Reforma trabalhista e o poder dos sindicatos
Preocupa-me a proposta de aumentar o poder dos sindicatos com a minirreforma trabalhista. Questiono o modelo de sindicalismo que sustenta presidentes "vitalícios", gozando de status, horários "flexíveis" e de liberdade para a aplicação de recursos. Reconheço muitas conquistas garantidas por pessoas sérias, focadas na luta da categoria. Porém, há sindicatos com estrutura incompatível com sua a arrecadação; trabalhadores usados numa indústria lucrativa de ações trabalhistas e num jogo político pernicioso. A reforma deveria começar pelo sindicalismo, restringindo reeleições e aumentando a fiscalização sobre o uso do dinheiro do trabalhador.
GIOVANNA GALLELI (relações públicas) – Londrina

Administração Kireeff
Depois de vários prefeitos não muito sólidos em idoneidade, se apresentou como candidato à Prefeitura de Londrina o até então "quase desconhecido" Alexandre Kireeff, com "chapa pura" estando colocado entre os últimos, dentro das pesquisas realizadas, onde um deles comemorava vitória no 1º turno. Pela surpresa de todos, dois foram para o 2º turno entre eles Kireeff que foi o vencedor se elegendo como o prefeito de Londrina. Agora, depois de 4 anos de administração não mais podemos considerar que sua vitória foi uma surpresa, mas sim do descontentamento das administrações anteriores onde os eleitores optaram por um candidato não político, na acepção da palavra. Agora, encerrando sua administração acena a população com quase 60% de aprovação, salientando que 70% elegeram uma condução da prefeitura sem qualquer mácula de corrupção. Sua administração foi pautada por secretários qualificados tecnicamente para desemprenhar suas funções, como prometido na campanha, tanto verdade que quase a totalidade dos secretários permaneceram em seus cargos durante os 4 anos, e quando alterado (vide Carlos Geirinhas que da CMTU foi para implantação do Superbus) permaneceram ligados ao prefeito Kireeff. Agora, os novos administradores da cidade sempre terão a sombra da antiga administração, principalmente no cumprimento das promessas e da lisura administrativa. Parabéns Kireeff, Londrina agradece seu desempenho.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) – Londrina

Imposto de renda e confisco
Sabem quanto está sendo a restituição das declarações entregues em 2015? Aproximadamente, R$ 24,5 bilhões, beneficiando 15 milhões de contribuintes excluindo os que ficaram na malha fina. Isso significa que do imposto que os contribuintes têm que pagar sobre sua renda(?), todos pagaram muito mais. Isso não é confisco? É justo retirarem de circulação todo este dinheiro? Caso ficasse nas mãos dos contribuintes, haveria um maior poder de compra e consequentemente: 1) maior arrecadação de impostos pelos governos; 2) menos pessoas desempregadas; 3) aumento da arrecadação do INSS e FGTS, dentre outros. Por que não atualizam corretamente a tabela de retenção? Um casal com apenas 2 filhos e o pai com rendimento (?) acima de R$ 4.664,00 entra na faixa de 27,5%. Outra brincadeira, quem consegue educar um filho com R$ 297 mensais, mesmo estudando em escola pública? E manter um dependente com R$ 190 mensais? Em 2012, a restituição ficou perto de R$ 11,5 bilhões. Aumento de 113%. Qual trabalhador duplicou seus rendimentos neste período, exceto os políticos?
SADI CHAIBEN (economista) - Londrina

2017
O que esperar de novo em 2017 se tudo conspira para cortes e mais cortes de investimentos? Todos querem cortar despesas, inclusive o governo quer reduzir gastos com saúde e educação, como se fosse possível a vida esperar a recessão passar. Os grandes heróis do povo nem pensam em cortar em um centavo seus vencimentos de muitos salários mínimos, sejam políticos ou juízes. E assim caminha a brasilidade com passos de tartaruga e caranguejo, devagar e para os lados, nesta republiqueta de Neverland que nunca dá em nada, só barulho. E cada dia aumenta a abissal desigualdade entre biliardários e miseráveis. A sorte é que se pode praticar o canibalismo vegetal, pois não vai faltar bananas, como dizem nas redes sociais. Feliz 2017, o ano que promete ser quase igual a 2016, apenas 2% a menos. Como dizia o poeta: "Voltamos a viver como dez anos atrás".
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

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