OPINIÃO DO LEITOR
Tragédia com o time da Chape
Nessa terça-feira, o futebol acordou de luto. Um desastre envolvendo o avião que levava o time da Chapecoense vitimou a equipe quase por completo, além da comissão técnica, jornalistas e convidados. Trata-se da maior tragédia no esporte da América do Sul. Além da irreparável perda de vidas, é preciso lembrar a grandiosa fase que vivia o futebol de Chapecó. O time, que tem uma trajetória muito parecida com a do Londrina nos últimos anos, conquistou acessos consecutivos desde a quarta divisão do futebol brasileiro até chegar à elite. O Tubarão ainda está trilhando esse caminho, mas a Chape já tinha chegado ao ponto mais alto, e ainda mais que isso, estava disputando a segunda competição mais importante das Américas e com reais chances de ser campeã. Seriam os dois jogos mais importantes da sua história e, além de Chapecó, o país todo estava acompanhando o time com um carinho que só o futebol pode explicar. Essa tragédia acaba com a euforia de todos os torcedores e deixa o mundo do futebol perplexo com a fragilidade da vida, mas evidencia a compaixão das pessoas. Hoje, todos estão unidos num esforço para, se possível, diminuir as dores dos familiares dos jogadores e dos torcedores da Chape. Quase todos os times do futebol brasileiro prestaram homenagens e se colocaram à disposição para ajudar no que for possível. Torcedores de todos os times esqueceram as suas bandeiras e estão sendo solidários às vítimas. Até o adversário da final da Copa Sul-Americana, o Club Atlético Nacional já se manifestou fazendo um pedido para a Conmebol considerar a Chapecoense campeã do torneio. Afinal, essa competição já acabou depois dessa tragédia. Que a cidade de Chapecó e o time consigam passar por cima dessa tragédia e que voltem em breve para o lugar que merecem: o topo do futebol brasileiro.
VALMOR PEDROSO (empresário) Londrina
Luto mundial
Após a tragédia ocorrida com os jogadores, comissão técnica, diretores da Chapecoense e profissionais da imprensa o Brasil, não tem torcida, não tem hino, hoje os times não têm cores, não tem rivalidade, todos os brasileiros são chapecoenses e catarinenses. O mundo se mobilizou para orar e para amenizar as dores das famílias e dos torcedores da Chape.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Animais soltos na pista
Embora todos saibamos os grandes riscos e graves consequências que animais soltos em via pública, frequentada por todos os tipos de veículos podem causar, é frequente se deparar com semoventes de grande porte nessas localizações. Um equino foi visto na manhã do dia 29 de novembro de 2016 na Rua Francisco Alves, uma das ruas de acesso ao campus da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, com intenso tráfego, pelos que ali frequentam durante o período diurno e também noturno, hora em que a falta de visibilidade se torna uma agravante para a ocorrência de acidentes. É imprescindível que os responsáveis por estes animais se atentem para o fato e tomem as medidas necessárias.
BEATRIZ TORRES CRISCITIELLO (psicóloga) Londrina
Legado de Fidel
Sobre o comentário do professor Amarildo Passini a respeito de Fidel Castro (Opinião, 29/11), sem dúvida, o maior erro do ditador cubano foi com a intolerância e para com os contrários às suas convicções, e, claro, por limitar a liberdade, a criatividade de seu povo e pela execução de milhares de dissidentes. Entretanto, Fidel, ao que parece, seguiu à risca um dos pilares da doutrina defendida por Che Guevara: "Uma revolução se faz zelando pela chave dos cofres públicos". Todo e qualquer sistema ou regime de governo sério deveria combater os privilégios e a impunidade. A história comprova que nenhum religioso detém a representação divina, portanto, não poderia ser "dono da verdade", bem como o fato de que a maioria dos políticos apenas consegue ascensão ao poder mediante o compromisso em atender aos interesses de seu grupo e manter os privilégios da elite dominante. Em meu modesto entendimento, Fidel foi um dos poucos revolucionários que, efetivamente, chegando ao poder não permitiu que a elite arrombasse os cofres públicos como forma de manter privilégios, o que não aconteceu com o Lulismo em nosso País. Portanto, Fidel deve também ser lembrado como um dos poucos revolucionários que efetivamente se preocupou com a educação e saúde de seu povo.
ANTONIO CARLOS CANTONI (advogado) - Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





