Acorda, Brasil!
O Brasil tornou-se o país mais violento do mundo. Os crimes contra a vida e a economia assustam: assassinatos, arrombamentos, violência contra a mulher, acintosa distribuição de renda, ordenados injustificáveis, gastos astronômicos, protecionismo, troca de voto por cargos, greves inconsequentes, ocupações... constrangimentos de toda ordem. Ações mais contundentes são reclamadas, porém, as leis são demasiadas flácidas e permissivas. Estudantes ocupam escolas e o MTST infiltrado de gente espúria protesta contra a PEC cuja essência desconhece, bloqueia rodovias... pinta e borda! Princípio de física preceitua que "toda ação correspondente a uma reação na mesma intensidade". Mas, em respeito aos direitos humanos, não serve de parâmetro. Violência não é direito, é crime! Estava certo o general Figueiredo quando disse: "Vocês sentirão saudades do meu governo!".
ANTÔNIO SCARPARI DAMETTO (aposentado) – Londrina

Construção civil, de novo?
Longe de mim querer desrespeitar os profissionais que atuam neste segmento mais em meus 55 anos de vida. Essa é a enésima vez que o governo brasileiro tenta acabar com o desemprego utilizando esse segmento. Os demais países do mundo investem em industrialização, tecnologia, manufaturados de valor agregado e aumento nas exportações, e nós subsidiando a construção civil internamente! Esse setor tão incentivado está no centro do maior escândalo de corrupção do mundo e o governo brasileiro seleciona mais uma vez o segmento para apostar suas fichas, será coincidência? Os imóveis residenciais são construídos e, no final da obra, os operários ficam desempregados; as obras de infraestrutura são tocadas em ondas periódicas que inflacionam o mercado empregador e produzem um efeito sanfona nos ganhos dos compradores que não conseguem pagar em dia as prestações dos financiamentos dos imóveis. Temos que ser mais criativos e tomar um rumo de crescimento contínuo. Seria muito melhor um sistema financeiro de industrialização ou um sistema financeiro de exportação ao invés do Sistema Financeiro de Habitação que conhecemos.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

Marionetes da educação
A estudante secundarista Ana Júlia Ribeiro, aquela que decorou e proferiu o discurso na Assembleia Legislativa do Paraná sobre as "ocupações" nas escolas públicas, apareceu novamente na mídia e disse que "foi na ocupação que a gente viu que podia ser ouvido". Concordo plenamente com a educanda, pois, realmente, vocês foram vistos e ouvidos, tanto que quase 70% da população repudiou e continua repudiando tal atitude. Diz o adágio popular que "se conselho fosse bom, ninguém daria", mas este vocês deveriam, ao menos, refletir sobre ele: deixem de ser bois de piranha de partidos políticos, sindicatos e entidades estudantis que visam apenas o benefício próprio. Tenho a mais absoluta convicção de que, assim agindo, esses alunos envolvidos nas "ocupações" perderão as insígnias de manipulados, invasores, baderneiros e desocupados. Protestar é um direito de todos, desde que os direitos dos outros sejam respeitados, o que não é o caso nessas "ocupações" de escolas e prédios públicos, segundo o percentual de desaprovação acima especificado.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Concurso para secretário
Ouço prós e contras acerca do processo seletivo que o prefeito eleito Marcelo Belinati fará para a escolha do futuro secretário municipal de Educação. Os contras temem que tal processo possa fragilizar a Secretaria de Educação e interromper alguns projetos em andamento. Argumentam que educação não é laboratório para experiências. Os educadores são os guardiões da Educação, natural que reajam nessa perspectiva. Já os prós, o argumento é o meritocrático. Todavia, nem sempre a meritocracia seleciona os melhores. Vejamos: alguém em sã consciência entregaria o comando de seu Exército a um alcoólatra? Foi o que fez o presidente Abraham Lincoln na guerra de Secessão Americana. Ulisses S. Grant liderou o Exército da União na vitória contra a Confederação, depois se elegeu e foi reeleito presidente dos Estados Unidos. Grande entusiasta de tal proposta, é a diretora do Instituto Vetor Brasil, com o currículo dela certamente estaria entre os selecionáveis. O ideólogo do processo, deputado Alex Canziani, poderia desengavetar a proposta de lei de criação do Fundo Nacional de Apoio às Bibliotecas.
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor de Sociologia) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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