Impeachment inconstitucional!
A Carta Magna estabelece uma única pena a quem comete crime de responsabilidade: perda do cargo com consequente inabilitação para exercer qualquer função pública, durante oito anos. No julgamento final do impeachment, Ricardo Lewandowski, presidente do STF, mancomunado com o presidente do Senado e com o PT, se tornaram os astros principais de um dramalhão. Programaram, articularam e decidiram proteger a presidente afastada Dilma Rousseff, dividindo o julgamento em duas etapas. Na primeira votação foi apreciada a cassação do mandato e na segunda, foi avaliada a perda do direito de exercer qualquer função pública. Os nobres senadores cassaram o mandato presidencial, mas mantiveram o direito ao exercício de funções públicas, contrariando o texto constitucional. Concluído o julgamento, tivemos duas sensações. Uma forte sensação de alívio e de vitória patriótica por termos arrancado a pátria amada das garras criminosas e corruptas do PT, com as manifestações emblemáticas ocorridas nas ruas do nosso Brasil. Outra de extrema decepção e revolta, uma vez que a justiça não foi concretizada na sua plenitude. Esperamos que o STF seja provocado para se manifestar a respeito, decidindo conforme determina o parágrafo único do artigo 52 da nossa Constituição Federal.
ROBERTO DELALIBERA (bacharel em Direito) – Londrina

Rasgaram a Constituição
Rege o artigo 52 da Constituição Federal que o impeachment e a perda dos direitos políticos por 8 anos são questões indissociáveis. Na votação final do processo que culminou com o afastamento da senhora Dilma Rousseff (graças a Deus!) do cargo de presidente fez-se prevalecer o regulamento do Senado Federal, ou seja, uma votação para o impeachment e uma outra para a perda dos direitos políticos. Daí a indagação: o citado artigo da Carta Magna é inconstitucional ou trata-se de mais uma balela como aquele em que no introito expressa que "todos são iguais perante a lei"?
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) – Cambé

Dilma, o céu e o inferno
Estar no governo é como estar no céu, ambientes de luxo, dinheiro à vontade, viagens internacionais com hotéis 5 estrelas e restaurantes caros, verdadeiro paraíso. Ser da oposição é estar no inferno: choro e ranger de dentes, inveja, ódio e permanentemente cozido em "banho maria" pelo governo. Dilma foi para o céu, mas acostumada no inferno, continuou infernando a todos. Tanto infernou que foi expulsa. Agora volta para o inferno com o qual o PT está intimamente ligado, o que demonstra sua cor vermelha (O céu é azul) e ligação com o fogo: Lula diz que vai pôr fogo no Brasil e o MST está sempre pondo fogo nas ruas. Quando Deus expulsou Lúcifer do céu permitiu que ele continuasse a infernizar os homens. Assim, fizeram Renan e Lewandowisk: expulsaram Dilma, mas permitiram que ela continue a infernizar o povo brasileiro, pois é o que ela faz melhor.
THEOPHILO PARANAENSE COUTINHO GOMES (engenheiro civil) – Londrina

O STF deve uma resposta
Em um dos embates nas sessões de julgamento da agora ex-presidente Dilma Roussef, o senador Renan Calheiros fez uma confissão de ingerência política do Poder Legislativo no STF ao afirmar que tomou partido para evitar o indiciamento da senadora Gleisi Hoffmann. Em momento anterior, Gleisi se tornou ré confessa ao afirmar que nenhum componente daquela casa tinha moral para julgar Dilma. Se assim se pronunciou, é porque tem plena consciência de sua reputação, deixando a dos demais parlamentares sob suspeita. Não vi nenhuma manifestação da Suprema Corte ou, individualmente, de qualquer de seus componentes sobre a afirmação do senador. Caso não sejam devidamente esclarecidos, são dois fatos graves que comprovam os acertos de bastidores que visam blindar determinados parlamentares e contribuir para que malfeitos não sejam expurgados do meio político, ou seja, o tradicional e famigerado "uma mão lava a outra". É imperioso que tais fatos sejam esclarecidos.
JOÃO CATARIN (economiário) – Londrina

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