OPINIÃO DO LEITOR
Adriana Antonieta e Luiz Cabral XVI
Os fatos se repetem na infinita linha do tempo. Acompanhando pela mídia a prisão de Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, me veio à mente a Revolução Francesa, a ruptura social e política mais contundente da história moderna. Respeitadas as devidas proporções, há semelhanças: na França, o povo não suportava mais a miséria absoluta e o peso de sustentar a corte privilegiada; no Brasil de hoje o povo, numa crise sem precedentes, não suporta mais sustentar a enorme quadrilha de corruptos que sangra a nação; na França, o povo saía à rua não para combater um sistema de exploração que se esgotava; no Brasil, o povo vai à rua não para combater ou defender tal ideologia, mas para combater todo o sistema podre; na França, houve resistência da velha ordem em perder as regalias; no Brasil, enquanto o povo se manifesta, os canais da propina e da corrupção prosseguem; na França, foi instalado o período do terror, com tantas execuções que não havia nem tempo de limpar a guilhotina; no Brasil, foi criada a Operação Lava Jato, que esperamos levar o terror aos sanguessugas; na França, a rainha Maria Antonieta era acusada de levar uma vida abastada, em contraste com a miséria que assolava o povo; no Brasil, com dinheiro da corrupção Adriana Ancelmo gastou milhões em joias caríssimas, em contraste com as dificuldades que passa o povo do Rio e do Brasil inteiro; na França, Luiz XVI foi decapitado; dias depois foi a vez de sua mulher, Maria Antonieta, perder a cabeça na guilhotina; no Brasil, Cabral veste o uniforme de presidiário e, finalmente, perde a liberdade; dias depois, Adriana, sua mulher, também veste o modelito verde da prisão. Conservou o pescoço, mas sem as joias rapinadas que usava, ficando apenas com um minúsculo brinco; na França, não bastavam reformas, teria que revolucionar a sociedade; no Brasil de hoje, também.
JOSÉ ROBERTO DOS SANTOS (funcionário público) Londrina
Emenda Calheiros
Os líderes do Senado Federal, com ratificação do STF, alteraram o artigo 5º da Constituição. Sua nova redação passa a ser: "Nem todos são iguais perante a lei".
RUY CARNEIRO GIRALDES NETO (servidor público) Londrina
Dez medidas e a irretroatividade da lei
Irretroatividade é um princípio que permite à lei atingir fatos passados somente em benefício do réu e a impede de retroagir para prejudicá-lo. Os crimes descobertos e a descobrir pela Lava Jato foram cometidos quando nem se pensava na lei anticorrupção. Retiraram medidas como enriquecimento ilícito de funcionários públicos, mudanças de prescrição de penas, permissão para recolher patrimônio da pessoa condenada pela prática de crimes graves, por quê? Os políticos estão passando por desgaste desnecessário a menos que queiram resguardar a possibilidade de impunidade por pretenderem continuar a praticar corrupção.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) Londrina
Biblioteca Infantil
Sobre os questionamentos feitos pela leitora Nina Cardoso (Opinião, 10/12), esclarecemos que o horário de funcionamento da Biblioteca Infantil é das 9 às 17 horas, atendendo, portanto, o público de manhã e de tarde. Sobre o uso de chaves e cadeados no guarda-volumes, atualmente eles são cedidos aos usuários da Biblioteca Pública de Londrina. No entanto, como ocorre em outras bibliotecas do País, a Secretaria Municipal de Cultura está implementando, gradativamente, a prática de os usuários levarem os próprios cadeados e chaves. Os frequentadores já estão sendo orientados sobre o procedimento, que trará mais segurança aos pertences deixados no guarda volumes.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA
Uma cidade que é mais
Nossas congratulações à FOLHA, fundada pelo lendário João Milanez, pelo especial "Uma cidade que é mais" (Folha Mais/10-11/12) que estampa os 82 anos de Londrina, completados sábado último, como fiel relato de uma época de ouro do famoso Norte do Paraná. Tantos foram os prefeitos que a administraram, centenas de vereadores que cuidaram das leis; centenas de jornalistas e radialistas que a noticiaram e ajudaram no seu desenvolvimento, dos tempos das máquinas de escrever, das latinhas como microfone, etc. Uma epopeia vivida e agora narrada relembrando a garra, vivência e força de vontade dos pioneiros, quase todos na saudade. Feliz do povo que tem um jornal como a sempre admirada Folha de Londrina e em seu quadro de profissionais um gigante da informação socioeconômica: Osvaldo Militão, exemplo de caráter a serviço do povo. À diretoria, aos executivos, colaboradores, jornalistas de primeiro mundo, e aos leitores, nosso abraço fraternal.
JORGE FREGADOLLI (jornalista) - Maringá
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