Violência nossa de cada dia

Recentemente, fomos perturbados em nosso estado de dormência moral e emocional pelas fotos de crianças sírias vítimas da insanidade humana. Lá estavam duas crianças ensanguentadas sentadas em um banco aguardando socorro médico. Olhares perdidos. E a inocência, então? Quem irá curar a alma dessas crianças? E as outras que, ainda assim, não tiveram a mesma "sorte" dessas? Que foram transformadas em pó? E, infelizmente, não é somente lá. Essa violência está em todos os lugares. Pessoas que matam por motivos fúteis, mas será que existe motivo para se matar alguém? Países que atravessam o mundo para jogar bombas em outros países. Não se trata de um joguinho de faz de conta. Matam-se pessoas. Vidas são tiradas como se não significassem nada. E cada vez mais nos aperfeiçoamos nessa "arte"! Gente se mata no trânsito, apenas e tão-somente porque o outro motorista não deu sinal que iria virar. Gente que mata por trocados, por nada, por falta de ter outra coisa a fazer. E tudo isso vai criando em nós uma falta de sentimentos. Um faz de conta que nada está acontecendo: "Enquanto não for comigo tudo bem...". Em que estamos nos transformando? Ou não mudamos? Milhares de anos de evolução. Saímos das cavernas e fomos para casas luxuosas, apartamentos bonitos, carros, comida pronta na geladeira. Mas é isso a evolução? E a nossa essência? Essa não evoluiu. Essa não mudou. Continuamos os mesmos. Somos predadores e o pior: predadores da nossa própria espécie! Nenhum outro animal se compara a nós. Planejamos guerras. Fabricamos armas cada vez mais mortíferas. Estudamos a melhor forma de matar mais pessoas. A isso chamamos de evolução? Quando afinal iremos evoluir de fato? Será que vamos?
REINALDO MARTINS SIQUEIRA (consultor empresarial) – Londrina




Partidos: facções criminosas

A guerra entre os partidos políticos, os quais o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa chama de facções criminosas, só tem um único interesse: se perpetuarem no poder para se protegerem dos crimes cometidos e continuar roubando o país. A senadora Gleisi Hoffmann em seu discurso patético na comissão do Senado que trata do impeachment e na tentativa desesperadora (não se sabe por que) de salvar Dilma e Lula, declarou que todos os políticos de alguma forma têm rabo preso com a Justiça, mas isso qualquer brasileiro em sã consciência já sabia disso. A realidade é que a nossa classe política está podre e fétida. Aliás, a senadora está tão perdida em suas argumentações pífias que qualquer especialista na área médica recomendaria a sua internação imediata e sem falar na prisão do seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, que está sendo investigado também pela Lava Jato. Não se iludam com essa classe que hoje tem envergonhado o nosso país, sobretudo aqueles que estão no poder, como o presidente da Senado, Renan Calheiros, o deputado federal Eduardo Cunha e o presidente interino da República, Michel Temer, e tantos outros. Todas as suas articulações não passam de um verdadeiro teatro, cujos palhaços espectadores somos nós que temos que aguentar esta farsa toda e assistir um país paralisado há anos por conta desta guerra de facções criminosas. Vamos dar um basta em tudo isso realizando mobilizações de repúdio aos políticos.
WANDERLEY RODRIGUES DO LAGO (consultor de negócios) – Londrina




Acessibilidade

Há vários pontos de Londrina que não têm acessibilidade nenhuma. Falta um pouco de vontade do poder público. Há calçadas com buracos e sem a guia rebaixada para cadeirantes passarem em vários locais públicos, como nas calçadas da entrada do Estádio do Café. Tenho um irmão cadeirante que vai a todos os jogos do LEC e tem de andar junto dos carros, correndo o perigo de ser atropelado. É tão falado sobre acessibilidade, então, vamos olhar para o próximo e ver realmente do que estamos precisando.
EDINEA ALVES MATTOS (estudante) – Londrina




Somos todos iguais

As Paralimpíadas só vêm nos ensinar que todos somos iguais, quando estamos a fim de concluir um objetivo em nossas vidas dependendo ou não da sua limitação. O que vemos - e muito – no Brasil é discriminação e falta de consciência da política pública na área das pessoas com deficiência.
ALEXANDRE DA ROSA NUNES (estudante) – Londrina




Pensar no futuro

A inclusão de pessoas com necessidades especiais têm que ser uma luta de todos os cidadãos, até por que não sabemos o dia de amanhã. Não podemos prever algum acidente que possa vir a ocorrer com nós mesmos ou com os nossos familiares, ou até mesmo que no futuro possa vir a nascer um filho com alguma necessidade especial. Garantir a inclusão de pessoas com necessidades especiais, seja em escola, trabalho ou entretenimento qualquer, é garantir o nosso próprio futuro ou de nossos familiares em potencial!
ALMIR NUNES LOPES JUNIOR (estudante) – Londrina




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