Anistia, salvo conduto para o roubo
A delação premiada do grupo Odebrecht acendeu o pavio do desespero nos políticos do país, principalmente em Brasília. A reação da Câmara dos Deputados e do Senado foram imediatas. No primeiro caso, a maioria dos deputados correu para o salvamento coletivo com a tentativa de anistiar os crimes de caixa 2, legalizando o roubo e o desvio de recursos públicos; no segundo, Renan Calheiros quer coibir o abuso de autoridade da Justiça, coisa que o Código Civil já o faz. Ambos os casos, com a apuração da Lava Jato, nos mostra a face da classe política em todas as instâncias, quase que totalmente contaminadas pela corrupção. Façamos um exercício de futurologia em que os dois casos sejam aprovados, restam duas saídas a sociedade do bem: primeiro, reação do Judiciário, fazendo valer a rigidez e força total da Justiça em sua plenitude, contra esses políticos de interesse próprio; segundo, um projeto de lei de iniciativa popular, impedir a reeleição em todos os níveis, assim como, restringir o usufruto político somente por dois mandatos, impedindo com isso a vitalização no poder. Nós, sociedade do bem, aguardaremos pacientemente a decisão. Esperamos que a vitória seja da Justiça e não dos interesses da classe política do mal.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Democracia em perigo
O Brasil está pronto para a mudança de regime para a ditadura, mas parece que o general Figueiredo tenha sido o último dos moicanos. A crise está instalada. Envolve os Três Poderes. A atitude de Renan Calheiros causou indignação de parlamentares contrários à forma como o projeto anticorrupção foi aprovado pela Câmara, 80% desfigurado em relação à proposta original do Ministério Público. Aprová-lo, com as emendas introduzidas, é o mesmo que institucionalizar a corrupção no país o que pouco importa a muitos dos nossos homens públicos, atrelados às falcatruas que tentam esconder para se livrarem de processos que já correm na Justiça. Uma verdade, porém, aflora: o país apodreceu! Tornou-se de difícil governabilidade. E pelos fatos de rua que vêm ocorrendo, tudo indica que não temos outra alternativa que não apelar para um regime de exceção.
ANTÔNIO SCARPARI DAMETTO (aposentado) – Londrina

Respeito
Qual seria a obra mais importante para Londrina e região, o contorno Norte ou duplicar a BR-369 no trecho Jataizinho a Cornélio Procópio? Em ambas, porém, temos que ressaltar o interesse público. Somos pagadores de impostos, precisamos ter segurança nas estradas e, para isso, é preciso duplicação, construção de viadutos, contornos, etc. Afinal, a vida não conta? Pagamos IPVA para que, além do pedágio? Gostaria de rogar que a OAB, a maçonaria e as igrejas encapassem essa luta pela vida, levantassem a bandeira dessa causa humana. Infelizmente, elegemos políticos para o "come e dorme", legisladores em causa própria, corporativismo, toma-lá-dá-cá, nada mais. Por que Curitiba e Maringá recebem tudo, e Londrina nada?
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina

Humanização de presídios?
Sobre o artigo "Matar bandidos ou humanizar presídios?", do psicólogo Jair Queiroz (Espaço Aberto, 25/11), o autor quer mais moleza para criminosos, infratores e drogados? Todos eles tinham tudo isso antes de resolverem se envolver com o crime, não é cada um fazendo o que quer que se vive em sociedade! Quem criou esse cenário foi o Estatuto da Criança e do Adolescente ao abrir "vagas de emprego" aos adolescentes no tráfico e, ao invés de protegê-los dos abusos, está permitindo que cometam infrações protegidos pela lei. São nossas leis que estão colocando bandidos e policiais frente a frente quando liberam em menos de 24 horas marginais aprendidos em flagrante. É o Estado passando a mão na cabeça dos criminosos através de leis que lhes dão direitos e redução de pena e está multiplicando os infratores, já que o crime compensa e não é punido exemplarmente. Preso condenado tem que cumprir integralmente a pena; nas prisões eles têm que ter atividades físicas a ponto de não querer cavar túneis no final do dia, atividades intelectuais que não lhes sobre tempo para planejar fugas e rebeliões e confinamento absoluto com pouquíssimas visitas e que em nenhuma delas haja contato físico nem mesmo com advogado. Quem sair da linha tem sua pena aumentada.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

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