Nosso esquecido Bosque
Foi muito importante a matéria deste jornal abordando um tema da maior importância para nossa comunidade em relação aos sete problemas cruciais de Londrina sem solução por vários prefeitos que se sucederam. Um dos problemas que sempre nos causa indignação são as pombinhas amargosas. Todas as tentativas adotadas foram em vão. Atenho-me muito com a natureza e o comportamento das pessoas. Temos muito a aprender com os países europeus. Lá existem parques e praças bem cuidadas com uma frequência enorme de pessoas convivendo inclusive com as pombas que são até tratadas. Os parques têm muitas árvores, muita luz solar e muitos gramados floridos. O nosso pobre Bosque de Londrina, emporcalhado, abrigo de desocupados e a prefeitura na melhor de suas intenções arrancando as fezes das aves com caminhões-pipa e jogando estes dejetos no nosso cartão postal: o Lago Igapó. Gostaria de pedir ao nosso jovem e promissor prefeito eleito: encomende a um paisagista de primeira linha um projeto transformando nosso superado Bosque em um parque. Tenho certeza que dos sete problemas levantados pela FOLHA este é o mais barato e aquele que mais mexe com as pessoas. Recuperar aquela área é abrir caminho para que os raios solares penetrem e tudo será já resolvido. Aos ecologistas de plantão, um recado: Londrina possui as melhores reservas ambientais de sertão, portanto, abrir mão de algumas árvores que nada representam em termos de raridade não será crime algum desde que se faça o melhor para nossa Londrina.
WALTER COSTA BARROSO (dentista) – Londrina

Som automotivo
A resolução 624/16, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), delegou aos agentes de fiscalização a decidirem se o som audível pelo lado de fora de um veículo está ou não perturbando o sossego público. Nem sempre é só a intensidade do som que perturba, mas também a duração dele. Cada pessoa tem seu próprio limite de tolerância, e esta pode variar conforme o ambiente. O fiscal terá de usar de bom senso, que também varia de agente para agente. Em suma: cria-se um caminho a mais para serem arbitradas multas e cria-se outro caminho para os multados se defenderem, levando sempre a pior porque os fiscais têm fé pública. A mesma resolução elenca as várias exceções. Entre elas o ruído do motor. De modo que os motociclistas poderão continuar acelerando desnecessariamente para que todos olhem para eles com admiração ou raiva, e por igual motivo os motoristas de veículos turbinados. Como já é de praxe, publica-se uma resolução pela metade, porém muito clara nas penalidades.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) – Londrina

O poder público se lixa pro lixo...
A Avenida Dom Geraldo Fernandes (Leste-Oeste), entre a Avenida 10 de Dezembro e o parque de exposições, possui ao menos dois pontos de causar vergonha aos londrinenses. São locais de despejos irregulares, usados por moradores locais. Somente quando São Pedro "abre as torneiras do céu" é que parte da imundície se dissipa, indo para os bueiros da rede pluvial. Entre uma chuva e outra é hora de acumular mais e mais entulhos. Enquanto isto, os zelosos homens públicos que tanto pleiteiam regalia para si próprios, nem ao menos tomam conhecimento do que ocorre, afinal, de seus gabinetes não dá para enxergar a porcariada e o shopping não fica neste caminho! O seo Zé, "pobre diabo", que ali despeja não pode livrar-se do lixo de outra maneira. Só pode contrair doenças causadas a partir de sua própria ignorância ou porque, entre uma e outra eleição, não passa de um "pobre diabo" sem interesse algum por parte dos políticos. Pena que o Aedes que pica o seo Zé, também pica o seo Fulano!
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro) – Londrina

Legislativo x Judiciário
Concordo com o "honradíssimo" presidente do Senado, Renan Calheiros, ao pedir urgência na votação da PEC que acaba com a aposentadoria de juízes e membros do MP afastados por crimes de improbidade administrativa. Por outro lado, estou de pleno acordo com a atitude da presidente do STF, ministra Carmem Lúcia, que marcou para os próximos dias o julgamento que definirá se réus em ação penal podem estar na linha sucessória da Presidência da República! Cá entre nós: eleger um senador, que é réu em onze inquéritos, para presidir a Câmara Alta é vergonhoso imaginar esse senhor presidindo o Brasil, já que ele é o segundo na linha sucessória. É de um risco incalculável e desnecessário! Não basta que todos sejam "iguais" perante a lei. É preciso que a lei seja "igual" para todos!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) – Londrina

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