OPINIÃO DO LEITOR
Qual é o preço do seu voto?
Em uma cidade pequena, em dia de eleição, o juiz de Direito resolveu dar uma espiada no ambiente, lá pelas três horas da manhã. Saiu com o oficial de Justiça, e qual não foi a sua surpresa ao ver muitos eleitores, nessa hora da manhã, exibindo os respectivos títulos de eleitor, pensando que esses eram os políticos que viriam comprar os seus votos. No entanto, ao perceberem a chapa do carro diferente, correram para dentro de suas casas evitando assim o assédio de quem quer que seja. Daí se pode observar o porquê de tantas brigas, perante a nação inteira, de parlamentares defendendo políticos corruptos da forma mais escandalosa possível. Uma senadora chega ao desplante de declarar que o Senado, e também ela, não tinham moral para julgar uma pessoa cuja competência é específica dele. Assistiu-se, além desse episódio de uma grosseria e vulgaridade sem tamanho, a vários outros ataques histéricos que muito chocaram os brasileiros, no julgamento da ex-presidente da República. Dessa simples narrativa, que poderia ser coalhada de fatos que deslustram a atividade sublime, que é a política, podemos ter um diagnóstico cruel da situação política brasileira, que somente as crônicas de algum escritor mais qualificado podem descrever com melhor qualidade e lucidez. Entretanto, queremos apenas alertar aos nossos queridos eleitores, que fiquem bem atentos com seus candidatos, sem paixões desmedidas, desvinculados e sóbrios para que a qualidade de nossa representatividade possa melhorar de agora em diante.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) Londrina
Responsabilidade repassada
O Brasil passa por mudanças políticas radicais. Estamos saindo de um impeachment de Dilma e vislumbramos um rombo astronômico de R$ 145 bilhões (2016) nas finanças do País, que pode ser explicado de modo simplista: as contas não fecham no positivo, isto é, gastam mais que arrecadam com a conta no vermelho. Diante desse imbróglio, a classe política e parte dos servidores não colaboram com o enxugamento necessário para o equilíbrio das finanças. E o ônus desse ajuste fiscal resta, exclusivamente, a toda a sociedade, que já paga pelos desmandos e gastanças realizadas no desmantelamento e falência da economia, com fechamento recorde de empresas e desemprego na casa de 12 milhões de trabalhadores. O Brasil precisa repensar sua postura de recuperação econômica e o exemplo tem que vir de cima. Demonstrar boa vontade seria salutar, um facilitador, mas insistir no repasse integral à sociedade desse disparate, sem a contrapartida do governo, seria no mínimo fomentar o continuísmo e uma traição descomunal ao povo que apoiou a saída de um governo incompetente para a chegada da mesmice.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) Itambaracá
Protesto em benefício próprio
Muito elogiável a posição do leitor Antonio B.A. Camargo (Opinião, 9/9) sobre a presença da APP Sindicato e de professores protestando, de forma acintosa, contra o presidente Michel Temer durante o desfile de 7 de setembro em Londrina. Tudo isso, simplesmente, porque eles estão vendo secar as tetas em que tanto mamaram nos catastróficos governos do PT, tanto de Lula, quanto de Dilma. Preocupados com a educação?
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) Cambé
Alto preço do progresso
O ser humano talvez seja o único ser inteligente que evoluiu para morrer picado por ele mesmo. Demorou-se tanto para conseguir o conforto e hoje o homem morre de doenças ocasionadas por este motivo, como a poluição do progresso das cidades e dos carros, os efeitos colaterais dos remédios, os acidentes de todos os tipos de máquinas, as armas, a violência, o estresse, a indiferença, a fome, a desigualdade, o lixo. Nem sei quem disse sabiamente: "A gente era feliz e não sabia". Se soubesse, não teria buscado a todo custo esse progresso com cheiro de fumaça radioativa.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
Que vergonha!
Esta frase é bem apropriada para atribuir ao erro de leitura do senador alagoano Renan Calheiros. Por sua causa, a ex-presidente Dilma Rousseff ganhou o direito de exercer função pública. Por enquanto, o maior obstáculo da prosperidade econômica continua existindo. Quem viu o senador gesticulando dubiamente no julgamento de Dilma notou que sua reputação estava em risco, isto é se ainda a tem.
OSAMU ARAZAWA (contador) Londrina
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