Aplicação da vacina contra a dengue
O nervo radial é uma importante estrutura anatômica do membro superior. Inerva vários músculos que movimentam o braço, antebraço e mão, além de suprir de sensibilidade uma grande área da superfície da pele. Uma das principais causas de sua lesão é a aplicação errônea de injeções que, no braço, devem ser realizadas na massa do músculo deltoide, o músculo que recobre a parte lateral do ombro. Na edição de domingo da FOLHA (página 5 do Primeiro Caderno), vemos uma foto que demonstra onde não se deve fazer a injeção que, desta feita, está sendo aplicada exatamente no trajeto do nervo e com risco significativo de sua integridade.
ALVARO AUGUSTO DOMINGUES DA SILVA (médico) – Londrina

Verdade poética
Aberta a temporada de caça aos votos, seremos abraçados, beijados, ganharemos apertos de mão, veremos sorrisos e mais sorrisos, algo que vemos sempre a cada quatro anos. Seria cômico se não fosse trágico. Ouviremos discursos inflamados, promessas maravilhosas, eu farei, eu farei, eu farei. A cada quatro anos eu o vejo batendo à minha porta, com sorriso nos lábios, dizendo que comigo se importa. Eu, como um tolo, acredito, me dirijo à urna, um voto em você deposito. De repente, sou esquecido, te procuro, não te acho e fico arrependido. Assim me esculacho, mas não adianta! Daqui a quatro anos, me esqueço e tudo novamente se inicia. Memória não é o meu forte, assim sempre foi e, como dizem, em time que está ganhando não se mexe.
ALEXANDRO CARLOS (policial militar) – Londrina

Plano de saúde popular
Excelente o artigo "Reflexão sobre o plano de saúde popular" (Espaço Aberto, 10/08), do presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná, Luiz Ernesto Pujol. Parabéns pelo texto esclarecedor que fez certificar-me de que a escolha do paranaense Ricardo Barros como ministro da Saúde foi muito infeliz e pode deixar tristes marcas na história deste setor no Brasil.
MARY NEIDE DAMICO FIGUEIRÓ (psicóloga) - Cambé

OAB e reforma eleitoral
A OAB foi autora da ação que gerou o fim do financiamento empresarial das campanhas políticas. Pressupõe-se que é desonesto o dirigente de toda empresa, que só age por interesse e só pensa em dinheiro. Não é verdade. Agora, com o grosso do financiamento vindo do partido, se inviabilizou campanha do pobre e honesto que não é próximo da cúpula da sigla e se fortaleceu quem já tem mandato. Alguém acredita que o desonesto vai deixar de fazer caixa 2? Cláudio Lamachia, presidente da OAB (Entrevista, 14/8), responsabiliza o eleitor pelos políticos que aí estão, o que é um absurdo. O eleitor deve escolher entre os candidatos. O mau caráter não estar entre eles não é sua função. Venderam a ideia de que todos têm direito a defesa e para isto se mente, se omite. Que tal a OAB defender ser crime o advogado tomar conhecimento da verdade e omiti-la?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

OAB mude sua mira
Com relação à matéria "OAB mira reforma eleitoral" (Entrevista, 14/8), o financiamento de campanha deveria ser exclusivamente público, com valores iguais para cada candidato. O número de candidatos a cada cargo teria um limitador baseado no número de vagas para que o custo total das eleições tenham um teto também. Dessa forma, o projeto e as propostas das campanhas seriam o diferencial e não o volume de recursos envolvido. Sobre a OAB defender a prerrogativa dos advogados, é corporativismo. Precisamos que a Ordem proponha mudanças nas leis e que os julgamentos punam ou absolvam mais rapidamente. Os prazos do Código de Processo Civil foram abandonados por juízes, promotores e advogados há muito tempo. O número de recursos e meios de procrastinação do andamento das causas é vergonhoso, e isso tudo ocorre também para manter a empregabilidade dos advogados que, por coincidência, são representados pela OAB. A impunidade é a maior culpada de tudo isso que está ocorrendo e está ligada ao fato de um processo demorar excessivamente para chegar a seu fim, quando não prescreve. Se a OAB cuidar do que é de sua competência, as leis, já estará ajudando muito.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) – Londrina

Correção
Diferentemente do publicado na matéria "Mais respeito no trânsito" (Cidades 16/8),
a foto é da Avenida Leste-Oeste.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup