OPINIÃO DO LEITOR
Eu, empírico
Por ocasião da votação do impeachment de Dilma, assistimos a um sem número de retóricas da defesa e acusação, onde todos os oradores se apresentaram com argumentos convincentes, cada qual fundado em dispositivos legais, de acordo com sua conveniência, à luz da Carta Magna, do Processo Civil, do Processo Penal, do regimento daqui e dali. Agora, de novo, assistimos à mesma cena, onde todos têm razão e citam os dispositivos legais e constitucionais, alguns até abusadamente enfadonhos e bastante repetitivos. Isto significa dizer que passou da hora de se pensar numa ampla unificação dos dispositivos legais em uma ação entre os poderes da República. A Justiça é uma ciência dinâmica, mas bem que poderia ter uma pitadinha de exatas. Pela sua relevância, não deveria ser meramente interpretativa. O julgamento de um crime não pode delongar com recursos claramente protelatórios, com objetivo único de alcançar a prescrição. Cem milhões de processos em andamento; de 60 mil homicídios num ano (somente o Iraque está a nossa frente) e apenas 3 mil sentenciados, ou seja, 5%. Para o nosso País, não existe solução para a economia, saúde, educação e crescimento sem antes empreender as reformas políticas e do Judiciário, senão estaremos diante de um pau de sebo, onde se sobe dois metros, escorrega um para baixo e jamais chega ao topo. Lembro que sou extremamente leigo sobre as causas jurídicas.
AGOSTINHO BACON (aposentado) - Cornélio Procópio
Passeatinha?
Ironicamente o leitor Manoel J. Rodrigues (Opinião,9/12) pretende ridicularizar as pessoas que participam das manifestações de rua, diminuir a importância e a dimensão dessas passeatas, além de ser contrário à utilização das redes sociais para botar pressão nos políticos. Talvez, por não querer se envolver nesses movimentos que reivindicam ética e honestidade dos nossos governantes e faltar-lhe disposição para praticar a cidadania, se juntando aos protestos contra a desordem política que se abateu sobre o País, ele não está conseguindo fazer a leitura da repercussão e do alcance real do grito da população para soerguer moralmente a Nação. A pressão popular vale sim, e muito, sr. Rodrigues. Isso faz tremer políticos e agentes públicos. Já conquistamos vitórias através das manifestações e o grito dos brasileiros nas ruas. Foi assim, ouvindo o clamor de milhões de vozes das passeatas, que os parlamentares votaram o impeachment de Dilma Rousseff. É com o apoio substancial da população que a Operação Lava Jato está sendo cada dia mais fortalecida. E será, desse modo, que a sociedade vai conseguir passar o Brasil a limpo. Mesmo que a defenestração de Renan Calheiros ainda não tenha ocorrido desta vez, as manifestações do último dia 4 foram úteis, despertaram a necessidade de alguma providência e incomodaram nossas autoridades. Quanto à surreal citação "bananas de pijamas é o sÍmbolo do Brasil", ele demonstrou ser extremamente mal informado. Por certo, pretendesse rotular pejorativamente o Brasil como uma "república das bananas".
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Democracia às avessas
A PEC 55 seguiu aprovada pelo Senado e, ao que tudo indica, será promulgada nessa quinta-feira. Interessante é o contraste dos 53 votos favoráveis com os 16 contrários, se considerarmos que a consulta pública sobre o tema contou com 369.434 votos das pessoas teve tão-somente 6,44% de votos favoráveis. Será mesmo que a democracia representativa ainda é um instrumento que traduz a vontade da população ou estamos diante de uma crise de legitimidade?
VINÍCIUS ALVES SCHERCH (advogado) - Bandeirantes
Caixas eletrônicos, que maravilha!
Tenho uma conta poupança em uma agência do Banco do Brasil, onde são depositados meus minguados ganhos pela aposentadoria. Sempre que vou a um caixa eletrônico da agência em questão, principalmente em horários fora do expediente, é um verdadeiro parto tentar acessar minha conta. Seja pela identificação biométrica ou numérica, raramente consigo. Outros usuários têm a mesma queixa, o que torna então um problema perene e pelo menos geral. Estaria o BB em tal penúria que não pode adequar seus caixas à modernidade? Ou simplesmente se trata de menosprezar a clientela e colocar-se acima das conveniências imprescindíveis ao cidadão brasileiro? Ou ainda é mais um caso de estatal afetada pelo efeito PT?
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) Londrina
Correção
Diferentemente do publicado nesta quarta (14) na matéria "Conscientização no Dia Nacional do Cego" (Cidades), o Paraná tem 11.242.720 habitantes e o índice das pessoas com limitação de visão é de 2,9%.
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