OPINIÃO DO LEITOR
Invasão de escolas
Excelente o comentário do professor Tarcísio Martins quanto à questão da invasão das escolas paranaenses (Opinião, 12/10). Eu simplificaria que a invasão, sob vários pretextos, seria o projeto de reforma do ensino médio, sem a devida consulta aos "doutos" estudantes. Eu recordo dos meus 18 anos, quando no interior de Minas Gerais, na cidade de Viçosa, servia como massa de manobra aos que se consideravam de esquerda. Nem sabia o que era esquerda ou direita! Vim a saber que esses termos foram criados durante a revolução francesa. Os termos direita e esquerda indicavam o lugar onde políticos deveriam se sentar em relação à cadeira do presidente do parlamento, com ideias e ideais contrastantes. Até o dia que invadimos a reitoria e o reitor explicou, calmamente, por que aquela escola deveria se federalizar, saindo do âmbito estadual. Foi um ganho enorme para aquela escola que hoje se transformou numa das 50 melhores universidades de agronomia, do mundo. O que se vê atualmente são jovens desobedecendo às leis. Só isto. Pessoas que não permitem que se pense ao contrário do que eles pensam. O filósofo Voltaire tinha uma frase que sempre mantenho comigo: "Eu posso não concordar com o que você diz, mas defendo até à morte, seu direito de dizer". A isso chama-se democracia. E aí fica fácil entender o que estes jovens pregam. É desobediência civil (termo criado por Henry David Thoreau). Uma defesa da desobediência civil pode ser individual ou coletiva, como forma de oposição frente a uma ação do estado que julgamos ser injusta. No entanto, o que estão pregando é uma sociedade anárquica, com clara injustiça aos que querem estudar. Segundo Flavio Morgenstern, "qualquer pessoa do país tem um pensamento muito claro sobre os invasores de prédios públicos, impedindo as pessoas normais de os utilizarem, incluindo escolas. Alguns até enxergam um certo idealismo nestes jovens e semijovens e eternos jovens, mas nada além disso: ideias que, por natureza, são irreais. O que fazem na prática é repudiado por 9 em cada 10 brasileiros para mais". A maioria da população condena essa invasão. E vejamos se os invasores de escolas públicas e seus pais são sábios o suficiente para entender o que significa PEC 241 e o projeto de reforma do ensino médio com alteração da grade escolar. Têm esses pais sentado e discutido com seus filhos sobre esses assuntos? Seria um bom começo. Afinal, educar os filhos, compete principalmente aos pais.
ALVARO ALMEIDA (engenheiro agrônomo) Londrina
Nova administração
O prefeito eleito de Londrina, deputado federal Marcelo Belinati (PP), votou contra a PEC 241, que tem por objetivo o saneamento financeiro do país e não entendi bem sua atitude. Uma vez que disse que pretende ser melhor prefeito do que foram os notáveis Hugo Cabral, Antonio Fernandes Sobrinho, Milton Menezes, Hosken de Novais, Dalton Paranaguá, José Richa, Wilson Moreira e outros. Fico torcendo para que este entusiasmo aconteça de fato, mesmo porque, quem ganha com isso é a cidade de Londrina e toda região metropolitana. Londrina precisa e merece ter uma sequência de bons governos para continuar a atrair indústrias e promover cada vez mais o desenvolvimento para benefício de toda população e, principalmente, para legar melhor futuro aos jovens da cidade e região. Por isso, desejo êxito ao prefeito metropolitano Marcelo Belinati e toda sua equipe de colaboradores.
VIRGÍLIO MOREIRA (engenheiro civil) Londrina
PEC 241
O prefeito eleito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), antes de assumir o cargo já deu sua primeira mancada. E das grandes. Ser contra a PEC 241 é ir contra o que o Brasil precisa no momento, mesmo que seja um pequeno passo. Que se cuide o sr. Marcelo, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal está viva e nós estamos atentos.
JOSÉ ROBERTO DIAS (bancário aposentado) Londrina
Pejotização
Sobre a matéria "Pejotização sob a mira da Receita" (Economia, 10/10), isso é contrato de trabalho com pessoa jurídica para disfarçar a relação de emprego. Se a pessoa é empregada e o contrato com pessoa jurídica é disfarce para a relação trabalhista é justa a multa. No entanto, na grande maioria dos casos, essa relação de emprego inexiste. Basta ver quanto recebe um profissional contratado e quanto recebe um terceirizado. O empregador apesar de pagar mais, só o faz quando efetivamente utiliza o serviço e o profissional não fica atrelado a um único contratante. A Justiça trabalhista considera o fato que determina uma pessoa empregada e desconsidera os fatos que a tornam terceirizada. Tornar a pejotização um simples argumento arrecadatório e multar a empresa fazendo com que se defenda de irregularidade que inexiste não é coisa de gente. Reforma trabalhista já!
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) - Londrina
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