Aparelhamento da UEL
Concordo plenamente com o artigo "O aparelhamento da UEL" escrito pelo dr. Paulo André Chenso (Espaço Aberto, 8/11). Trabalhei (e ainda trabalho) na UEL durante 34 anos e conheço sua história ao longo desses anos. Gostaria de dizer ao dr. Paulo André que eu também passei pelos mesmos vexames de ser vaiada, ridicularizada publicamente, xingada e quase agredida fisicamente em minha sala por estar dando aula em período de greve politiqueira e manipulada. Eu não queria e não vou ser massa de manobra. Gostaria que os bons alunos também refletissem sobre o papel que estão desempenhando neste momento: omissão? aceitação tácita? Hoje sou professora sênior do Programa de Pós-Graduação em Letras e sinto a maior tristeza quando vejo a que ponto chegou a UEL. E pensar que o nosso curso de Letras já esteve entre os três melhores do País, hoje amargando os últimos lugares!
VANDERCI DE ANDRADE AGUILERA (professora) – Londrina

Orçamento exige limite sim!
Sobre o artigo "O orçamento não merece limite, merece discussão", do advogado Vinícius Alves Scherch (Espaço Aberto, 2/11), acredito que ele se equivocou! Todo orçamento exige limites, comparativos e preços mínimos, se não é desperdício de tempo. As inúmeras razões alegadas, leis já existentes sobre o tema e tudo mais não explicam por que, mesmo com todo este compêndio de regras, a previsão de deficit primário deste ano está orçado (advindo de orçamento) em R$ 170 bilhões. Com essas leis e com milhões de pessoas em cargos públicos, como ele mesmo ocupa, conseguiram essa proeza? Nos últimos anos, os Três Poderes incharam-se em número de pessoas, salários e benefícios desproporcionais, porém o resultado foi uma fracasso. Nos próximos anos devem-se cortar pessoal, salários e benefícios estratosféricos e trocá-los por planejamento, execução e acompanhamento de serviços que venham ao encontro do que a população e o país precisam e reconhecem como justos. Justo para ser sustentado pelo bolso do povo e justo em termos de remuneração aos ocupantes de cargos públicos nos Três Poderes em nível municipal, estadual e federal. Além de ser favorável ao congelamento dos gastos por 20 anos, sou a favor de que votem as penas dos infratores e a criação de juizados especiais para julgar os infratores com a mesma rapidez que a Justiça Desportiva ou os juízes que hoje estão liberando os criminosos presos em flagrante.
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) – Londrina

PEC 241
Discordo do artigo "Precisamos falar sobre a PEC 241", do estudante de Medicina Rodrigo Rosa Gameiro (Espaço Aberto, 26/10). Desde que começou a ser noticiado pela mídia essa PEC, sempre li, ouvi e assisti os noticiários informarem que a saúde e a educação estavam fora. A verba para a saúde inclusive subiu para 15% do PIB. E que somente em 2018 ela entraria no ritmo das demais despesas. Ora, em dois anos muita coisa pode acontecer. Não adianta colocar um caminhão de dinheiro na saúde se quem a administra não sabe o que está fazendo. Com muito menos, se tiver um bom administrador verão que ele conseguirá realizar coisas inimagináveis. Digo mais, enquanto tivermos esse leilão de ministérios entre os partidos políticos o resultado será daí para pior. Quero lembrar ao senhor Gameiro umas coisinhas: o governo não possui nada para dar, então, quando os seus quase colegas de profissão apresentam contas de serviços não prestados tais como parto em homem, exame de próstata em mulheres e por aí vai, eles não estão roubando o governo e sim a nós contribuintes que pagamos impostos. Portanto, não posso concordar com as afirmações do articulista, mesmo porque o problema não está no montante de dinheiro destinado à saúde e sim naqueles que administram muito mal o setor. Unamo-nos para colocar um basta nessa sangria desatada e veremos se não vamos ter hospitais, postos de saúde, medicamentos e profissionais em número suficiente para atender a nossa população.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário aposentado) – Londrina

A esquerda? Por que não esquerdá-la?
Vivemos num país maravilhoso (como dizia meu sogro). Brasil, terra prometida por Deus/celeiro do mundo/pulmão da terra/fonte imensurável de raras riquezas. Mas, infelizmente, como tudo o que é bom tem seu lado ruim, a tal esquerda. Por que não bani-la? Como? Dando-lhe uma parte do país onde se aninharia com todos os seus privilégios, matando, invadindo, roubando entre eles, categoria da qual são mestres. Já o cidadão de bem, ficaria do outro lado, trabalhando, produzindo, vivendo uma vida digna e representado por verdadeiros patriotas.
NIVALDO CREMONEZI (aposentado) - Cambé

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup