Debate político
Li dois artigos na última semana no Espaço Aberto de professores do departamento de Ciências Sociais da UEL rebatendo a pecha de esquerdistas. Não entendo por que negam o que são. Atacaram sem citar o nome do colunista Paulo Briguet, que disse existir uma república socialista na UEL. Não entendo por que rebateram a citação quando é a ideologia da esquerda que defendem abertamente nos cursos e nas redes sociais, basta acessar os perfis dos professores de tal curso e examinar a bibliografia exigida nas matérias. Quanto ao debate político necessário defendido pelo professor Pablo Almada (Espaço Aberto, 8/10), concordo plenamente, mas que tipo de "debate" pode haver em um evento convocado pelo departamento de Ciências Sociais intitulado "O Brasil após o golpe"? Se o título fosse menos declarado, talvez "O Brasil pós-PT", eu acreditaria num debate honesto e aberto.
MARCELO DE SOUZA SILVA (empresário) – Ibiporã

UEL 45 anos
Não é fácil ser longeva como a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Parabéns a todos que trabalharam para que ela chegasse até aqui. Temos orgulho da UEL. Mas, só as federais UNB, UFMG e UFRJ e algumas estaduais têm orçamento maior que o da UEL. Ser a 20ª entre as universidades com orçamento de R$ 1,5 bilhão - maior que o de Londrina - está bom? Não dá para chegarmos entre as dez?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

De carteiro a prefeito
Parabéns ao recém-eleito prefeito de Assaí, Acácio Secci, mostrado na reportagem "Professoras emplacam prefeito em Assaí" (Política, 8/10). Tudo indica que haverá muitas expectativas quanto ao seu governo. Sabe-se também que há certos regimentos internos que terá de obedecer, no entanto, acredita-se que da mesma forma que desempenha sua função com precisão e responsabilidade na entrega das correspondências, exercerá tanto quanto exigir a nova função. O mais precioso disso tudo não é o fato de ser eleito e sim o "escolhido" para governar um povo que está cansado de levar bordoada de politiqueiros. Quantos homens da antiguidade viviam suas vidas no anonimato, no entanto, por uma simples razão de compromissos, lealdade, honestidade, sinceridade e, acima de tudo, desempenhar sua função com respeito, amor e dedicação, foram indicados por alguém, fizeram a diferença, não de uma comunidade, mas sim de uma nação. É de pessoas assim que os brasileiros precisam, que façam a "diferença".
ALGIMIRO SANT’ANA (acadêmico de Enfermagem) – Londrina

Germano tem crédito
O capitão Germano é praticamente unanimidade entre os torcedores do Tubarão. Mesmo aqueles mais críticos – como agora em relação ao gol contra para o Vasco - fazem comentários elogiosos sobre ele. Não tenho informações, mas com certeza os jogadores do Londrina o querem muito bem e o tem como referência de profissional e de ser humano. Ao longo da vida, cometemos erros e acertos. Todos somos avaliados por meio de uma conta corrente, no qual os erros são débitos e os acertos créditos, sendo que a diferença entre os débitos e créditos nos dá um saldo que poderá ser positivo ou negativo. No caso de Germano, o resultado é altamente positivo. Avante capitão, técnico Tencati e jogadores para uma fantástica vitória sobre o Luverdense no próximo sábado.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

Horizonte preservado
Ao caminhar pelas avenidas de Brasília, principalmente o Eixo Monumental, fico maravilhado com o horizonte que desponta e nos proporciona contemplar os belos monumentos do entorno. Nos projetos dos talentosos urbanistas, foi adotado o cruzamento das vias no plano inferior (trincheiras ou mergulhão), com objetivo de evitar conflitos no trânsito e preservar a vista do local. Desde que o solo permita (ausência de rochas) é a solução ideal e mais vantajosa, porque tem menor volume de aterro, área diminuta de formas e escoramentos e menor tempo de horas trabalhadas de guindastes, portanto, tendo custo bem inferior ao modelo usualmente adotado e, com isso, evita-se a solução com os medonhos elevados do trecho urbano da PR-445. Não é preciso reinventar a roda, mas é preciso que as administrações das diversas esferas de governo conheçam e se espelhem nos bons exemplos que existem nas cidades de porte médio e capitais do país.
VIRGÍLIO MOREIRA (engenheiro civil) – Londrina

Obrigatoriedade do voto
Creio que, num estado democrático de direito, o debate que discuta o fim do voto obrigatório no Brasil é algo necessário, principalmente, quando a maioria dos políticos após eleitos não sentem-se obrigados a cumprir suas tantas promessas de campanha.
CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba

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