OPINIÃO DO LEITOR
Estamos nas mãos de bandidos
A quantidade e a velocidade das medidas aprovadas pela Câmara dos Deputados, em pleno luto nacional durante a madrugada, revela mais uma vez a total falta de caráter da imensa maioria dos nossos deputados. Nesse momento não se trata apenas de ser a favor ou contra tais medidas, mas sim lamentar a maneira covarde, sorrateira e ardilosa com as quais nossos deputados agiram tentando salvar a própria pele. Essas medidas ficaram em banho-maria por mais de nove anos, agora, em regime de urgência, foram aprovadas pela Câmara e encaminhadas ao Senado, cujo presidente, Renan Calheiros, responde a mais de uma dúzia de processos. Se dependesse dele, ainda no dia 30/11 o pacote anticorrupção desfigurado teria sido votado e aprovado de forma imediata. Estamos nas mãos de bandidos, gente da pior espécie. Os membros da Câmara e do Senado foram eleitos para elaborar projetos de lei, colocá-los em votação e votar ou vetar. Entretanto, tudo isso deveria ser feito com transparência, como exige o cargo adquirido pelo voto popular. Existem grandes absurdos na postura dos deputados, mudar grotescamente a letra do projeto que foi assinado por mais de dois milhões de brasileiros pedindo medidas contra a corrupção. Ter escolhido justamente essa data, horário e momento de luto nacional pela tragédia com a Chapecoense foi a atitude mais porca e baixa da história da Câmara dos deputados. O futuro vai reservar a esses políticos as páginas mais sombrias da nossa história. Todos serão lembrados por serem legítimos representantes do capeta na Terra.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Políticos inúteis e nocivos
Estava mais que óbvio que a Câmara dos Deputados, na quase totalidade de seus parlamentares, iria melar o pacote anticorrupção proposto por autoridades do Judiciário e pelos procuradores federais. Daqui a pouco vão querer encarcerar e algemar o juiz Sérgio Moro e esses procuradores da Lava Jato sob a alegação de que foram eles que roubaram e dilapidaram a Petrobras, além de serem os verdadeiros donos do sítio em Atibaia e do tríplex em Guarujá. Desculpem-me a comparação, mas querer que a classe política aprove medidas mais severas em casos de corrupção é o mesmo que tentar fazer o poste mijar no cachorro.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Velozes e furiosos
Fiquei indignado ao saber que os nossos ilustres deputados aproveitaram o clima de solidariedade e luto dos brasileiros devido ao trágico acidente do voo que deixou mais de 70 vítimas mortas próximo à Colômbia, e durante a madrugada manobraram para votar um pacote adulterado das "Dez medidas contra a corrupção". Das medidas iniciais propostas pelo MPF, seis delas foram tiradas para favorecer políticos e seus pares e rebaixar o Poder Judiciário e seu ilustre trabalho na Operação Lava Jato. Por que não trazem o assunto para ser debatido em várias sessões? Por que não explicam claramente à sociedade essas mudanças repentinas e feitas às escuras? Ficou mais que comprovado que diversos desses "ratos de esgoto" estão com o coração na mão temendo que a PF e o MPF cheguem às portas de suas casas de madrugada com um mandado de prisão pelos crimes que ainda estão ocultos. Fiquemos atentos a todo e qualquer movimento repentino dessa massa de delinquentes tentando se livrar das consequências futuras!
DOUGLAS H. REGINATO (assistente administrativo-financeiro) - Andirá
Tempo perdido
Temos acompanhado, com alguma tristeza, esse movimento de jovens estudantes promovendo a ocupação (assim o denominam) de prédios destinados a escolas de ensino médio, faculdades e universidades pelo Brasil afora, com maior intensidade no nosso Estado. Será que não percebem o tempo que estão perdendo rumo a sua formação e, pior ainda, roubando o direito daqueles jovens que querem estudar para ter um futuro melhor? Essa estratégia para chamar a atenção de autoridades sobre as inúmeras mazelas que, por má gestão em todos os níveis de governo e por tantos interesses espúrios de políticos corruptos, não levará a nada! Devem encontrar outras estratégias para alcançar seus objetivos. Os prédios ocupados continuarão no mesmo lugar, mas o tempo que todos estão perdendo não volta mais. Esse prejuízo é irrecuperável! Considerado o maior estrategista de todos os tempos, Napoleão Bonaparte (1728-1821) um dia disse o seguinte: "A estratégia é a ciência do emprego do tempo e do espaço. Sou menos avaro com o espaço do que com o tempo. O espaço pode ser resgatado; o tempo perdido jamais". E o tempo voa mesmo! Não o desperdicem e ainda prejudiquem tantos outros!
EDGAR BAER (advogado) Londrina
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