OPINIÃO DO LEITOR
Qual é a solução?
O verdadeiro tripé que, religiosamente, conhecemos chama-se: oração, estudo e ação. No entanto, quando o assunto é política, esse tripé se refere ao exercício das três funções dos Três Poderes como forma de limitar as ações de cada um deles, como se fosse uma balança. Infelizmente, Legislativo, Judiciário e Executivo não conhecem aquela máxima: "Um por todos e todos por um". Cada aspone quer um brasilzinho para si. A independência desses poderes seria até interessante e benéfico para o país se estivessem trabalhando em prol da Nação, como um todo. Entretanto, estamos diante de um Legislativo na contramão da moral; um Judiciário esfacelado e ministros tendenciosos, favorecendo a quem lhes concedeu a toga; e, finalmente, um Executivo que até então não sabe a que veio! Só o quarto poder, que é o "povo", poderá dar um fim a essa bandalheira toda e salvar nossa "Pátria amada idolatrada".
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) Londrina
UEL
Alguns professores vivem uma realidade paralela. No artigo "A UEL e a sua autonomia" (Espaço Aberto, 14/12), o professor Marco Soares citou o Top 100 da QS University e a classificação da UEL na 86ª colocação das universidades latino- americanas e a inclusão no Times Higher Education Brics como a melhor estadual da Região Sul. Ignorando ser a UEL uma das últimas no extenso ranking e ter apenas três estados a Região Sul. É a única universidade que temos e dela devemos nos orgulhar, mas quem nela trabalha precisa fazer muito mais pela instituição que tem um orçamento maior que vários municípios do Estado. Já a professora Leila Jeolás (Opinião, 20/12), diz não ser depredação a expressão através de pichação nas paredes da UEL. Penso que isso é apologia e incitação ao crime e que o Ministério Público deve tomar providências.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) Londrina
Comenda desvalorizada
Vergonha mesmo foi a condecoração dada ao governador de São Paulo, Geraldo Alkmin, numa suposta antecipação para as eleições de 2018. Ele veio a Curitiba, enquanto seu governo está mergulhado nos escândalos da merenda escolar, o governador é considerado o fechador de escolas e seu nome apareceu na lista da Odebrecht como "Santo". Por aqui, recebeu a Comenda da Ordem do Pinheiro, a mais alta honraria do governo estadual. O que Alkmin fez para receber a comenda? Vergonha!
JOSÉ PEDRO NAISSER (aposentado) Curitiba
Reforma da Previdência
Sobre o Editorial "A necessária reforma da previdência" (Opinião, 17/12), nos parece que esse jornal se rendeu às mentiras propagadas pelo governo federal de que há um rombo na Previdência. Faltou ao articulista pesquisar mais sobre o assunto. Se o tivesse feito, teria chegado às seguintes conclusões: é estranho afirmar que hoje existem 12 idosos para cada 100 pessoas em idade ativa. Talvez, até seja verdade, mas e a contribuição que os tais 12 idosos fizeram compulsoriamente durante toda a sua vida laboral, descontados na fonte na forma do INSS? Ora, em 2060, já que haverá 44 idosos para cada 100 em idade ativa, ninguém vai se lembrar que esses 44 idosos contribuíram a vida toda para o sistema? Contribuo todo o santo mês com 11% do meu salário, portanto, não é correto afirmar que quando eu me aposentar apenas os ativos irão me custear. Se depender da vontade do governo, talvez nem me aposente. Outro dado que faltou no texto é de que a Previdência Social faz parte da chamada Seguridade Social, juntamente com a Assistência Social e a Saúde, sendo errado jogar nas costas apenas dos empresários e dos trabalhadores o ônus do alegado deficit, já que há anos o governo federal não repassa ao seguro social o que recebe das empresas na forma de PIS-Pasep, Cofins e CSLL. O governo se apropriou indevidamente desses recursos para pagar a dívida pública e agora quer jogar nas nossas costas a conta do tal "rombo" da Previdência. Assim é fácil.
RUBENS BARBOSA JÚNIOR (gestor de RH)- Londrina
Nota da Redação: A proporção de idosos para pessoas em idade ativa faz parte de uma projeção feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como a FOLHA afirmou em seu editorial, a discussão sobre a Reforma da Previdência precisa ser amplamente debatida. Mas somente com a realização de mudanças haverá sustentabilidade nesta área.
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