OPINIÃO DO LEITOR
A política e os políticos
"Pela extensão da colaboração, haverá turbulência grande. Espero que o Brasil sobreviva." Essa declaração do grande magistrado Sergio Moro diz bem o que as delações premiadas dos executivos da Odebrecht estão esclarecendo perante juízes, promotores de Justiça e delegados da Polícia Federal na Operação Lava Jato. O povo brasileiro já demonstrou o seu desencanto com os políticos nas recentes eleições municipais, inclusive com um protesto avassalador. A política brasileira vai mal, muito mal mesmo, a tal ponto que os problemas econômicos e sociais do País aumentaram consideravelmente. Por tudo isso, é preciso uma reforma urgente da atividade política neste país. Não basta fazer os costumeiros "remendos políticos" que a elite dominante sempre fez para permanecer tudo como está. É preciso fazer, primeiro, uma verdadeira, séria e honesta reforma política, pois caso contrário prevalecerão sempre os interesses das corporações que se posicionam melhor no cenário político nacional. Os partidos precisam ser reduzidos; não pode haver financiamento de campanha; há que se permitir a renovação dos quadros políticos nacionais e a política tem que tratar dos interesses da sociedade e nunca dos interesses próprios ou privados daqueles que ocupam os cargos eletivos. A política, no Brasil, sempre foi tratada como um conchavo de sócios, mesmo que não pertençam ao mesmo partido. A imensa crise que o Brasil está vivendo - política, econômica, social em todos os setores - pode ser resumida em uma palavra: corrupção. Através dessa palavra, tudo que fazia do Brasil um gigante, dinâmico e promissor foi parar nas investigações policiais. O Brasil moderno, que caminhava para o desenvolvimento, foi parar na polícia. Por causa da atividade política sorrateira e mesquinha, razão pela qual é preciso mudar e criar um país sem privilégios que atenda a todos os brasileiros.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) Londrina
Trump presidente dos EUA
Independentemente de como vá agir, o certo é que Donald Trump foi eleito com discurso do quem pode mais chora menos. O Reino Unido já havia optado por se separar da União Europeia. Agora, a Alemanha e o Japão são os únicos economicamente gigantes que ainda não se voltaram para dentro, talvez, por suas localizações geográficas. A globalização está indo para o espaço e a briga para ver quem dominava o mundo com melhores acordos comerciais vai dar lugar a acordos entre ricos e entre pobres. Cabe ao Brasil decidir se é melhor ser cabeça de pobre (líder de subdesenvolvidos) ou rabo de rico (acordos bilaterais com ricos quando eles quiserem).
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) Londrina
Greve dos bancários
A cada greve realizada pelo Sindicato dos Bancários fica claro aos banqueiros que não necessitam tanto assim dos funcionários. Os clientes são obrigados a usar o caixa eletrônico e acabam aprendendo a utilizá-los e, então, chegam à conclusão que é muito mais fácil e tranquilo do que enfrentar uma fila para ser atendido pelo caixa. Traduzindo, a greve dos funcionários favorece o patrão. Em função disso, a cada encerramento das greves mais funcionários são demitidos.
WAGNER COSTA (empresário) Londrina
Pássaro preso
Concordo plenamente com o leitor José Roberto Brunassi (Opinião, 14/11), o que as pessoas fazem com os pássaros é uma grande covardia: aprisionar um pássaro em uma gaiola pequena, grande ou até um viveiro como vemos por aí. Qual a satisfação que as pessoas sentem com isso? Um pássaro na natureza canta completamente diferente de outro que está engaiolado, um canto mais suave; o preso tem um canto forte, alto, de desespero, de agonia, de solidão, esperando alguns segundos para que alguém apareça e o liberte. Podemos ver que eles ficam observando, pulando lado a lado de sua prisão, querendo sair. Muitos acham que aquele cântico é bonito é saudável e existem ainda campeonatos pelo mundo afora. O que esses campeonatos transmitem é uma bizarrice muito grande do sofrimento dessas aves. Temos vários exemplos de bichos que choram quando ficam presos. Podemos pegar também um humano e colocar em uma gaiola por algum tempo, ele teria os mesmos sentimentos de um pássaro. Eu e meus filhos não temos pássaros presos em casa e vou educar meus netos também a não fazerem estas atrocidades.
ANTONIO JOSÉ RODRIGUES (aposentado) Londrina
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