Que vergonha

Um livro de literatura presta-se a variadas interpretações, dependendo de quem o está lendo. Um livro de leis, não. Seu conteúdo deve ser acatado sem variantes. Um livro de literatura foi escrito por apenas uma pessoa e atende à sua satisfação pessoal. Um livro de leis, não. Foi elaborado por um colegiado e visa atender aos anseios de milhares de pessoas. Um livro de literatura pode ter seus personagens alterados conforme quiser o seu autor. Um livro de leis, não. Suas alterações precisam ser submetidas a exaustiva análise para que possam ser implementadas. Então, chego à conclusão de que a Constituição brasileira não é um livro de leis para reger o Brasil, mas uma literatura que cada um pode alterar como bem lhe aprouver. Diante do que foi feito por 36 senadores da República, em 31/8/2016, ficam todos os cidadãos deste país liberados para interpretar, como bem lhes aprouver, não apenas o Artigo 52, mas todos o artigos da chamada Carta Magna. O mais interessante é que, após aplicar o golpe da votação em separado, aqueles que tiveram que apear-se do poder agora querem usar esta mesma Constituição para cancelar a votação, legítima, da cassação de Dilma Rousseff. Senhores e senhoras, se é que assim se pode, ainda chamar essas pessoas: Acabou! Game over! Vocês perderam! E esta literatura não tem sequências. Isto é realidade, não "Game of Thrones"! Adeus!
ANA PAULA CARDOSO DE MELO (funcionária pública) – Londrina




A colheita não é a mesma...

Durante alguns anos seguidos o produtor rural tem conseguido driblar o cenário muitas vezes desfavorável e seguir em frente. Ninguém tem certeza de nada. Uma hora vem El Niño, outra La Niña, e lá está o produtor tentando sempre enxergar no presente a face nebulosa e obscura do futuro. Faz-se necessário um exercício de muita perspicácia e até mesmo de sobrevivência para continuar na atividade. Produzir a céu aberto sempre será um risco sem medidas. Além disso, o mundo nos remete ao esforço de conhecer e de desenvolver conhecimentos para os quais, muitas vezes, não estamos preparados. As mudanças e as relações econômicas sob o ponto de vista externo são as mais variáveis. E as constantes oscilações que vêm acontecendo em diversos setores econômicos interferem – de forma positiva ou negativa – no agronegócio. O cenário econômico para a próxima safra e o futuro do setor parecem favoráveis, mas ninguém tem certeza de nada. E muitas coisas podem mudar. Pela grande distribuição geográfica brasileira, a agricultura tende a dar mais um salto de produtividade. O produtor segue sua sorte com os olhos voltados para a lavoura e para o céu. O melhor remédio é cada um fazer a sua parte. Ser eficiente na atividade e não desanimar nunca! Assim, é possível manter acesa a esperança. Porque a colheita é outra.
NARCISO PISSINATI (presidente do Sindicato Rural Patronal de Londrina) – Londrina




Os taumaturgos modernos

È impressionante o número de milagres que acontecem todos os dias defronte as câmeras de TV. Embora não haja comprovação científica, o que seria o ideal, esses novos "profetas", como alguns se intitulam, locupletam-se à larga. Seria importante que nossas autoridades procurassem assistir tais programas e, depois de constatada a veracidade dos procedimentos, pedissem a esses senhores que indiquem os membros de suas igrejas para que ajam nas enfermarias dos hospitais, pois esses nosocômios ainda utilizam a medicina convencional e não conseguem atender à demanda e, por isso, mesmo causam demoras infindáveis, o que não mais aconteceria.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Figueiró dos Vinhos (Portugal)




Plantão Sorriso

O Plantão Sorriso causa um grande impacto na vida de algumas pessoas. Ele tem objetivo de produzir um universo mágico do palhaço e faz com que traga um alívio ao paciente, pelo impacto causado pelas doenças. Em minha opinião, o Plantão Sorriso é uma forma de ajudar as pessoas que estão internadas em hospitais, como se fosse uma terapia. Algumas pessoas passam por fases muito difíceis da vida, por isso, um abraço ou até mesmo um sorriso podem ajudar muito. Temos que ajudar os familiares das pessoas que ficam doentes, pois o Plantão Sorriso pode até mesmo salvar vidas.
ISABELA MORAES BATISTELLA (estudante) - Londrina




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