Legislativo renovado
O velho jeito de fazer política parece que começa a não fazer mais sentido para os eleitores de várias cidades brasileiras, e não foi diferente na cidade de Bandeirantes. Dos 13 vereadores, apenas três se reelegeram. Uma renovação de 77%. Dos 13, dois não disputaram a reeleição - e outros dois que concorreram à vaga de prefeito e vice-prefeito. A motivação para essa renovação é uma mostra da insatisfação da população. Ainda que tarde - mas, sempre em boa hora -, a mudança faz parte da percepção e da conscientização que se forma a partir de vários escândalos políticos noticiados diariamente pela mídia. Já no campo do Executivo, o atual prefeito que governa o município há 8 anos, e se considera um bom prefeito – talvez, não tenha sido bom em formar uma nova liderança, pois, buscou no passado alguém para dar continuidade e terminar o que não conseguiu realizar durante sua gestão. Mas, assim segue a esperança de que o vencedor faça uma boa administração e saia da sombra da continuidade e imprima sua marca própria na futura gestão. Salve, Bandeirantes.
MARCOS ANTONIO DE ARRUDA (estudante de Direito) - Bandeirantes

Vereador Boca Aberta
É ingenuidade pensarmos que o sr. Émerson Petriv, o Boca Aberta, eleito com mais de 11 mil votos para vereador, faça alguma coisa séria para Londrina durante o seu mandato na Câmara Municipal. Com todo respeito por sua obstinação, mas a política é coisa séria. De cara, o primeiro projeto seu propõe a redução dos salários dos vereadores para R$ 1.192,00 (uma utopia!), criando caso com todos os demais vereadores antes de assumir. É óbvio que os vereadores reeleitos rechaçaram a sua proposta de imediato e, com certeza, farão oposição em todos os seus projetos futuros. O que esperar, então, deste vereador: um cabide emprego, em que nós contribuintes vamos que sustentá-lo? Espero que o sr. Boca Aberta reflita sobre o papel e missão verdadeira de ser um representante legítimo do povo, um vereador com ações reais e não teatrais. Que tenha coerência em suas ações e inteligência de aglutinar pessoas na decisão de seus projetos e não refutá-las. Torcemos por seu sucesso, afinal não foram pouco os votos. Temos que respeitá-lo, mas torcemos também que não se transforme em mais um Tiririca ou Marquito da vida na função pública.
WANDERLEY RODRIGUES DO LAGO (consultor de negócios) – Londrina

Recado aos eleitos
Prezados prefeitos e vereadores eleitos, ouvimos várias promessas de campanha relacionadas à saúde, à segurança, à educação, etc., inclusive que até doar grande parte do salário (ele é seu, faça o que quiser com ele) e também reduzir seus salários. Na minha opinião, não precisam fazer isso. Basta que trabalhem honestamente e justifiquem os proventos. Podem começar se manifestando e trabalhando a favor das dez medidas que o MPF propôs contra a corrupção (projeto de lei 4.850/2016). Se esta lei for aprovada, vai diminuir e muito a roubalheira no País, mas cuidado, porque se fizerem algo ilícito que estiver dentro da M10, com certeza, vão se juntar aos irmãos metralhas.
PAULO CESAR PALHARES (assessor administrativo-financeiro) - Londrina

Vaticínio
Encontro meu querido Papai Noel e ele me diz que se eu fizer uma campanha para vereador em 2020 prometendo que todos teremos comida farta à mesa e nada vai faltar para cada brasileiro, serei eleito com um número expressivo de votos. Procuro retrucar, mas ele é incisivo: "Numa terra distante um candidato prometeu que iria baixar o ordenado dos seus pares em 90% e obteve uma votação espetacular". Quatro dias depois de eleito, concordou que era conversa mole para boi dormir, mas aí o mal já estava feito. Disse também o bom velhinho que esse mesmo candidato se propôs, durante a legislatura, doar 90% de seus rendimentos a uma instituição de caridade e nisto ele foi enfático. Quem viver verá.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Figueiró dos Vinhos (Portugal)

Direitos iguais
"Todos somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza..." (artigo 5º da Constituição da República Federativa do Brasil). Entretanto, há que se observar o inciso II do artigo 3º do Código Civil, ou seja: "são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. Poderíamos incluir neste rol de "absolutamente incapazes", os ladrões, os corruptos, os sedentos por poder, os desprovidos de caráter, etc. Junto a estas medidas poderíamos sepultar de vez, o vergonhoso "foro privilegiado", um verdadeiro "aberratio legis", já que são criminosos de altíssima periculosidade, que se, em liberdade, arrasam qualquer país! Que Deus nos livre dessa raça!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) – Londrina

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