OPINIÃO DO LEITOR
PEC 241
Luto pelos estudantes e todos os servidores públicos que vão ser afetados durante 20 anos, se a PEC do Teto dos Gastos Públicos (241) for aprovada no Senado também. De cara, quem vê essa proposta acha ótima e uma forma revolucionária de tirar o País da crise. Porém, isso é só uma ilusão terrível que vai atrasar o crescimento e o desenvolvimento do país durante duas longas décadas. O problema é que a população do país vai aumentar muito durante essas duas décadas. Então, esses valores não serão suficientes para sustentar a nação. Não sairemos do lugar tanto econômica como socialmente. Os gênios que crescem na escola pública irão acabar por falta de investimentos do governo. Se você quiser uma educação com qualidade e dignidade, terá que pagar um colégio particular. Pessoas morrerão mais ainda nas filas dos hospitais públicos, e não vão receber o atendimento necessário e que todo ser humano merece, pois os recursos públicos à saúde não serão suficientes. E, mais uma vez, quem quiser uma saúde digna, terá que pagar um plano de saúde caríssimo e hospitais particulares. Não deixem nosso país afundar. Nós podemos ser peças-chave para garantir o futuro das novas gerações brasileiras e dos servidores públicos. Lute e resista até o fim.
JOÃO VICTOR JULIO (estudante, 14 anos) Londrina
Inovação e agronegócio
Parabéns à FOLHA e ao jornalista Fábio Galiotto pela excelente matéria sobre "Ciência e tecnologia no campo" (Folha Rural, 29/10). Tem feito muita falta um correto entendimento da sociedade brasileira, hoje cada vez vez mais urbanizada, sobre como se dá a produção agrícola. Sem contar que a abordagem do assunto é quase sempre crítica ao agronegócio, enfatizando os problemas (que, em parte, são reais) e esquecendo as virtudes (que são muitas). Mais ainda, a matéria se preocupou em esclarecer o papel da inovação tecnológica, baseada em conhecimento científico, no processo produtivo. Com isso, ajuda muito em mostrar à sociedade "urbana" que tecnologia não é sinônimo, apenas, de computador, robôs, aviões etc. Evidenciou que há muito conhecimento científico embutido em uma nova semente de soja, milho ou feijão. Ou mesmo na simples definição de uma época de plantio mais adequada. E que as instituições de pesquisa agrícola são essenciais para que os alimentos continuem a chegar na mesa de todos nós.
PAULO VARELA SENDIN (engenheiro agrônomo) - Londrina
Desaposentação
Parabéns ao nosso respeitado poder da Justiça que enxergou inconstitucionalidade na desaposentacão. Trinta e cinco anos de trabalho, mesmo assim, o fator previdenciário levou a uma defasagem de no mínimo R$ 1 mil. Dez anos a mais trabalhando, ora e esse cidadão não tem o direito de melhorar sua aposentadoria com o dinheiro que contribuiu, e ainda julgado inconstitucional, meu caro STF? Enquanto isso, os nobres deputados aumentam seus vencimentos. Parabéns a todos! Quem levou o Brasil ao deficit não foi o salário mínimo, não foram os aposentados, senhores juízes! Lamentamos tal decisão de quem seja tão respeitado no topo da lei, cegos por direitos alheios à sociedade miserável de conhecimentos jurídicos. Salve os mais poderosos, mesmo assim, amo esse Brasil.
GUILHERMINO DA SILVA (estudante de Direito) Londrina
Servidor público
No setor público existem basicamente dois tipos de servidores: o concursado e o eleito pela população. O concursado terá que trabalhar no serviço público por 35 anos até se aposentar, tendo que executar as decisões do servidor eleito, esse, trabalhará por tempo curto e indeterminado sendo o detentor do poder e do dinheiro do povo. A má gestão desse dinheiro e as decisões administrativas equivocadas implicam diretamente no servidor concursado, já que quando mal administrado é em suas costas que recaem todos os problemas. Se a estrutura pública é deficitária, se faltam médicos, professores e outros serviços públicos de qualidade, a responsabilidade é do gestor aquele que tem a prerrogativa de ordenar despesas, este é o servidor escolhido pelo povo. Mas para se eximir da culpa, criou-se um discurso de transferência colocando como responsáveis os milhares de servidores que desempenham suas funções, mesmo entre tantas adversidades. Esses servidores eleitos, desfrutam de mordomias inadmissíveis em um país em crise, pregando a mentira que o melhor para o país é congelar o dinheiro da saúde, educação, previdência e os salários dos concursados, com a PEC 241 e o PL 257. Dia 28/10 foi o Dia do Servidor Público, mas não tivemos motivos para comemorar, dias sombrios estão por vir e se não fizermos nada, será o trabalhador que pagará a conta, enquanto poucos desfrutaram na sombra.
MARCELO DE LIMA URBANEJA (professor) e PRISCILA BAYS (jornalista) - Londrina
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