OPINIÃO DO LEITOR
Comunismo, aqui não!
Felizmente, fracassou mais uma tentativa de implantação de um regime de governo totalitário de extrema esquerda no Brasil. A condenação no mensalão dos líderes guerrilheiros de 1964, o desnudamento da imagem falaciosa de Lula e o impeachment de Dilma sepultaram as esperanças dos comunistas em ter o seu politburo em Brasília. Lula, um ex-dirigente sindical espertalhão, por conveniência não professa qualquer ideologia. Pouco letrado, mas ardiloso e antiético, sempre buscou o caminho fácil do oportunismo e não resistiu às tentações do enriquecimento ilícito e à corrupção. Em seu entorno orbitavam marxistas desejosos de aqui instalarem uma ditadura do proletariado. Dilma, com registro de aventuras terroristas em seu currículo e que sempre demonstrou a tendência de seguir as ideias mofadas do sanguinário e gagá Fidel Castro, da tirania Hugo Chavez/Maduro e da cartilha do foro de São Paulo, acabou por sucumbir no fosso da sua enorme incapacidade de administrar. Essa mescla de populismo latino e do bolivarianismo venezuelano estava nos conduzindo a um abismo econômico difícil de reverter e à lastimável desconstrução moral e organizacional do País. Todavia, os brasileiros conscientes e comprometidos com o futuro da Nação mostraram a sua força. Saíram às ruas e gritaram pelo fim dessa irresponsável aventura petista e da sua perpetuação no poder. Tudo está salvo? É óbvio que não. Os políticos encarregados de terminar a gestão, com algumas exceções, não são os mais bem conceituados para a missão. No entanto, cumpre-se a Constituição, preserva-se a democracia e afasta-se o viés rançoso de uma ideologia fracassada que não deu certo em nenhum lugar do mundo.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Miséria política
O processo de impeachment votado ontem no Senado Federal, a meu ver não é nenhum motivo para comemoração, muito menos para soltar rojões. Na verdade, o Brasil mais uma vez perdeu de 7 a 1. O tempo passa e o povo brasileiro não consegue crescer politicamente, e isso é muito preocupante. De tempos em tempos, nós (eleitores) decidimos quem tomará as rédeas da administração pública, seja municipal, estadual ou federal. O fato de um candidato ser eleito para um determinado mandato não nos dá o direito de lavarmos as mãos e deixarmos ao deus dará. É nesse momento que precisamos interagir com o representante público eleito democraticamente para que o mesmo entenda as demandas e possa, dentro de um prazo e de acordo com o orçamento, realizar as obras e serviços públicos que a sociedade necessita. A saída de Dilma Rousseff mais uma vez demonstra o quanto o país precisa crescer politicamente, sem falar que já está virando moda usar desse expediente para julgamento e afastamento de um representante maior de uma nação, que muito nos envergonha. Mais uma dura lição para o povo brasileiro que, por conta desse embate político, pagou um alto preço, pois muitos pais de famílias perderam seus empregos, além das empresas que encerraram as suas atividades diante da crise econômica que se instalou no país. Precisamos repensar o nosso comportamento político, nos informar mais, ler mais sobre a política em todas as suas esferas. Só assim, será possível restabelecermos a ordem e o progresso que necessitamos. Avante, Brasil!
ADEMIR CAMPOLI (especialista em Gestão Pública) Londrina
Festival na arena Senado
Na segunda-feira assistimos aos apelos e questionamentos dos senadores dirigidos à então presidente afastada Dilma Rousseff. Para os senadores, foi uma oportunidade ímpar e histórica, se apresentarem ao Brasil e ao mundo com suas falas tediosas e repetitivas. Por isso, utopia seria acreditar que os parlamentares poderiam indicar, de comum acordo, um ou dois colegas para formular as questões no embate. Assim fosse, tornariam a sessão rápida e objetiva e, por conseguinte, poupariam a inquirida presidente de um trabalho extenuante. Ainda sobre a oitiva, permito-me fazer um paralelo: ao assistir a um jogo de futebol, por pior que seja, permaneço firme na expectativa um lance bonito e emocionante. Quando isso não ocorre, vem o arrependimento de mais um tempo perdido. Uma frustração assim aconteceu comigo ao acompanhar em sua literalidade a dita sessão do Senado.
AGOSTINHO BACON (aposentado) - Cornélio Procópio
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