Tabela da verdade
O conflito de competências entre a Polícia Legislativa e a Polícia Federal, que vem causando repercussão popular, pode ser solucionado pela lógica proposicional idealizada pelo filósofo Ludwig Wittgenstein. A Polícia Legislativa - partindo da proposição de que todo parlamentar é honesto - efetua constantes varreduras nos seus apartamentos funcionais com o objetivo de eliminar possíveis escutas e interceptações clandestinas ali instaladas. A Polícia Federal - partindo da proposição de que todo parlamentar é suspeito - efetua escutas autorizadas judicialmente para interceptar possíveis tratativas criminosas. Pois bem: se admitirmos como verdadeira a proposição do presidente do Congresso Nacional: "(A) todo parlamentar é honesto!"; e admitirmos como falsa a proposição do Ministério Público Federal: "(B) todo parlamentar é suspeito!"; a conjunção lógica dessas duas (verdade e falso), de acordo com a "Tabela Verdade", produz resultado falso (A ^ B = F). Por essa lógica proposicional, conclui-se que a razão está com a Polícia Federal ao acusar a Polícia Legislativa de agir em obstrução da Justiça. Há muitas combinações previstas pela "Tabela Verdade"; todavia, ninguém está acima da lei (Non est Lex)!
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) – Londrina

‘The Wall tupiniquim’
A música "Another Brick In The Wall" (outro tijolo na parede) é uma das obras primas da banda britânica Pink Floyd. O enredo da música explana sobre a falência do sistema de ensino fundado na década de 70. Um sistema que mais do que preparar o jovem para a vida em sociedade apenas servia a reprodução em séria de condutas. Essa visão de educação "bancária" entendida por Paulo Freire como a escola tradicional que procura adestrar alunos através da repetição do professor há muito sofre críticas. Para qualificar a formação, o ensino deve estar vinculado ao contexto vivenciado pelo aluno. Essa posição é aceita pela maioria dos educadores da atualidade. Um ensino mais próximo da realidade e suas necessidades faz despertar nos alunos o interesse pelas aulas e, por consequência, reduzir a elevada evasão do ensino médio. O que nos causa espanto é que ao tentar alterar o ensino médio através da MP 746/2016 houve manifestação contrária dos "representantes" dos alunos. Como educador me causa espanto ao ver uma mudança que permitirá atualizar o ensino médio ser refutada. Poderemos criar escolas com alto nível de profissionalização em competências modernas. Sem deixar de atender os conhecimentos básicos, podem ser geradas competências necessárias para um mundo globalizado e cada dia mais competitivo. Alguém ainda tem dúvida de que o ensino nédio deve ser qualificado? Não defendo o governo do Estado. Muito pelo contrário, já teci ferrenhas críticas à sua gestão. Mas nesse caso não posso me furtar de manifestar minha indignação com as ocupações das escolas do Paraná por "representantes" doa alunos que estão criticando algo que lhes trará benefícios. Qual o fundamento? As ocupações foram democraticamente discutidas, votadas e aprovadas por todos os alunos de cada escola?
ANDRÉ TRINDADE (professor e advogado) - Londrina

Uma pergunta que nos intriga
Sobre as ocupações nas escolas pelos alunos, até onde as autoridades podem agir dentro da lei? Se menores não podem trabalhar e nem respondem pelos seus atos, por que podem invadir um colégio, bem público onde a maioria quer estudar? Será que o Estado não tem um sistema de investigação (secreta ou não) para descobrir quem são os responsáveis por essa tragédia? E quando descobrir (se já não sabe) que venha a público e dê nome aos bois que estão cometendo esse mal. Ou seria esse movimento com anuência da diretoria dos colégios, ou até mesmo a participação dos professores, que querem se vingar do governador e estão usando os alunos como ferramenta para atingir seus desejos? E se for, não poderia chamá-los à responsabilidade, inclusive os prejuízos que isso está causando à sociedade, até mesmo a responsabilidade pela morte do estudante em Curitiba? Até quando a maioria das pessoas do bem terão de pagar pela minoria de revoltados pelo rompimento de suas ideologias? Será que o Estado perdeu sua capacidade de cuidar e de cumprir com seus compromissos, só por que está sem caixa para cumprir o que prometeu e transfere para o povo pagar a conta pela incompetência dos dirigentes? Está mais que na hora da maioria esmagadora se mexer e cobrar com seriedade as autoridades que estão no poder em sono profundo. Para que serve mesmo esse tal de sindicato?
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina

Correção
A abertura oficial do projeto "Ciclografias" acontece nesta sexta (28), às 19 horas, no Grafatório, em Londrina, e não no sábado como havíamos informado na Folha 2 de acordo com as informações enviadas pelos organizadores.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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