OPINIÃO DO LEITOR
Ocupação de escolas
A ocupação das escolas vai muito além da ocupação propriamente dita. Simbolicamente, mostra a preocupação dos alunos com o seu futuro e com o futuro do próprio país. Criticá-los e caluniá-los é fácil, ainda mais quando o país atravessa uma fase conturbada que aponta para um desfecho terrível para tudo o que diz respeito às conquistas sociais dos últimos anos. Os alunos estão dando mostra de dignidade, de combatividade, de altruísmo. Merecem todo o nosso apoio. Como professor e, acima de tudo, como cidadão, só posso apoiar a iniciativa e dizer que demonizar o movimento só mostra o quanto uma parte da população está fora da realidade, o quanto a lobotomia feita pelos grandes veículos de comunicação está sendo eficaz. Ainda é tempo de impedir que o Brasil volte ao século XIX. Todo o apoio aos estudantes!
JOSÉ ANTONIO MARQUES CARRER (professor) - Curitiba
Das invasões e das greves
Tenho visto as reportagens das TVs sobre as invasões das escolas do nosso Estado. A entrevista com o presidente da Upes demonstrou perfeitamente o despreparo e a falta de argumento do que motiva as tomadas das escolas. O garotão diz que é movimento um apartidário e busca a melhoria do ensino, mas já sabe dizer o que o governo está promovendo para desmobilizar os invasores. Ele não sabe que a medida provisória trata justamente disso, buscar a melhor qualidade do ensino e fazer que se aproxime o máximo possível da realidade da vida atual e não é uma ação do governo do Estado, mas do governo federal. Portanto, o motivo está contemplado no plano que o governo põe em discussão no Congresso Nacional. A pergunta é: por que invadir escolas se a medida provisória busca o que os alunos querem? Convém salientar que essa reforma está parada no Congresso desde 2013. Também é conveniente lembrar que a PEC 241, aprovada e alvo de discursos inflamados das esquerdas amalucadas, foi proposta por Palocci quando era ministro, mas os gênios das gastanças que trouxeram o caos atual, não o deixaram implementar e chegamos onde hoje estamos, ou seja, no fundo do poço da educação e da economia. E os valentes estão promovendo greves e invasões. Certamente, alunos invasores e professores grevistas gostariam que nos transformássemos em uma "democrática e progressista" Venezuela. Fico pasmo diante das justificativas dos juízes que dão guarida ao movimento, parece que não são defensores da sociedade, mas defensores de ignorantes e fascistoides que querem impor a todos a vontade das minorias.
TARCISIO MARTINS (professor) Londrina
PEC 241 e movimentos
O Brasil está passando pela sua pior crise econômica e política Pela primeira vez na História, a dívida pública ultrapassa R$ 3 trilhões e movimentos ligados a integrantes de esquerda, como CUT/PT/MST e outros que no fundo não passam de baderneiros disfarçados que querem ficar mamando na teta do governo a vida inteira sem trabalhar (como fizeram na última administração durante 14 anos - um verdadeiro poço de corrupção e roubalheira), se opõem à PEC 241. O mundo inteiro está acompanhando a desgraça que colocaram o país e os chefes se defendendo dizendo que é "perseguição política". Se o governo não tomar uma atitude ou aprovar PEC 241 urgentemente, podemos imaginar o pouco que resta de nós brasileiros que lutamos anos a fio para simplesmente sobreviver. Inclusive, a própria cúpula do governo deve baixar a bola e ver que a maioria dos gastos públicos é dele próprio e dos altíssimos salários e aposentadorias de fazer inveja ao planeta, sem contar as mordomias sem limite. Se for para cortar na carne, que o corte seja na carne deles também.
NATHANAEL DA SILVA (projetista) - Londrina
Banheiros de supermercados
Sou cliente de uma grande rede de supermercados e frequento várias lojas dessa rede em todas as regiões da cidade. Gostaria de colocar minha indignação com relação aos banheiros desses estabelecimentos. O banheiro de uma das lojas (zona oeste) nesta semana estava mal iluminado (apenas uma lâmpada acesa), mal cheiroso, sem sabonete para as mãos e sem papel toalha ou secador de mãos. Já em outra loja (zona sul), o banheiro estava totalmente o oposto: muito agradável de se usar. Por que os clientes de uma mesma rede são tratados de forma tão diferente, com relação a uma necessidade básica do ser humano? Só por que a classe econômica de uma determinada região tem um poder aquisitivo maior? O preconceito está implícito em várias outras questões que não abordarei neste momento, mas o direito a um banheiro digno (não digo luxuoso, apenas limpo e abastecido) é direito de todos.
LUCIANA DA SILVA (autônoma) Londrina
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