Duplo luto nacional
Não bastasse a comoção nacional que tomou conta do País, no amanhecer do último dia 29, pela catástrofe que abateu sobre o futebol brasileiro, à noite uma nova tragédia, desta vez moral, atingiu em cheio o Brasil. Trezentos e treze marginais da política nacional, travestidos de deputados federais, desfiguraram completamente o projeto de lei contra a corrupção, cuja proposta consiste na redenção da moralidade e resgate da honestidade no seio das nossas instituições públicas. Esses parlamentares agiram como verdadeiros assaltantes que, enquanto dormimos, surrupiam os nossos pertences. Na calada da madrugada, nos roubaram a oportunidade de vivermos num país menos corrupto e mais justo. Conseguiram aprovar o salvo conduto para continuarem dilapidando vergonhosamente o patrimônio público, assaltando descaradamente o erário e lesando criminosamente a pátria. Eles jogaram no lixo a proposta de 2 milhões de brasileiros bem-intencionados que repudiam a atitude dos agentes públicos corruptos, desonestos e criminosos. Respaldados pelo imaturo, inseguro e amedrontado presidente da Câmara, que já pratica o asqueroso toma-lá-dá-cá para se reeleger, esses 313 canalhas deram de ombro aos cidadãos honrados que ferrenhamente lutam para tirar a Nação das mãos da quadrilha instalada no poder. A sociedade assiste perplexa os movimentos espúrios e de má-fé extrema do presidente do Senado para frear a Lava Jato. Exatamente como na Itália, quando os políticos bandidos de lá detonaram a Operação Mãos Limpas com medidas idênticas, os bandoleiros daqui se articulam numa quadrilha especialmente organizada para abafar as investigações. Ou reagimos imediatamente, com o povo nas ruas, ou continuamos nas mãos dessas verdadeiras ratazanas políticas.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

‘Medidas pró-corrupção’!
Nossos ilustres parlamentares - se já perderam a vergonha e pudor -, agora, com a aprovação das 10 medidas contra a corrupção (para enganar o povo) colocaram no meio a emenda de abuso de autoridade. Lógico, agora o Judiciário e o Ministério Público estão amarrados (votação na madrugada, dia de catástrofe para o povo brasileiro). Engraçado o número de votos dessa emenda: 300 (Lula sempre dizia que havia 300 picaretas no Congresso) + 13 (número de um certo partido, por coincidência, o PT) = 313 votos. Muita coincidência!
JARDEL CANDIA (comerciante) – Santo Antônio da Platina

A farra continua
Diante de toda essa convulsão política a que estamos assistindo, e sentindo, uma das necessidades mais prementes é o propalado corte de gastos públicos. Só que o presidente Temer e o ministro Meireles se esqueceram de avisar o presidente da Caixa Econômica Federal, que acaba de anunciar a renovação de contratos de patrocínios com os clubes de futebol. Patrocinar futebol, outro antro de crimes de corrupção, salvo poucas exceções, é no mínimo irresponsável e suspeito! Aliás, por que estatais precisam de publicidade? Qual o concorrente, por exemplo, dos Correios, da Petrobras? É uma das formas de desviar recursos. As estatais poderiam, no máximo, patrocinar o esporte olímpico/paraolímpico.
AGOSTINHO BACON (aposentado) – Cornélio Procópio

Mudanças na Madre Leonia
A exclusão dos acessos à Rua Garibaldi Deliberador e ao Muffato na Avenida Madre Leonia Milito aumentou o congestionamento sentido centro/Catuaí. Nos horários de pico, o tráfego intenso provoca uma longa fila de carros. A população foi consultada sobre a construção de uma ciclovia no local? Foi feito estudo do impacto no trânsito de uma área que já sofre com um alto fluxo de veículos? 1- Os acessos não serão mais permitidos e os veículos terão que seguir até a rotatória da Ayrton Senna? 2- Não será mais permitido o estacionamento de veículos, prejudicando o comércio local? A opção (1) vai aumentar o congestionamento nas Madre Leonia, Higienópolis e Ayrton Senna e a (2) tem o exemplo da decadência no comércio da Avenida Duque de Caxias. A criação de uma ciclovia não justifica tais problemas. Pelas longas descidas e subidas, Londrina não favorece o uso de bicicleta como meio de transporte. Faço exercícios, gosto de caminhar e pedalar, mas simplesmente não é possível trocar um carro ou moto por uma bicicleta como meio de locomoção para o trabalho e atividades que não sejam lazer.
VANIA MARTINS (funcionária pública) – Londrina

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