Educação é fundamental
É caso pacificado que só existe um caminho para um país que quer se tornar desenvolvido. Esse caminho é a educação. Por meio dela, países agrários e destruídos, como os nórdicos no fim da Segunda Guerra, ou atrasados e quase sem indústria, como a Coreia do Sul nos anos 70, alcançaram um patamar civilizado para as suas populações. Por meio da educação, países como o Brasil deixariam de ser exportadores de commodities para exportar tecnologia. Assim sua economia seria menos propensa às variações dos preços mundiais de commodities e ainda agregaria valor aos produtos exportados. Trocando em miúdos, venderia mais caro e teria maior poder de controle sobre os preços de seus produtos. Essa mudança seria sentida positivamente por toda a economia nacional, pelo aumento na circulação de capital no setor de prestação de serviços, maior industrialização, aumento no padrão de vida da população e diminuição do desemprego. Na contramão da Carta de 88 e dos exemplos apresentados acima, a PEC 241, de limitação dos gastos públicos, busca tirar por 20 anos a autonomia que um povo tem sobre o seu futuro e seu projeto de nação. Minguar os gastos nessa área é condenar o Brasil a mais 20 anos de atraso em comparação aos países desenvolvidos. Digo mais 20 anos pois já é sabido que o Brasil está anos atrasado em comparação aos países do norte. Dessa forma, o povo que é o mantenedor e o fim único da existência do Estado deixaria de receber os benefícios dos recursos arrecadados e esse mesmo recurso será usado em projetos que neste momento ainda estão nebulosos. Aos que veem com bons olhos o ar de "economia" atribuído à PEC 241, existe, sim, a necessidade do Estado economizar em seus gastos para não alimentar monstros que estão presos, como a inflação. Contudo, existem outras áreas onde esse dinheiro pode ser economizado, como o salário exorbitante de algumas esferas do serviço público (que aliás receberam um substancioso aumento de salário recentemente), com uma menor remuneração dos papéis da dívida pública e também com o barateamento no valor de manutenção do Congresso Nacional e do Executivo. Tomando novamente os países do norte da Europa como exemplo, lá os deputados vivem de forma modesta e com um salário próximo ao salário da população. Talvez o que falte para o Brasil sejam representantes populares que sintam na pele o que o povo sente, pois de um Congresso formado basicamente por apartados fazendeiros, pastores de igrejas ricas e gordas que usam sua influência para impor pautas retrógradas à população e pessoas que enriquecem com a dívida do Estado, manter o povo na ignorância é garantia de vida longa às suas castas.
ALISON CARLOS DO AMARAL (estudante) - Cambé

Até que enfim!
Meu coração se encheu de esperança e alegria quando li no "Informe Folha" (Política, 11/10) que os deputados estaduais do Paraná estão tratando da questão do uso de comandas nos bares, boates, danceterias, casas de shows e similares. Chega destas bobagens de saúde, educação, segurança, transporte, gestão por resultados e outros assuntos que não trazem nada de bom para a população e já estão totalmente resolvidos e a contento. Vocês não vão acreditar, mas existem correntes que conseguem imaginar nosso país sem as assembleias estaduais discutindo assuntos tão relevantes como estes e alegam que com isso iremos economizar dinheiro público, que bobagem! Pastor Edson Praczyk, foi brilhante sua visão da necessidade dos cidadãos paranaenses! Leve sua ideia a um colega de partido na esfera federal e vamos obrigar este tipo de estabelecimento a disponibilizar um cardápio para a escolha de forma de controle e pagamento. Comanda, ficha no caixa, leva a comida e a bebida de casa, liga em um delivery etc. Este assunto é importantíssimo.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) – Londrina

Obrigação: coleta de lixo e ônibus
Chamou a atenção o título da matéria "Flores do Campo terá ônibus e coleta de lixo" (Cidades, 11/10), como se isso fosse um grande favor aos futuros moradores. Na verdade, é uma obrigação básica da administração pública e, junto com educação (escola) e saúde, deveriam ser itens principais de todo empreendimento desse tipo, sem os quais os órgãos responsáveis nem fariam análise prévia dos projetos.
JOÃO CATARIN (economiário) – Londrina

Reforma do ensino médio
O ensino no Brasil já não é grande coisa. Vivemos no país do faz de conta, agora o governo faz uma reforma sem consultar os alunos, que se sentem prejudicados e invadem as escolas, deixando os colegas que não querem participar deste protesto sem aulas, piorando ainda mais o nível que já é meio baixo. É uma lição nota 10 de truculência, falta de diálogo e desrespeito, a única matéria que parece que todos aprendem e nunca esquecem. O maior patrimônio de uma nação é a educação.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

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