Fidel castrou a liberdade
Liberdade, ainda que tardia, é o meu desejo para os cubanos. Com a morte de Fidel Castro, as esperanças se renovam. Ele era carrancudo e triste, semelhante ao regime imposto ao seu povo. É praticamente impossível pensarmos em felicidade quando um governante castra a liberdade, o direito de ir e vir, a criatividade e especialmente a diversidade de ideias. Fidel fechou as portas para o crescimento, para o conhecimento e escravizou seu povo. Porém, mais perto da morte e ateu assumido, parece que sua consciência bateu mais forte, recebendo três papas em seu país. Fez questão inclusive de receber o papa Francisco em sua casa. Coincidência ou não, 2016 será lembrado pela morte e possível conversão de Fidel, do impeachment de Dilma, da queda de Lula, do PT e da triste vitória do Trump. Isto tudo soa como apocalipse. Então, meu amigo, vigiai e orai!
AMARILDO PASINI (professor) – Londrina

Gente do bem!
Pois é, nada como um dia depois do outro. Depois de afastarem a presidente Dilma, alegando corrupção, vemos os valorosos deputados empenhando-se para aprovar a anistia do caixa 2. Lamentável! Que tipo de gente é essa? Como nominá-los sem ofender o reino animal? E o que dizer das panelas silenciosas? O que dizer desse silêncio eloquente? O panelaço era seletivo? Como combater a corrupção procedendo desse jeito? É possível levar os nossos representantes a sério? E o que dizer do ex-ministro Geddel? São perguntas que trazem uma imensa tristeza com os rumos do País. E uma quase certeza: estamos condenados, irremediavelmente condenados, a um futuro (se pudermos usar a palavra) medíocre e sem esperança.
JOSÉ ANTONIO MARQUES CARRER (professor) – Curitiba

Crítica injustificada: hora de pedir desculpas
Em setembro, em carta publicada nesta seção, critiquei as obras que estavam sendo realizadas no canteiro central da Avenida Madre Leonia Milito para a construção de uma ciclovia. As críticas se referiam às constantes interrupções no traçado em função de estreitamentos existentes em vários locais do canteiro. O tempo passou, os trabalhos continuaram e, hoje, vejo que os locais com estreitamento foram alargados e, portanto, as críticas feitas foram precipitadas e infundadas. Diante disso, só me resta reconhecer o erro e pedir desculpas aos responsáveis pela obra.
MARIA VICTORIA EIRAS GROSSMANN (professora aposentada)- Londrina

Escândalos sem fim
Todos os dias surgem novos escândalos por meio das investigações da Operação Lava Jato. O fato de todos eles serem revelados em período tão curto de tempo causou uma espécie de paralisação emocional em toda a sociedade, e parece que nada será tão escandaloso a ponto de nos surpreender novamente. A notícia mais recente trata do rombo descoberto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no financiamento estudantil (Fies), um dos programas mais respeitados do governo do PT, e indica que mais de R$ 20 bilhões podem ter sido superfaturados entre 2009 e 2015. É "apenas" mais um caso que se soma aos tão famigerados escândalos da Petrobras, da Prefeitura do Rio de Janeiro, das pedaladas fiscais, entre tantos outros. Tudo isso ocorre em meio a uma das maiores crises financeiras que o país jamais enfrentou. Em decorrência disso, o governo federal trabalha fortemente para aprovar medidas de contenção de gastos. Entretanto, parece que os políticos não fazem parte desse pacote de medidas. Os representantes da nação continuam firmes no seu modelo de corrupção. E na iminência das delações premiadas da Odebrecht serem acertadas - o que pode colocar muitos políticos na mira do juiz Sérgio Moro -, eles parecem ter perdido de vez qualquer resquício de vergonha na cara. Nos últimos dias, os deputados trabalharam para tentar aprovar, na calada da noite, a proposta que tipifica o crime de caixa 2, mas anistia os crimes praticados anteriormente, ou seja, é claro o interesse dos deputados em criar um mecanismo para salvaguardar os possíveis citados nas delações premiadas que estão por vir. Dessa maneira, fica difícil o governo federal convencer a população a fazer os sacrifícios necessários para vencer a crise. Afinal, deve ser muito fácil ditar leis que vão pôr em risco o futuro de milhões de pessoas, enquanto eles, os políticos, estão sentados na beira de suas piscinas hollywoodianas e dentro de suas mansões milionárias, adquiridas com o dinheiro do povo. A sociedade pode até estar disposta a se sacrificar, mas não por políticos dessa laia.
VALMOR PEDROSO (empresário) - Londrina

Correção
Diferentemente do informado na matéria "Orelhão em pé" (Geral, 28/11), o 0800 de atendimento da Copel (0800-51-00-116) recebe ligações provenientes de celular. A empresa esclarece que a legislação do setor elétrico exige que todas as distribuidoras de energia admitam ligação por celular.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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