Uma BR em câmera lenta
Há tempos não ia para Rolândia, um trauma: 70 km de velocidade máxima em rodovia de pista dupla! Por que será? Tem ocorrido uma avalanche de acidentes nesta rodovia que levou as autoridades a adotarem a velocidade tartaruga? Ou simplesmente instalaram mais uma filial da indústria de multas que prolifera no País? Um verdadeiro acinte aos usuários da dita estrada. Limite de 70 km é velocidade para via rápida dentro do perímetro urbano. Nunca vi adotada essa velocidade para rodovia federal de pista dupla. Tem estudo e estatística de acidentes que justifiquem tal medida? Caso não tenha, quando é que vão alterar a velocidade para pelo menos 90 km adotada na maioria de estradas que cortam periferia de cidades como Campinas, São Carlos, São Paulo? Por que todos motoristas que transitam nesta parte do Paraná têm de ser castigados com essa incompatível velocidade?
TARCISIO MARTINS (professor) – Londrina

De quem é a escola?
Motivado pela pergunta "De quem é a escola? A quem a escola pertence?" que a "esclarecida e experiente" adolescente Ana Júlia Ribeiro, de 15 anos, fez em 27 de outubro na Assembleia Legislativa, quando da sua apaixonada e emocionada intervenção, respondo: a escola é da família! Mesmo quando sob administração estatal, são impostos pagos pelas famílias que as constroem e pagam. Os alunos, que nada produzem em termos econômicos, apenas são os beneficiários dos esforços e sacrifícios de seus pais. Há casos raros; mas esses são exceções. É pois um abuso, julgarem-se donos de qualquer coisa para a edificação da qual não contribuíram, e que para eles é um dom da família. E mais uma vez vale o princípio: "O direito de um termina aonde começa o direito dos outros." E às famílias, cabe o direito de orientar nas escolas a formação social, profissional, política ou religiosa que querem para seus filhos. A uniformidade de pensamento imposto destrói a personalidade e a capacidade de realização pessoal de qualquer um. Quando se elege o primado único da política destrói-se o ser na busca do seu fim último: a verdade na eternidade.
JOSÉ RUIVO DA SILVA (médico) – Sertanópolis

LEC de coração
Quero parabenizar a toda a equipe técnica do Londrina, aos jogadores "eternos artistas" que provaram a sua maestria com a bola, jogaram de igual para igual contra seus adversários, mostraram muita qualidade de caráter, preparo físico adequado à sua lide e são verdadeiros heróis. Não subiram para a 1ª divisão, mas mantiveram o padrão excelente no seu todo. Mais uma vez parabéns e que Deus os guie hoje e sempre.
NIVALDO CREMONEZI (aposentado) – Cambé

Revogação da data-base
O que o governador Beto Richa tem contra a Educação e contra os educadores? Não obstante o governo ter se apoderado do dinheiro da ParanaPrevidência e ter causado a sangrenta batalha do 29 de abril que deixou mais de 200 servidores feridos, o governo não para de causar rombos à Educação deixando de quitar promoções, progressões com o pessoal da ativa, e se volta agora contra os aposentados e mais um calote é anunciado! Não sabe ele que os aposentados consomem mais de 30% de seus salários com gastos em remédios? Que a lista de remédios tomados continuamente e distribuídos gratuitamente é muito reduzida? O professor está doente e precisa de remédios: excesso de trabalho, indisciplina em sala de aula, salário baixo, pressão da direção, violência, demandas de pais de alunos, bombardeio de informações, desgaste físico e, principalmente, a falta de reconhecimento de sua atividade são algumas das causas do estresse, ansiedade e depressão que vêm acometendo os docentes brasileiros. Então, nada mais justo, humano e solidário que tenhamos nossa data-base implantada de acordo com o proposto. Quebrar o acordo é covardia e desumano!
ROSEMARY DIAS COSTA (professora aposentada) – Londrina

Queda de helicóptero
Estou extremamente chocada e indignada com a brutal morte dos quatro policiais militares, ocorrida na queda do helicóptero que foi abatido pelos traficantes da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Estamos no meio de uma guerra em que a bandidagem, perdeu o respeito pela sociedade, inclusive pela polícia que hoje tenta combater com afinco o tráfico de drogas e outros crimes, com as armas e as técnicas que possui e não consegue superar a frieza e a crueldade desses marginais que infestam a nossa cidade. Agora é uma questão de honra para os nossos destemidos policiais, caçar e prender esses assassinos que desrespeitaram claramente a instituição, executando sem piedade quatro chefes de família que amavam a profissão e que perderam a vida tentando lutar contra a ilegalidade. Se bons policiais continuarem morrendo, quem nos garantirá o direito de viver sem medo?
DEBORAH FARAH (jornalista) - Rio de Janeiro (RJ)

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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