Puxão de orelhas nos inconsequentes
Até meses atrás implorávamos pelo surgimento da vacina contra a dengue.
Pois bem, com a liberação do medicamento, o governo do Paraná adquiriu 500 mil doses desse importante recurso e optou pelo público alvo de 15 a 27 anos para imunização, que é a faixa etária de maior incidência da doença. Após lançar campanhas de vacinação gratuita, prorrogá-las, insistir no chamamento e mostrar a gravidade da situação, apenas 20% desse público apareceu para se imunizar em todo o Paraná. Em Londrina, das 120 mil doses disponibilizadas, apenas em torno de 20 mil foram concretizadas. Acho isso uma grande imprudência com a própria saúde e enorme irresponsabilidade com as demais consequências negativas de uma iminente epidemia da doença: sobrecarga no já precário sistema de saúde pública, escassez de leitos hospitalares, queda da atividade laboral e, o pior, o risco de morte dos infectados. Pais, amigos e parentes têm a obrigação de dar um puxão de orelhas nesses inconsequentes. Se eles não se imbuírem de suas responsabilidades, que as nossas autoridades liberem a vacinação para as demais pessoas, pois quem já foi vítima da doença conhece bem o sofrimento, o sacrifício da inatividade e a preocupação com o risco de morrer. É lamentável o descaso que uma grande parcela da população tem com as responsabilidades de cidadania. A maioria pensa muito nos seus direitos, mas as obrigações são muito mais importantes porque afetam toda a sociedade. Apesar da gloriosa conquista da vacina, nunca devemos deixar de combater o mosquito da dengue.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Lula x denúncia do MPF
Ontem de manhã vi uma reportagem na TV na qual ficou demonstrado, sem nenhuma sombra de dúvidas, que a frase que vem sendo atribuída ao procurador Deltan Dallagnol nunca foi dita por ele nem por qualquer outra autoridade. É uma montagem com dois momentos distintos da apresentação e ficou claro o comprometimento de Lula com todos os desvios que vêm sendo apurados. E não adianta a defesa do indefensável espernear, porque provas devem ser apresentadas em seu devido contexto, ou seja, na Justiça. Acho que seria mais prático se esses nobres causídicos orientassem seu cliente a comprar alguns pares de tênis para poder cumprir o que prometeu, ou seja, ir à pé até a delegacia, como se fosse uma romaria a Aparecida. Curitiba fica bem longe de São Bernardo do Campo (SP), não fica?
ANA PAULA CARDOSO DE MELO (funcionária pública) – Londrina

Superlotação no inferno
Acompanhando a mídia atual, o comandante máximo do inferno deve estar preocupado com a superlotação futura do seu recanto, em função de tantos clientes aqui na terra. Como o seu ambiente já é quente por natureza, aliado ao aquecimento global e possível casa cheia, ele já está pensando em instalar, na recepção, um lava jato, para refrescar as ideias dos novos sócios. No entanto, o que mais o tem deixado enrubescido é a possível perda da sua popularidade, pois já percebeu que tem alguém na terra alegando ser tão popular quanto Jesus Cristo, bem como ser a alma mais honesta do mundo. Com certeza, haverá competição por selfies entre clientes da casa e os comandantes. Ele já está até pensando em estratégias para descongestionar o local por uns tempos, com benefícios tipo "bolsa quadrilha" ou milhagens no "cartão petrolão", dando direitos a passagem de ida e volta a Brasília (7 dias na Câmara e 7 dias no Senado). Pior que tudo isto é a sua preocupação em perder o cargo no inferno, com a tal moda do impeachment. Para isso, vai precisar garimpar algum juiz que possa ir levando a coisa no "banho maria", ou mesmo fatiando as penalidades dos calouros. Pensou consigo mesmo: "Não vai ter golpe. Ninguém vai transformar este local num inferno!".
AMARILDO PASINI (professor) - Londrina

Correção
Em relação à reportagem "Cresce número de jogadores on-line de pôquer" (Economia &Negócios, 15/9), a Confederação Brasileira de Texas Hold’em esclarece que o número total de jogadores de pôquer no País é de 7,5 milhões e que os praticantes de pôquer on-line somam cerca de 6 milhões de jogadores.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup