OPINIÃO DO LEITOR
STF, a Constituição e o Chapolim Colorado
Por ocasião do impeachment de Dilma Rousseff, mais uma vez, o STF rasgou a Constituição e, em uma manobra política, simplesmente ignorou a nossa Carta Magna. O artigo 52 da CF é claro quanto à condenação do presidente da República: "somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis". A palavra "com" traz junto da perda do cargo a inabilitação por 8 anos para o exercício de função pública. Ao passar por cima deste artigo, o STF deu uma mostra a todos os brasileiros que estamos perdidos. Meus queridos e competentes professores de Direito Constitucional, que sempre nos ensinaram que a Constituição Federal é suprema e nada pode superá-la, o que dizer a seus alunos daqui para frente? E agora, quem poderá nos ajudar? Não tivesse o brilhante comediante Roberto Bolanhos falecido o ano passado, poderíamos invocá-lo na figura impagável do seu personagem Chapolim Colorado, pois seria cômico, se não fosse tão trágico.
MAURICIO PAPI SILVA (estudante de Direito) Londrina
Benesses pagas a comissionados
Que direito temos de reclamar dos malfeitos em Brasília se não conseguimos controlar os gastos dos funcionários não concursados, conforme nos mostra o Editorial da FOLHA "Salários dos servidores comissionados" (Opinião, 7/9)? Precisamos mostrar nossa força de povo ordeiro, honesto e trabalhador e apurar o que a reportagem "MP cobra fim de licença-prêmio e anuênio para comissionados" (Politica, 7/9) nos está mostrando, senão não adianta nada falar dos problemas do país. O momento é esse, comecemos pela nossa casa.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Figueiró dos Vinhos (Portugal)
Arapuca do impeachment
Existem, entre os senadores, médicos, juristas, economistas, advogados, enfim, pessoas cultas, experientes e que, em tese, conhecem a aplicabilidade das leis. Como podem, então, ter caído na artimanha e no engodo da dupla Pinguim e Coringa, digo, Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski, ou vice-versa, concordando com o fatiamento do processo de impeachment da senhora Dilma Rousseff? O mínimo que se esperava era que esbravejassem, exigindo, em alto e bom tom, o cumprimento do Artigo 52 da Constituição Federal que estabelece, automaticamente, a perda dos direitos políticos quando consumado o impeachment. Fica até difícil classificá-los, se imbecis, submissos ou coniventes. Na dúvida e conjuntamente, lhes atribuo essas três qualificações.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Um alerta
Se você vendeu algum imóvel em Londrina, verifique se o ITBI foi feito e pago pelo adquirente. Nós soubemos por um telefonema anônimo que o ITBI de um imóvel que vendemos há 10 anos não fora feito, não pago. Fomos à prefeitura e a dívida só poderia ser paga através de advogado. Gastamos R$ 40 mil para tirar o imóvel de nosso nome. A lei é muito estranha. Penso que a dívida deveria ser paga pelo atual proprietário e morador do imóvel, mas o juiz mandou o ex-proprietário pagar a dívida. Esta poderia recair sobre o imóvel, mas a advogada da prefeitura preferiu, é claro, fazer a primeira opção, que era cobrar em dinheiro do ex-proprietário. É estranho também que em 10 anos nunca um funcionário da prefeitura ou do Fórum nos avisasse dessa dívida, realmente do novo proprietário.
ARACY TURCI SIDNEY (professora aposentada) Londrina
Divisão do FPM
Em homenagem ao dia da Independência do Brasil o leitor Wellington Amaral Sampaio (Opinião, 7/9) não poderia ter abordado assunto mais adequado e sábio. A inversão na distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) obrigaria o Estado e a União viverem com a parte que lhes cabe desta partilha e não gastarem à vontade e distribuir as migalhas restantes. As negociatas políticas de aprovação de verbas parlamentares teria fim, eles são eleitos para fiscalizar, alterar, criar e extinguir leis que regem o Brasil e não cada um dos estados que representam. Se analisarmos as grandes empresas mundiais, facilmente se observa que o efetivo e os recursos estão nas plantas produtoras de resultado e receita e não no administrativo como acontece no Executivo, Legislativo e Judiciário no Brasil onde bilhões e bilhões são gastos sem nenhuma contrapartida para os cidadãos de bem que pagam seus impostos. Qualquer cidadão brasileiro tem relação com o município onde está, precisa de saúde, educação, segurança, lazer e tudo mais na cidade em que vive, a União e os estados são apenas subdivisões administrativas dessa empresa chamada Brasil. Parabéns Wellington pela escolha do assunto e pela abordagem neste 7 de Setembro.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina
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