OPINIÃO DO LEITOR
Reflexões sobre os tristes trópicos
Tenho algumas reflexões para compartilhar: o golpe civil-militar de 1964 tem a sua versão no golpe jurídico-midiático de 2016; nos Processos de Moscou, como ficaram conhecidos os julgamentos dos opositores de Stalin, ocorridos na década de 30 do século XX, todos que iam a julgamento já estavam condenados antecipadamente, o julgamento sendo apenas uma peça acessória de uma farsa jurídica. No Brasil do século XXI, Lula já está condenado, se não com provas, com convicções. Mas estas bastam para uma justiça justiceira; na Convenção de Genebra, versão atual, pode-se ler: "Proteção especial contra ataques será garantida aos hospitais civis marcados com a cruz vermelha". No Brasil do século XXI, um ministro é preso dentro de um hospital enquanto acompanhava a esposa que iria se submeter a uma cirurgia. Para onde caminhamos? Creio que a resposta é fácil: caminhamos a passos largos para trás. Temos um grande passado pela frente.
JOSÉ ANTONIO MARQUES CARRER (professor) Curitiba
Heróis do cotidiano
Quando mencionamos o termo herói, imaginamos um ser com superpoderes que combate o mal que assola o mundo, uma cidade ou um povo. Desta forma, vamos reverenciar os heróis da contemporaneidade que enfrentam os males de nossa sociedade todos os dias, mas que não possuem superpoderes. Sua única arma é o conhecimento. Todos os novos heróis que venham a surgir na história dependem destes heróis, que apesar de tudo, são discriminados, desvalorizados e mal remunerados. Heróis somos nós, educadores, que temos como direito primordial, o dever de assumir os deveres dos pais que não educam, dos políticos que se omitem diante as mazelas do povo e da sociedade que transforma em marginais bons filhos, bons alunos, bons indivíduos... apenas para manter-se como vítima social, contentando-se com as migalhas que recebe dos órgãos públicos. Uma sociedade só é miserável, quando se molda e se aceita como tal. Todos estes problemas sociais, políticos e religiosos recaem sobre os ombros dos educadores, que têm o papel de preparar seus alunos para enfrentar o mundo e as adversidades contemporâneas. Portanto, estes são os heróis de todos os dias. Por isso tenho orgulho de ser chamado de educador.
MARCELO GASPERI (pedagogo) - São Jerônimo da Serra
Santuário São Miguel Arcanjo
Quando se fala em São Miguel Arcanjo, logo vem em nossa mente, lugar sagrado, proteção divina, fé e cura. É tão emocionante quando observamos os peregrinos e fiéis fazendo romarias ou até mesmo chegando a pé das cidades até o Santuário em Bandeirantes. Fico imaginando a fé de cada um, os problemas que cada pessoa carrega, a cura que estão buscando, enfermidades, doenças graves e alguns agradecendo pela graça recebida. Hoje o Santuário recebe milhares de pessoas e já está próximo a milhão de visitantes. Isso é muito bom, afinal existem aqueles que buscam a Deus. Mesmo vivendo em um mundo cheio de ambições, violência e depressão, ao entrarmos na sala dos milagres nos deparamos com várias fotos e objetos de fiéis que alcançaram graças. O Santuário é uma chama que acende em nosso coração, a cada santa missa, onde se faz presente o Deus vivo, que é o corpo e o sangue de Jesus Cristo, sem contar os milhares de testemunhos a cada dia. O Santuário é um verdadeiro templo que reúne pessoas de diversas cidades de diferentes gêneros e religião. Não importa, todos somos um. Quem vem até o Santuário é bem recebido pelos voluntários que fazem parte da organização, pelo padre e outros membros da comunidade que estão servindo a igreja e acolhem cada peregrino com muito amor. Parabéns por esses quatro anos de dedicação e de poder levar até as pessoas o verdadeiro sentido da fé. Só assim conseguimos alcançar nossas metas, objetivos, cura e libertação se derramarmos nosso coração para Deus.
ANA PATRÍCIA MISAEL PIRES (comerciante) Bandeirantes
Correção
Ao contrário do que foi publicado na reportagem "Para analistas, não é hora de Richa vender estatais", na última segunda-feira, Ivo Pugnaloni não é mais presidente da Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas e Centrais Geradoras Hidrelétricas (Abrapch). Ele concedeu a entrevista na condição de especialista do setor elétrico. Suas declarações não refletem a posição da entidade.
Diferentemente do informado na reportagem "Plantar para viver melhor" (Folha2, 27/9), o nome da organização é Instituto Atsushi e Kimiko Yoshii.
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