Passar a limpo
Passou da hora de passar esse país a limpo. Necessitamos de um Judiciário forte, com promotores e juízes prontos para fazer frente ao bando ou quadrilha de políticos e empresários sanguessugas e mal-intencionados que, ao longo dos últimos 50 anos, manipularam uma grande parte de nossa população com promessas eleitoreiras baseadas em mentiras e na falsa ideia que votando neles estaríamos a caminho de um país desenvolvido e igualitário. Defendo a prisão imediata e o arresto de bens de políticos como Sarney, Collor, Calheiros, Lula, Serra, Alckmin e todos os conluiados, bandidos tão perigosos como os que estão no comando do tráfico de drogas. Esses senhores nos tiraram o que tínhamos de melhor: a nossa dignidade!
LUIZ FURTADO (vendedor) – Londrina

Genocídio ignorado
A força da mídia em comover a população mundial em função do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense foi tão grande que o mundo até se esqueceu do genocídio que está ocorrendo na Síria e nos países árabes, que já chega a 470 mil mortos ou mais de 100 por dia. Crianças, jovens, mulheres, homens, idosos, enfim, tudo que possa estar vivo, cidades inteiras destruídas e onde estão as forças políticas, militares, religiosas mundiais e, principalmente da mídia, para mudar essa situação? Essa população que está morrendo também é ser humano. Onde estão a piedade, a bondade e a fraternidade neste final de ano?
OSMAR CARVALHO (contador) - Londrina

Sanepar: torneira aberta
A Sanepar, como empresa com o controle acionário do governo do Estado e tendo como receita a tarifa de todos consumidores, deveria ser uma entre outras, prioridade do governador para servir como exemplo de medidas de contenção de despesas, assim como faz no que diz ser empenho no aumento dos impostos e diminuição de despesas da máquina publica para atender o seu dever constitucional no atendimento da população. Fiquei estupefato com a decisão do conselho de administração da empresa, em novembro, aprovar um valor da ordem de até R$ 13 milhões para remuneração de seus administradores do período março 2016/fevereiro 2017, para 9 diretores e talvez com participação de membros do conselho de administração e do conselho fiscal que exercerem a função. Isso me permite supor que na média cada diretor custaria mais de R$ 100 mil por mês. Em anos anteriores, as remunerações também são de deixar muitos executivos competentes interessados, mas não sabemos (ou sabemos?) os critérios para essas indicações. As decisões mais corretas seriam diminuir as extraordinárias remunerações dos diretores e até mesmo reduzir o número de diretorias. Ainda sobra espaço para reduzir tarifas dos consumidores e servir de exemplo para toda população que o governo está empenhado em racionalizar sem prejuízo da capacidade de investimento da empresa.
ANTONIO BENEDITO ALMEIDA CAMARGO (agrônomo) – Cornélio Procópio

Renan, uma farsa
O presidente do Senado, Renan Calheiros, é um exemplo típico da máxima "Faça o que falo, mas não faça o que faço" ao desobedecer a decisão do STF para, em seguida, após a decisão do plenário da Suprema Corte, vir a público e dizer que "ordem judicial não se discute, cumpre-se". O Brasil inteiro sabe que não só nasceu dele como foi ele o mais ferrenho articulador para dilacerar e comprometer a aprovação do projeto das dez medidas contra a corrupção, originária do Ministério Público Federal com chancela de mais de dois milhões de assinaturas do povo brasileiro. As alterações têm a finalidade específica de acabar com a valorosa Operação Lava Jato e, em consequência, abrir caminho para impunidade daqueles que se apoderam de incomensuráveis valores do erário público, em detrimento da classe menos favorecida que nada recebe em benefício diante da montanha de impostos que é obrigada a recolher para os cofres públicos. Há no ar um alerta: "Ou o Brasil acaba com a corrupção, ou a corrupção acaba com o Brasil". Como pode o presidente do Senado, cujo nobilíssimo cargo impõe ao seu titular conduta cândida de rigor, estar amargando onze inquéritos e um processo em seu desfavor? Algo está errado e na contramão do bom senso e da lógica jurídica, não há como pensar diferente sob pena de não haver equidade e justiça na sua mais alta e concreta expressão democrática.
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) – Ibiporã

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