OPINIÃO DO LEITOR
Ocupadooo!
Até minha tenra puberdade, entendia que a palavra ocupado era apenas o designativo de alguém trabalhando ou mesmo trancafiado numa latrina. Alguém que ostentava a pecha de desocupado era ocioso, vagabundo. Hoje, por exemplo, não se fala mais em ocupação no sentido de trabalho. Ocupação na realidade atual é invasão, não raras vezes exercida com violência e desrespeito aos cidadãos e às instituições. Manifestação é uma prerrogativa constitucional, desde que exercida pacificamente, com responsabilidade e respeitando o direito de ir e vir do cidadão. Não podem, por exemplo, cercearem, roubarem o direito do saber, ocupando escolas e provocando prejuízos de grande monta, a exemplo do último Enem. Todos sabemos que os movimentos em curso são meramente políticos e tendenciosos, com intenção única de fazer oposição ao governo e desestabilizá-lo.Por melhores que sejam quaisquer propostas que venham a ser apresentadas, os manifestantes de plantão estarão se movimentando e encetando ocupações (invasões). Deste país, onde políticos articulam para legislar em causa própria, até mesmo sobre crime organizado, esperar o quê? Tem que haver punições! E bastante severas!
AGOSTINHO BACON (bancário aposentado) - Cornélio Procópio
Pacote anticorrupção
Querem os nossos nobres deputados retirar da lei das 10 medidas contra a corrupção a penalização de quem já cometeu crime. Isso é uma afronta à moral e bom costume do brasileiro. Para que mais uma vez não sejamos enganados, seria de bom alvitre que a votação fosse feita de maneira aberta, ou seja, cada um declarando o seu voto. Se a votação for feita de maneira fechada, é importante que anotemos os nomes dos 513 deputados e, se eles fizerem mais essa falseta, saberão de antemão que na próxima eleição seus nomes serão vetados pelos eleitores que estarão de posse dessa relação. Se assim procedermos, acredito que eles vão nos respeitar mais.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Figueiró dos Vinhos (Portugal)
Casamento entre pessoas do mesmo sexo
Desde de 2011, o Supremo Tribunal federal autorizou os direitos de uniões homoafetivas. Tornou-se possível adotar uma criança, receber pensão sem prejuízo do benefício em razão de morte perante ao INSS. É importante salientar que a união homoafetiva é considerada um modelo da família. Para que se tenham os direitos assegurados, é importante que este seja registrado em cartório, em caso contrário, ela pode ser provada por testemunhas, conta conjunta e outros documentos como contrato de financiamento e planos de saúde. A guarda da criança eventualmente adotada levará em conta o seu melhor interesse como o grau de afinidade. No caso de barriga de aluguel ou reprodução assistida, o filho poderá ter em sua identidade dois pais ou duas mães. Podendo ser pedido pensão alimentícia desde que o convivente demonstre necessidade, e em caráter vitalício. E a aquisição de bens após a convivência deverá ser dividida em partes iguais. Percebe-se que os direitos e deveres são semelhantes a um casamento sob o regime da comunhão parcial de bens, elevando a união entre pessoas do mesmo sexo equivalente a um casal comum acabando cada vez mais com as distinções e preconceitos.
TATIANA GONÇALVES ANDRÉ (advogada) Londrina
Bagunça
Há pouco tempo, escrevi sobre os partidos políticos que são dezenas e pouco contribuem para o desenvolvimento do país. Esses partidos são apenas trampolim para os vivaldinos alcançarem o Legislativo. Também são esconderijos para os corruptos e para aqueles que nada gostam de fazer. Hoje vou falar sobre outra vertente dessa bagunça generalizada que está em curso na administração federal e em todas as esferas. Os sindicatos de classes, como são erroneamente chamados. Estes órgãos que se intitulam defensores dos trabalhadores deixam muito a desejar. São apenas ninhos de alguns aproveitadores que aspiram galgar algum lugar na política. São aqueles que muito trabalham para chegar no lugar onde nada se faz. Do Congresso pouco podemos esperar, porém o Ministério Público é o órgão que ainda nos traz alento e deveria incluir esta distorção nas inúmeras correções que estão um curso, como a operação Lava Jato. São centenas de sindicatos, que poderiam ser agrupados e se não fizessem nada, apenas economizariam um bom dinheiro para ajudar a sair da crise, crise que é fruto de distorções deste tipo. Estes sindicatos são uma das vertentes que apenas são "úteis" quando tem manifestação nas ruas, portanto, são dispensáveis para bem do Brasil e também para alívio dos trabalhadores que contribuem sem nada receber em troca.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador aposentado) Londrina
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