Pássaro preso!
Pobre ser humano, quanta coisa a aprender! E a principal dificuldade nossa é tomarmos conhecimento de que somos tão pequenos, tão limitados, e que, orgulhosos, não passamos de pedantes mesquinhos. Do que estou falando? Falo em tom de desabafo, com indignação. Falo para aqueles – e por certo nós entre eles – que criticam alhures, esquecendo dos que se chocam com vaquejadas, com as farras dos bois, das touradas, das rinhas de galos,etc., e mantêm, para o seu deleite, um pássaro preso na gaiola. Sim, esse pequeno serzinho (só no tamanho), pois sendo nosso irmãozinho na criação, talvez não seja tão pequeno assim, ou quem sabe até maior que nós. Opa, o orgulho não nos deixa acreditar nisso, né? Quanta cegueira! Nos deleitarmos ante à melodia do prisioneiro inocente que, sem esperança, do nascimento à morte, preso em alguns centímetros quadrados, canta.. e canta. E pensamos nós que é de alegria. Se uma fisgada na consciência, diz o quanto deve e pode ser triste a clausura, seja de qualquer forma, como lenitivo logo se diz serem, as nossas vítimas, incapazes de se sustentarem sozinhas. Será? Não, não posso me conformar, talvez abrandar a nossa estupidez se, zelosos, amenizam a dureza do cárcere ao transformarem minúsculas gaiolas em santuários de preservação. Só isso. Pudessem os infelizes plumados, alados, comunicarem-se conosco, ao nível de nosso entendimento, com toda certeza do mundo diriam: "O nosso cantar, apesar de lindo, não lhes toca a alma, pois senão saberiam que não cantamos de alegria". Fico pensando: se em tudo há compensação, qual será para esses prisioneiros injustiçados, e o pior de tudo, sofrendo esse holocausto, por nós os humanos, que nos autorrotulamos como a coroa da criação?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

Fonte do Calçadão
Mais uma vez venho apelar, para quem de direito, providências para o bem do centro da cidade. A fonte do Calçadão é uma vergonha. Também foi feita para nada, porque além de não enfeitar coisa nenhuma, dificilmente funciona! Então, seria melhor que a autoridade responsável observasse qual seria a melhor maneira de melhorá-la para funcionar definitivamente ou se para a eliminação dela e deixar o local livre para que os cidadãos e cidadãs possam frequentar aquele espaço sem nenhum obstáculo. Aliás, a população iria achar bem melhor, porque ou se faz uma coisa bem feita ou não se faz! É impressionante, quase todas as iniciativas que a prefeitura tomou nesse sentido nenhuma deu certo, por incrível que pareça. Espero que um dia a administração de Londrina melhore na aplicação do dinheiro público com mais responsabilidade.
ADERALDO INÁCIO RIBEIRO (contabilista aposentado) – Londrina

Ponto de táxi nº 15
Final de 1985 e início de 1986, desde esta data sempre tive uma grande admiração pelos taxistas do ponto 15. Aliás, por todos taxistas de Londrina e Brasil afora, por ser um uma categoria de grande labuta. Todavia, em particular, os do ponto 15 que fica em frente ao local onde eu trabalhava e sempre usava os seus serviços. Sempre fomos atendidos com o maior e melhor zelo possível. Recentemente, encontrei-me com o sr. Celso Osti, remanescente daqueles tempos, pois infelizmente muitos faleceram, a exemplo do srs. Corol e Marques (que sempre usava terno e chapéu), o sr. André, que mim parece era peruano, e outros que não lembro-me dos nomes e estão aposentados. Naqueles idos, ali em frente tinha o Gril, que fornecia marmitex e tinha a maior coxinha de frango da área. Aos bravos lutadores e colaboradores taxistas, o meu abraço.
ANTONIO SAMPAIO DE ANDRADE (aposentado) – Londrina

Aos escritores
É impossível não relatar o comentário do leitor Wellington Amaral Sampaio (Opinião, 7/11). Muito gratificante mesmo esse espaço que a FOLHA nos oferece para podermos expressar nossas opiniões, artigos e reflexões sobre os diferentes temas do nosso cotidiano. Expressar de maneira clara, fazendo com que os leitores leiam e identifiquem-se. Porém, o que mais alegra o coração de quem escreve é poder levar às pessoas o gosto pela leitura, fazendo com que reflitam sobre nosso país. E se ao escrevermos tivermos o privilégio de atingir pelo menos uma pessoa com nosso pensamento, já valeu a pena o tempo que passamos escrevendo. Então, que nós escritores não paremos de levar o verdadeiro gosto pela leitura, afinal, ler é a chave para o conhecimento.
ANA PATRÍCIA MISAEL PIRES (comerciante) - Bandeirantes

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