OPINIÃO DO LEITOR
Pedágio injusto
Não bastasse a corrupção no Brasil estar no cotidiano desde o descobrimento, em 1500, e períodos constantes de incertezas, resultados de desgovernos corruptos e imorais, fomos "agraciados" no dia 1/12 com mais uma imoralidade: os reajustes das tarifas das empresas de pedágio. Nos próximos meses, essa injustiça estará completando 20 anos (240 meses ou 7.300 dias). Na praça de Jataizinho, o valor passou para R$ 21 (R$ 42, ida e retorno). Os responsáveis por mais essa imoralidade já deveriam estar punidos e essas concessionárias banidas para sempre. A população não aguenta mais pagar a tarifa mais cara e injusta do Brasil, numa rodovia péssima, onde vidas se perdem frequentemente. Esse valor absurdo contribui, expressivamente, para encarecer os produtos e serviços na frágil e combalida economia do Norte do Paraná. Precisamos nos mobilizarmos com urgência para pressionar o governador, deputados estaduais e demais autoridades para colocar fim nessa situação.
CLAUDECIR MURARO (administrador) - Cornélio Procópio
Imprensa, muito obrigado!
Imprensa em geral e, por trás dela, claro, o profissional, são sem dúvida o nosso "cão guia" na nossa cegueira dos acontecimentos. Quantos de nós já parou para pensar ao ver (sentido amplo) uma notícia, o que é necessário para que ela chegue até nós? A importância e a seriedade, além é claro, da enorme responsabilidade, já que é formadora de opinião, dessa instituição, são requisitos basilares para a verdadeira democracia. Diante de tudo que vem acontecendo no Brasil, seria possível aquilatar o porcentual da contribuição da imprensa no seu resultado? Estaria a nossa história contemporânea sendo escrita dessa forma, se não houvesse o trabalho desses profissionais da imprensa? Nesse passo da nossa atualidade, quero sim agradecer aos senhores e, acredito que junto a mim, muitos que nem haviam pensado na vossa enorme importância. Só é lamentável mesmo, que o nosso povo em boa parte - ainda carece se informar. Muito obrigado mesmo.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Sábias palavras
Gostaria de dar meus parabéns aos leitores Roberto Teixeira (sim, concordo, estamos nas mãos de bandidos), Luiz Alberico Piotto (sim, nossos políticos são inúteis e nocivos), Douglas H. Reginato (sim, nossos políticos são velozes e furiosos para votar projetos que lhes beneficiam) e Edgar Baer (sim nossos jovens perdem tempo ao invadir escolas), cujos cartas foram publicadas pela FOLHA (Opinião, 3-4/12). Cada um tem sua verdade. Assim passamos nos dias agitados não sabendo o que vem pela frente. Meus Deus! Menos mal que temos um Sérgio Moro e, logo, teremos mais um para fazer companhia aqui em Curitiba com os demais corruptos: Renan Calheiros!
VICTOR HUGO DE CARVALHO (agente de turismo aposentado) Curitiba
O homem da palavra
A obra e o pensamento de Ferreira Gullar ficam para a cultura brasileira como um legado de inteligência e inquietude. Nos últimos anos, sua visão do Brasil político e cultural brilhava como colunista polêmico e sem rodeios da "Folha de S.Paulo" e outros grandes jornais. Gullar foi o agitador cultural que colaborou na fundação do Grupo Opinião e do jornal "O Pasquim", em plena ditadura militar. E por suas opiniões e oposição ao regime foi exilado e quando voltou ao país, em 1977, foi preso. Gullar foi o grande poeta que dividiu com Drummond e Cabral as atenções a partir da segunda metade do século XX. Como eles, o maranhense também foi cogitado para o Nobel de Literatura. A vida política, os dilemas sociais e a liberdade permeiam boa parte de sua obra poética. O poeta também traduziu para o teatro; criou textos para a TV; se destacou como crítico de arte; colunista e continuou escrevendo poesia e se tornando a grande referência brasileira. Incorporado ao cotidiano do Brasil, nos acostumamos a ouvir seu nome e ler sua poesia e seus textos. Em 2014, se rendeu à Academia Brasileira de Letras e se tornou poeta imortal. O homem da palavra parte aos 86 anos como iluminado e enorme farol para o futuro cultural do país. E sua fonte será água límpida onde devemos sempre buscar motivo para a poesia e a arte do Brasil!
ALDO MORAES (músico) Londrina
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