram e mais fizeram festa com o dinheiro do povo, principalmente os reeleitos que em campanha diziam que seus estados eram o que estavam em melhor condição. Assim que venceram, antes de entrar no segundo mandato tomaram medidas drásticas jogando para o povo pagar as suas noitadas. Agora vem a União e assume a incompetência dos governadores, jogando as despesas nas costas do trabalhador que recolhe imposto e sustenta essa corrupção sistemática.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) – Londrina

Legalização dos jogos de azar
A princípio sou contra legalizar os jogos de azar porque acredito que as pessoas que não têm problema com jogo devem evitar criar facilidades para quem tem. Isso pode acabar com sua família, patrimônio e amizades. O montante movimentado pelo jogo não justifica prejudicar uma família. Talvez, se fosse no interior de um estado no meio do Nordeste para desenvolver toda uma região. O presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal, Magno José Santos de Sousa, diz-se estudioso do tema desde o período em que os bingos foram autorizados (Entrevista, 17/12), então que responda: quantas famílias se acabaram e quantas perderam patrimônio por causa do bingo? Ele diz ainda: "Existem comportamentos patológicos em várias outras atividades, como sexo, drogas, compras, comida". Pergunto: exploração de sexo e drogas é liberado? É possível proibir compras e que a pessoa coma? Liberar jogo é possível proibir?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

Cachorros na rua
Há mais ou menos dois anos, um cachorro foi abandonado aqui no Jardim Guararapes em frente ao Cense 1 e os funcionários da instituição adotaram esse animal. Até deram um apelido, trazem alimentos, ração e há potes com água na calçada para ele tomar. Esse animal avança nos pedestres, pessoas com bicicletas, motos e até carros. O pior é que em 2015 minha nora saiu de casa com o meu neto e uma cachorra amarrada no carrinho, o cão avançou e ela pegou o bebê no colo para defender a cachorra. Fui até o Cense e contei a funcionários toda a situação, mas disseram que nada podiam fazer pois o cachorro é da rua. O cachorro quando faz alguma lambança na rua, funcionários o chamam pelo apelido para dentro do pátio e essa é uma das razões para que ele não saia daqui: tem proteção. Liguei para o setor de zoonoses da prefeitura e disseram que viriam aqui conversar com a direção. Está completando um ano e até agora não foi tomada providência. Para aumentar a dose, agora apareceram mais dois cachorros que fazem companhia com o animal. Quem pode resolver essa situação?
ANTONIO JOSÉ RODRIGUES (aposentado) – Londrina

Correção
Ao contrário do informado na reportagem "Quarenta Anos de História e Elegância", (Geral, 27/12), o autor do projeto do Calçadão da Rua XV de Novembro, em Curitiba, é o arquiteto Abrão Anis Assad.

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