Um bálsamo para a humanidade
Nos últimos tempos os países do continente europeu vêm enfrentando uma grave crise migratória. O fluxo intenso de refugiados (homens, mulheres e crianças) que se deslocam em travessias desastrosas pelo mar Mediterrâneo é resultado de perseguição étnica e religiosa, de guerras civis, da fome ou do risco de morte iminente em seus países de origem, principalmente da Ásia (Síria e Afeganistão) e da África (Eritreia, Líbia, Nigéria, Somália, Sudão, etc.). Os povos da fome interpelam, de modo dramático, os povos da opulência com o ideal de serem libertos da miséria; de encontrarem meios de subsistência; de acesso à saúde; a um emprego estável; de serem livres de toda opressão; de estarem ao abrigo de situações que ofendam a dignidade humana; de terem acesso a instrução; de conhecerem e de serem mais para terem mais. As questões sociais, no século XXI, se tornaram problema mundial. Em 1967, ao editar a encíclica Populorum Progressio, o papa Paulo VI fez o seguinte diagnóstico: "O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos do que na esterilização ou monopolização dos seus recursos feita por alguns". Em epílogo, vejamos um bálsamo para a humanidade: "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Aarão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermon, que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre" (Salmo 133).
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) – Londrina

Afastamento de Dilma
Não concordo com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, pois ela é
tão competente para administrar o Brasil quanto o Lula é a "mais honesta viva alma do país".
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Qual é o preço da vaidade de um político?
Até quando um povo inocente, politicamente falando, vai ter que pagar a vaidade de um político? Qual a explicação que se dá a um deputado federal que tem um rendimento entre salário, verbas de representação e de gabinete até quatro vezes maior do que o salário de um prefeito. Mesmo assim, ele deixa seu cargo para o qual foi eleito, para concorrer à prefeitura de um município, e ainda gasta até R$ 3 milhões na campanha para receber um salário de R$ 15 mil por mês como prefeito. Em quatro anos de mandato será R$ 720 mil. Quem paga a diferença que chega a R$ 2,3 milhões mais ou menos? De onde ele vai tirar essa diferença? Quem faz essa doação? Será que são os partidos donos do mandato? E se for, eles não vêm cobrar essa diferença? Será que essa conta fica no município? E o prefeito eleito, vai ter que pagar? E se tiver que pagar, como vai fazer o pagamento? Será em forma de prestação de serviços através de licitações pré-determinadas? Essas são perguntas que o povo precisa fazer ao candidato? Será que teremos essa oportunidade de saber claramente como funciona? Ou vamos ter que evocar o espírito de Freud, pois só Freud poderia decifrar tal enigma. Por que a Justiça Eleitoral nunca se interessou em esclarecer, apesar de ser tão evidente? Seria o desapego material de um político vaidoso por amor ao seu município abrir mão de uma grande soma de dinheiro? Seria muita bondade, que me parece pouco provável? Não seria mais honroso terminar seu mandato que seu amado povo lhe conferiu?
MIRIAN CALMEZINI (estudante) – Londrina

Deficit público
O governo federal fala muito em deficit público, diz que precisa aumentar a arrecadação e aumentar os impostos. Acho que o governo deveria se esforçar na cobrança dos grandes devedores. Em novembro de 2015, somente os quinhentos maiores devedores da lista divulgada pela Fundação Anfip (Associação Nacional dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias)devem aproximadamente R$ 392.260.731.655,00. Com esse valor o problema do deficit público estaria solucionado.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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