OPINIÃO DO LEITOR
Expressão não é depredação: as paredes da UEL
Muros, túneis, paredes e praças expressam vida pulsante e inscrições de diferentes atores sociais. São suportes de manifestações em ritmos, cores, estéticas móveis e plurais. Jovens da periferia assinam muros da cidade de cujo centro são excluídos e ganham uma visibilidade provisória; artistas de rua encontram "galerias" abertas nas esquinas e muros e ultrapassam os limites dos cânones institucionais e econômicos que definem a "arte"; grupos minoritários expressam sua indignação e reagem à discriminação sofrida cotidianamente. Assim também são os espaços universitários e lutamos décadas para que fossem espaços livres para pensamentos, pesquisas e opiniões em salas de aula, nos laboratórios e em todos os seus espaços. Suas paredes e muros - como papéis e telas - se transformaram em suporte para expressões coletivas e individuais as mais diversas, fazendo parte integrante de paisagens acadêmicas em todo o mundo e no Brasil. Por essa razão, o ato de lavar as paredes do Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH) da UEL feito por membros externos e internos à comunidade universitária foi percebido como atitude invasiva de desrespeito, gerando indignação. Desenhos, poesias, posições pessoais, políticas inscritas nas paredes não representam "depredação do patrimônio público"; eles não destroem, mas expressam ideias, provocam criativamente o olhar, questionam. Limpar as paredes é torná-las lisas, inexpressivas, apagando toda essa multiplicidade de expressões e impondo uma estética única e espaços delimitados de intervenção.
LEILA JEOLÁS (professora) Londrina
Querido dom Orlando!
No final da apresentação de uma das edições do Rito de Exéquias, o arcebispo de Londrina, dom Orlando Brandes, escreveu: "Consolai, consolai meu povo". E agora, precisamos ser consolados pela tristeza da despedida do arcebispo. Nunca nos esqueceremos do apoio incondicional de dom Orlando pela Pastoral da Esperança. Quantos intercessores ganhamos através de nossas orações? Em muitas missas participamos nas suas preces. E hoje é nossa vez de rezarmos: pela vida de dom Orlando, obrigada Senhor! Pela sua fidelidade à missão que lhe foi confiada, Obrigada Senhor! Pela paciência no trabalho com seu rebanho, Obrigada Senhor! Pela sua cordialidade nos acolhendo, obrigada Senhor! Pelo seu sorriso, transmitindo-nos alegria, obrigada Senhor! Por sua e nossa esperança no êxito das Santas Missões Populares, obrigada Senhor! Pela disponibilidade ao pronunciar "sim" aos desígnios do Pai, obrigada Senhor! Imploramos a Deus que continue derramando suas graças e bênçãos sobre dom Orlando, de coração, continuaremos unidos em oração.
LEVENEI BALLAROTTI CANIZARES (professora aposentada) - Londrina
Pasmem-se!
Os empresários estão vivendo um momento extremamente difícil. Muitas empresas estão fechando as portas. Muitas pelo momento econômico difícil que o país está vivendo, enquanto outras por serem mal administradas "enquanto alguns empresários choram; outros vendem lenços". Para não perdermos clientes, temos que estreitar relacionamento, direcionar foco para as suas reais necessidades, estar atualizados tecnologicamente, etc. Após esse preâmbulo, pasmem-se: dias atrás recebi um telefonema de um supervisor da empresa de segurança com à qual tenho contrato há mais de 10 anos comunicando a rescisão contratual em função das dificuldades para monitorar o imóvel. A justificativa é inaceitável e inadmissível. Também é inaceitável e inadmissível, após 10 anos de contrato, ser comunicado por telefone sobre a rescisão do contrato, por intermédio de um supervisor. E mais, justificar a rescisão por dificuldades para monitorar o imóvel demonstra evidente falta de capacidade. Espero colaborar para que empresários reflitam sobre a importância da necessidade de tratarem os seus clientes com excelência e respeito para não terem que comprar lenços.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
Correções
- A foto que ilustra a matéria "Juro nos EUA pesa menos que crise política nacional" (Economia, 19/12) é do repórter fotográfico Dario Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo.
- Diferente das informações repassadas para a matéria "Chatbot, à sua disposição", (Economia&Negócios, 15/12), o projeto do chatbot Tical está apenas sob orientação de mestrado de Cinthyan Barbosa, professora doutora em Processamento de Linguagem Natural (PLN) do departamento de Computação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e o primeiro chatbot teria surgido em 1966. Além disso, deve-se acrescentar que o projeto do Tical teve parceria com o então aluno de doutorado Édio Roberto Mânfio, do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL), e também contou com informações do Léxico Histórico do Paraná (LHISPAR).
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