Falência dos estados e o ICMS
Os estados do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro estão falidos, tecnicamente. Essas bancarrotas foram causadas principalmente pela queda na arrecadação de ICMS. Além das roubalheiras e corrupções endêmicas, sem sombra de dúvida. Contudo, meu tema peculiar neste espaço é ICMS e, já vou falando no degenerativo deste imposto. O erro estava desde no princípio da lei que se diz "o imposto é não cumulativo". A teoria era diferente da prática e o sistema deste imposto começou degenerar na década de 1980. Então, o Senado Federal revogou a lei que limitava a alíquota máxima de ICMS e a farra não terminou aí, pois a Constituição Federal de 1988 incluiu alguns impostos de serviços ao ICM, donde ficou em ICMS. Vale lembrar que antes de ICMS a economia do país estava empatada com a economia da China. Portanto, retomar o antigo imposto ou IVC é questão de honra. Esse imposto é muito parecido com imposto japonês. Na verdade, o ICMS continua sendo uma espécie de dádiva generosa da ditadura militar.
OSAMU ARAZAWA (contador) – Londrina

Ladrões do povo
Diante dessas explosões intermináveis de casos de corrupção e do cinismo e mentiras deslavadas desses gatunos envolvidos, tais como "não conheço essa pessoa (delator); nunca estive com fulano, beltrano ou ciclano; toda doação de campanha que recebi está registrada e aprovada", dentre infinitas outras falácias, dá vontade de mandar esses ladrões todos para o inferno. Só não vou assim proceder porque tenho dúvidas se o "bichão" lá da fogueira merece tanta desgraça.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Licitação de táxi
Após publicação em edital por duas ou três vezes, no Diário Oficial do Estado, no Diário Oficial do município, na Folha de Londrina e também página oficial da CMTU-LD, no que diz respeito à licitação de táxis para a cidade, a CMTU simplesmente cancelou com alegações esdrúxulas como: faltou mencionar dez por cento das vagas para deficientes (coisa que na licitação anterior não houve nada disso); levantamento técnico mal feito (como assim?); prorrogada para não sei quando, etc., e os licitantes fazendo papel de bobo levando os envelopes contendo as propostas. O que ocorre é que os taxistas do ponto do aeroporto não querem que aumente o número de carros naquele local, pois alegam que o ponto de apoio (que é irregular diga-se de passagem) pode suprir as necessidades. O que não é verdade, pois chamam o apoio bem devagar para não dar chance a eles e os usuários que esperem! É um absurdo! E cadê os táxis do Shopping Aurora, do Hospital do Coração no Jardim Bela Suíça e os outros vários adaptados? Com a palavra a CMTU.
JOÃO ELUIR PIRES (comerciante) – Londrina

Bons exemplos
Sinto-me no dever de mostrar, neste breve comentário, dois bons exemplos de como o atendimento na saúde pública pode ser bem feito. No início do mês, senti fortes dores lombares (já se pensa logo na coluna!) e decidi, a conselho da minha esposa, procurar atendimento na UPA do Jardim Sabará. Em pouco tempo fui atendido por um médico e recebi a medicação necessária. Tudo rápido e com boa vontade! Quero fazer também, mais uma vez, um reconhecimento ao atendimento que é dado na UBS do Parque Alvorada: são funcionários que se desdobram, com os recursos que têm, para oferecer um atendimento tão bom quanto possível. Nas vezes que lá estive, especialmente no atendimento a minha esposa, o atendimento não seria melhor na rede particular de saúde. Nunca vi quem quer que seja reclamar: ao contrário, ouvi muitos elogios. É sabido que faltam muitos recursos na saúde pública, mas usando o que é possível e com boa vontade, pelo menos nesses lugares, o atendimento é muito bom e, diga-se de passagem, até com bons sorrisos desse pessoal. São bons exemplos que devem ser seguidos.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina

No mato sem cachorro
Um cidadão escreveu: "Fui um dos que pediram ‘fora Dilma’, agora sou dos que pedem ‘fora Temer’, ‘Eleições já’". Não sou Temer, nem peemedebista, mas precisamos considerar que o tempo não permitiu a Temer ajustar as peças do tabuleiro que é dos mais intrincados face aos interesses em jogo, que tornaram o país de difícil governabilidade. Depois pegou um país esfacelado, esbagaçado! E quanto a "eleições já", quais os candidatos? Para aumentar o volume da miséria, Lula se arvora como um deles! A exemplo de Diógenes, procuramos um homem honesto. Está difícil encontrá-lo. Estamos num deserto de homens e de ideias. Acham "malucos" os que apoiam a intervenção militar, enquanto os articulistas como Eliane Cantanhêde e Eduardo Vilas Boas dizem ser zero a chance de os militares voltarem ao poder. Então, estamos no mato sem cachorro.
ANTÔNIO SCARPARI DAMETTO (aposentado) – Londrina

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