OPINIÃO DO LEITOR
Obrigado, dom Orlando!
É com um misto de alegria e tristeza que Londrina recebeu a notícia da nomeação do arcebispo de Londrina, dom Orlando Brandes, como arcebispo de Aparecida (SP) pelo papa Francisco. Alegria por Londrina fazer parte da história de dom Orlando, que esteve à frente da arquidiocese por dez anos. Alegria também porque o inverso é verdadeiro: dom Orlando faz parte da história de Londrina. E tristeza porque, com a nomeação, dom Orlando deixa de ser nosso arcebispo. É difícil enumerar num breve texto as qualidades de dom Orlando e o legado que deixa para a Igreja de Londrina. Pastor zeloso, além de todo o cuidado e atenção dedicados aos movimentos, pastorais, serviços e novas comunidades católicas, dom Orlando fez com que a arquidiocese priorizasse a Palavra de Deus, principalmente por meio do apoio e difusão dos grupos bíblicos de reflexão. Ressalte-se o fato de que dom Orlando é excelente escritor, já tendo sido inclusive colunista da Folha de Londrina. Seus textos, que se destacam pela clareza e objetividade sem deixarem de ser profundamente espirituais, são publicados em várias revistas e sites do Brasil. Basta uma simples consulta em sites de pesquisa para ver a fecundidade literária de dom Orlando. É exímio formador e frequentemente convidado para pregar retiros espirituais em diversas dioceses brasileiras. Sua devoção a Virgem Maria é notada nos seus textos, pregações e também no seu brasão, onde há o monograma ICM (Imaculada Conceição de Maria). O fato de ser um bispo mariano também deve ter pesado na sua escolha para a missão de estar à frente da arquidiocese de Aparecida. Em 2017, haverá a comemoração do tricentenário do encontro da imagem da Virgem Maria nas águas do rio Paraíba. Tão importante será a celebração deste tricentenário em Aparecida que o papa Francisco já confirmou sua presença. Tive a alegria de me aproximar de dom Orlando como integrante do Núcleo das Novas Comunidades Católicas da Arquidiocese de Londrina. Pude acompanhar um pouco mais de perto seu zelo pastoral e ver como ele ama Jesus Cristo na sua Igreja e nos seus fiéis. Num momento da história que se tenta desconstruir a figura do pai e destruir a paternidade, tanto a paternidade biológica como a paternidade espiritual, foi um privilégio e uma bênção de Deus esta oportunidade de termos dom Orlando como nosso pai. Obrigado, dom Orlando! Que a Igreja de Londrina, mesmo com outro arcebispo, continue a exercer o seu lema pastoral: "Somos operários de Deus" (1Cor 3,9).
RONALDO S. PAIVA (médico) Londrina
Iluminação pública
No último feriado (15-11), ao trafegar à noite pela Avenida Brasília, resolvi fazer um trabalho que deveria ser feito pela Sercomtel Iluminação. Como estava no banco do passageiro, peguei papel e caneta e comecei a contar as lâmpadas apagadas. Incrível, mas cheguei ao número de 91 lâmpadas queimadas! Para onde vai a contribuição para custeio da iluminação pública (Cosip) que pagamos na fatura de energia elétrica? Para resolverem isso, preciso dar entrada em 91 ordens de serviço ou o procedimento normal deveria ser a Sercomtel Iluminação sair a campo à noite para vistoriar e trocar essas lâmpadas, coisa que nunca vi nem ouvi falar?
RUBENS BARBOSA JÚNIOR (gestor de RH) Londrina
Pássaro preso
Com maestria, conhecimento e sensibilidade o sr. José Roberto Brunassi (Opinião 14/11) comentou sobre os algozes, desumanos, insensíveis e covardes aprisionadores de pássaros. Realmente é irritante a resposta desses covardes desculpando-se de que os pássaros não viveriam em liberdade após passar tempo aprisionados. Então, por que os prendem se sabem que nunca mais poderão soltá-los? Evidencia, nessa resposta, a intenção criminosa de uma condenação à prisão perpétua - o pior dos castigos. Durante a minha vida abri muitas gaiolas de pássaros pertencentes a amigos e parentes e, devido a essa atitude, já arrumei muita inimizade. De qualquer maneira, havendo oportunidade, continuo abrindo gaiolas. Há uma frase bastante oportuna (infelizmente não sei o nome do autor) que diz: "O homem sempre quis voar, mas aprisiona quem realmente nasceu para voar". Obrigado, sr. Brunassi.
ANTONIO F. MASSARO (contabilista) Londrina
Donald Trump
Criticar o futuro presidente dos EUA é fácil. Donald Trump prometeu apenas tirar os estrangeiros de terras americanas, mas ele também deve retirar os americanos das terras alheias. Afinal, o que os brasileiros vão fazer nos EUA? Se os brasileiros trabalhassem aqui o que trabalham lá, tudo seria igual e a desculpa do governo que atrapalha é só aprender a votar. O brasileiro tem que aprender a tratar os estrangeiros como são tratados lá fora, sem se humilhar perante o "tio Sam" que nada mais é que um velho gagá.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
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