OPINIÃO DO LEITOR
Regalias dos professores. Onde?
É, no mínimo, deprimente as palavras do ministro da Educação, Mendonça Filho, que diz ser necessário acabar com as regalias dos professores. É lastimável que ele não conhece a realidade dos professores e muito menos da educação no Brasil, não admite e ignora as regalias presentes nos Três Poderes, inclusive dentro do seu gabinete. Se nas suas palavras, os professores têm regalias o que dizer então dos detentores do poder no Executivo, Legislativo e no Judiciário? Como explicar senhor Ministro? As verbas de gratificação? Auxílios transporte? Auxílios moradia? Os vários assessores? Motoristas e carros à disposição? Recessos em branco? Auxílio combustível? Os cartões corporativos? Para o bem da verdade, senhor Ministro, os detentores de poder têm muito mais que regalias, eles têm luxo. Com relação aos professores, estes estão muito longe de terem regalias, muitos trabalham diuturnamente valendo-se do transporte coletivo e isto não é vergonha, muitos professores trabalham em escolas com precárias condições pedagógicas e físicas, muitos trabalham três turnos de forma incansável. Diante das suas palavras, fica latente que o ministro não coaduna com a verdade. Sabe o que difere a vida dos professores em comparação com os detentores de poder ministro? Nos honramos nossos compromissos, clara e exclusivamente com provimentos oriundos do próprio suor e isso é dignificante, em se tratando dos detentores de poder que se utilizam das regalias e do luxo, não com recursos próprios, mas sim oriundos dos vários tributos que a sociedade brasileira paga. Isso é vergonhoso e deprimente.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor) - Londrina
Redução de salário de vereadores
A vitória expressiva de Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, para a próxima legislatura reabre a discussão da redução de salários dos vereadores de Londrina. Reeleitos, Mario Takahashi (PV), Vilson Bittencourt-(PSB) e Professor Rony(PTB) foram taxativos à FOLHA, um literal: "Aqui não passa!". Creem que são "executivos" e, por isso, merecedores de tal quantia. Bom, para alcançar tal posto em qualquer empresa com o orçamento anual de Londrina, tem que penar uns 20 anos, falar fluentemente, pelo menos, duas línguas e, ter, no mínimo, prospectado negócios em um nível global, o que, certamente, não é o caso de nenhum deles. Nessa semana, o presidente do Superior Tribunal do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho, anunciou a retirada de pauta da criação dos cargos em todos os tribunais regionais do Trabalho (TRTs), medida esta que permitirá a economia de R$ 1 bilhão/ano, movido pela responsabilidade de não impactar a dívida da União que beira os R$ 170 bilhões. Mas aqui, ora aqui, os nossos "executivos" não querem nem saber, é o caso clássico em que o empresário vai bem e a empresa vai mal, instalada num barracão velho, equipamentos obsoletos e o patrão desfilando de carro importado e frequentando as altas rodas da sociedade local.
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor) Londrina
Boca Aberta
Assim como o sr. Ildo Yukio Marubayashi (Opinião, 6/10), não só votarei como me transformarei em cabo eleitoral do folclórico vereador eleito conhecido como "Boca Aberta" nas próximas eleições que vier a disputar, se realmente cumprir o que pregou em campanha de receber tão-somente um salário mínimo e o restante doar ao Hospital do Câncer de Londrina. Ficarei atento à tesouraria do hospital quanto ao recebimento do donativo assim como o desempenho do vereador quanto a sua atuação na Câmara. Também comprometo a fazer uma publicação anual paga prestando conta o quanto foi repassado ao dito hospital.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) Londrina
Estava escrito
O Brasil mergulhou num charco de lodo. Inverteu todos os valores: morais, éticos, sociais, políticos, religiosos. Surpreendemo-nos, esperneamos, mas já estava escrito: "Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos profanos; sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela" (Bíblia - II Tm 3). O regime se tornou demasiado permissivo, licencioso e libertino. A desordem é generalizada. Estamos à beira de um colapso. Temer é questionado, mas seis meses não são o bastante para corrigir 15 anos de desgoverno. Depois, precisamos diminuir o gigantismo do Congresso - custa-nos R$ 23 milhões por dia! Por muito menos, tivemos o golpe de 64.
ANTÔNIO SCARPARI DAMETTO (aposentado) Londrina
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