OPINIÃO DO LEITOR
É hora de voltar para as ruas
A cobrança que o juiz Sérgio Moro fez aos deputados e senadores e a preocupação do procurador Deltan Dellagnol sobre a indiferença do Congresso Nacional em aprovar as 10 medidas contra a corrupção sinalizam a necessidade de uma pressão da população sobre os parlamentares. O diplomático questionamento de Moro, quanto à postura deles no combate à corrupção, nos dá a certeza que a grande maioria dos congressistas não quer a aprovação das medidas. Corroborando esse cenário de caos moral generalizado do quadro político nacional, assistimos o repugnante posicionamento do presidente do Senado, que trabalha sorrateiramente para obstruir as investigações da Lava Jato. Tenta aprovar uma lei para enfraquecê-la com o claro intuito de livrar a sua pele e dos demais parlamentares envolvidos até o pescoço nas falcatruas. Busca de todas as formas a proteção do indecoroso foro privilegiado para garantir impunidade sobre a dezena de inquéritos que responde, mas que vergonhosamente adormecem nas gavetas do STF, aguardando prescrição. Aliás, a monumental diferença de tratativa na punição dos corruptos é um enorme inconformismo que nos aflige. Enquanto Moro proferiu 105 sentenças condenatórias, cujas penas somadas ultrapassam 1.140 anos de prisão, o STF não condenou ninguém. Portanto, é hora dos brasileiros éticos e honrados voltarem às ruas para impedir o êxito da bandidagem. Vamos mostrar a mesma força que influiu decisivamente no afastamento dos petistas do poder.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Penitenciárias: para que servem?
Uma importante revista nacional fez um retrospecto sobre a chacina de Carandiru. A questão que não quer calar e não é abordada, é quantas vidas inocentes e policiais foram antes ceifadas pelos 111 criminosos que foram mortos? É uma ponta do iceberg. O sistema penitenciário brasileiro está falido e raramente recupera um preso, ao contrário, o especializa, o revolta pelo sofrimento da superpopulação e convívio com outros criminosos, dentre outras abominações. É urgente a privatização das penitenciárias, adotando como inspiração prisões-modelo já existentes no País e outros países, como da Noruega, Suécia, Holanda (onde tem sido fechadas prisões por falta de presos, enquanto aqui fecham escolas por falta de recursos), focadas no trabalho que conseguem reabilitar a maioria dos apenados, com oficinas de trabalhos (serralheria, marcenaria, pinturas, montagem de equipamentos, dentre outros, que poderiam abastecer não só hospitais, escolas públicas, creches, indústrias), etc., além de orientação para recomeço de uma nova vida, com cursos profissionalizantes. Por exemplo, 50% do resultado desses produtos e serviços gerados, poderiam ser revertidos para o custeio do apenado pelo Estado e o restante, depositado numa poupança, que o apenado poderia utilizar após cumprir a pena e poder assim ter esperança e meios de recomeçar a vida.
MÁRIO JORGE TAVARES (administrador) Londrina
Fim do VGD?
O sr. Junker Grassiotto, integrante da equipe de transição do prefeito eleito de Londrina, diz que "sonha há muitos anos" transformar o Estádio VGD em uma escola profissionalizante do Sesc ou do Senai, que oferecerá aos londrinenses "estudo, esporte, lazer, cultura, convivência, etc...", com a implantação sendo feita com dinheiro conseguido em Brasília e que, "a cada dia que passa acho a ideia melhor e mais viável" (Opinião, 2/11). Coloco algumas perguntas: ao lado do VGD funciona a Maternidade Municipal de Londrina. Sabemos que, quando há qualquer atividade no estádio, o barulho que é gerado impacta muito negativamente nos serviços prestados pela Maternidade. Enquanto o estádio permanecer como tal, isto ocorrerá esporadicamente. E quando o sr. Grassiotto conseguir realizar o seu "sonho", com atividades constantes, em todos os dias da semana, diurna e noturnamente, o que acontecerá? Será que farão um EIV antes da transformação do sonho em realidade? Ou será que há também um "sonho" para transferir a Maternidade Municipal para um novo prédio, em local com menor impactação, com instalações, aparelhagem e efetivo mais moderno? Porque, se isto não for muito bem elaborado, correremos o risco de que o "sonho" de um se torne o pesadelo de muitos.
NINA CARDOSO (psicóloga) Londrina
Oposição nauseante
É mais que necessário que haja a oposição ao governo em um regime democrático, mas é meramente impossível você aguentar os discursos dos senadores Lindberg Farias (PT/RJ), Gleisi Hoffmann (PT/PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) na defesa dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e nas críticas absurdas e infundadas às medidas adotadas pelo atual presidente e a sua equipe de governo que, bem ou mal, estão tentando dar uma amenizada na catastrófica situação herdada. Sugiro aos leitores da FOLHA que ao assistir às falas desses senadores tenham em mãos um saquinho plástico.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
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