Reeleição e voto obrigatório

As eleições de 2016 revelaram uma mensagem interessante com o alto número de votos inválidos e abstenções. Já há certo consenso, entre os especialistas, que eleição após eleição, o eleitor brasileiro sinaliza na direção do fim do voto obrigatório. Pode se dizer até que, a cada dois anos, descobrimos que, de forma pedagógica, alcançamos um nível de amadurecimento político no sentido de caminharmos para o voto facultativo. Ainda há aqueles que veem no eleitor aquela figura infantilizada, que não sabe votar e que se faz necessário manter a obrigatoriedade do voto. Repudio veementemente tal postura. Creio de tal maneira nessa maturidade que incluiria nessa pauta a reeleição. Defendo o fim da reeleição para todos os cargos eletivos. A reeleição só produz um ambiente promíscuo e viciado que prejudica em grande parte uma postura mais republicana da classe política. No dia 1º/11, os vereadores do Rio de Janeiro votaram um projeto de aposentadoria para vereadores que tenham exercido três mandados consecutivos ou quatro intercalados. Um acinte de tamanha envergadura que tem aprovação de forças progressistas a conservadores, o que por si só revela um apego ao poder e é argumento mais que suficiente para darmos um basta à reeleição.
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor de Sociologia) – Londrina




Justa reivindicação

Excelentíssimo governador Beto Richa, seu líder na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Cláudio Romanelli, disse numa entrevista que a ParanaPrevidência tem R$ 7 bilhões aplicados, além do dinheiro em caixa. Em nosso entendimento, esse dinheiro deveria ser utilizado também para pagar os valores retroativos aos professores aposentados que tiveram os salários reduzidos no regime diferenciado de trabalho e que, por determinação da Justiça, precisam ser ressarcidos. Sabemos que o governador reconheceu que esses professores foram injustiçados e que já determinou a implantação das diferenças em folha de pagamento. Entretanto, os valores retroativos, há muitos anos em atraso, ainda não foram pagos. Para o Estado, essas pendências pouco representam. Mas para um professor aposentado, com seus baixos salários e vivendo os últimos anos de sua existência, isso faz muita falta. Então, senhor governador, se na ParanaPrevidência existe esse dinheiro, por que não se paga o que de direito e de justiça compete a esse grupo de professores que dedicou a vida toda à tarefa da educação no Paraná?
NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA (professor aposentado) - Londrina




'Nosso gostoso cantinho'

Venho mais uma vez elogiar e parabenizar a direção da FOLHA pela manutenção deste espaço para o leitor. Este espaço não aparenta, todavia representa, com bastante galhardia, um trabalho eficiente e inestimável para desenvolvimento cultural de Londrina e também do País. Este espaço é tão importante e prazeroso que poderíamos denominá-lo de "nosso gostoso cantinho". Aqui não vamos encontrar um Fernando Morais, um Jorge Amado, nem uma Cecília Meirelles, porém as dezenas de artigos trazem a chancela de um Wilson Trindade, de um Canezin, de um Barroso, de uma Izabela, de uma Nina Cardoso e muitos outros bons escritores que não caberiam neste espaço. São artigos despretensiosos, porém verdadeiras aulas de democracia, civismo e patriotismo. A grave crise que assola o País nestes dias encontra nestes artigos defensores corajosos e intransigentes. Se de um lado temos um grupo do "rouba, mas faz", do outro, temos os "caçadores de corruptos". O Brasil, felizmente, está entrando no trilho e nossos artigos de uma maneira ou de outra estão colaborando. Parabéns aos escritores que utilizam este espaço. Parabéns aos leitores de hoje que serão os escritores de amanhã. Parabéns especiais à FOLHA que proporciona este notável entrosamento.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador aposentado) – Londrina

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