OPINIÃO DO LEITOR
Vergonhosa proliferação de partidos políticos
Está em gestação a criação do 36º partido político da República, a Frente Favela Brasil. Alegam os seus mentores que a causa que defendem não é advogada por nenhum dos atuais 35 partidos em atividade. Será? Ou seria mais um grupo de espertos de olho nas verbas do Fundo Partidário? Não é possível que "os negros e habitantes das favelas", como o líder do movimento denomina o seu público-alvo, não encontrem guarida e nem tenham seus interesses representados pela gama de siglas que nocivamente se multiplicam no cenário político. A formação desses autênticos partidos de aluguel visam a negociação do tempo de televisão, as coligações em troca de cargos públicos e, principalmente, o enriquecimento de seus dirigentes . A indústria dos nanicos é estimulada pelo Fundo Partidário, abastecido exclusivamente com verbas públicas. Em 2016, esse fundo vai ratear R$ 819 milhões do suado dinheiro dos nossos impostos para essa gente gastar em campanhas políticas e outras despesas. Como a fiscalização dos gastos é precária, proporcionando que os corruptos quando pilhados no roubo façam a surrada e ilusória declaração "todas as nossas contas foram rigorosamente aprovadas pela Justiça Eleitoral", eles fazem o que bem entendem com os recursos financeiros. Há casos comprovados de compra de aeronave, helicóptero e carro de luxo pelos partidos políticos. Uma verdadeira orgia com o dinheiro que está faltando para os benefícios básicos da população. É imperiosa uma reforma política com urgência.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Sintomas do poder
Durante o governo militar os ocupantes dos maiores cargos nas Forças Armadas gozavam de privilégios e concederam para si mesmos, seus familiares e amigos riqueza e regalias. Na democracia instalada a partir de Tancredo Neves vimos os feudos políticos, novos e antigos, se lambuzarem em meio à corrupção, desvio de dinheiro e apadrinhamento de parentes e amigos. Atualmente, quando finalmente alguns poucos membros do nosso Judiciário começam a se interessar na saúde e prosperidade do Brasil e dos brasileiros, estamos vendo o terceiro pilar dos nossos Três Poderes defenderem benefícios e ganhos desproporcionais disfarçados para ultrapassar o teto de ganhos que a lei os impõe, sob a alegação de que precisam ganhar bem para ter liberdade de tomar decisões e não se corromperem, aprovam aumentos de salários e vantagens que chegam a até seus parentes de 1º grau. O poder no Brasil se tornou um vírus e os sintomas parecem ser comuns a qualquer tipo de pessoa independentemente de classe, sexo, ideologia ou profissão. Senhoras e Senhores, só na iniciativa privada não existe teto de ganho, não há limite para seus lucros, porém não existem garantias e o risco faz parte do negócio. Não é justo o povo brasileiro arcar com moradia, subsídios, tíquete alimentação, bolsa educação e muitos outros benefícios aos servidores públicos de todas as esferas se ele mesmo não tem nem comida para pôr na mesa.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
Vamos economizar água?
Em relação à carta de Maria Regina Minto Reys (Opinião, 8/8, a Sanepar esclarece que o modelo tarifário de cobrança em vigor no Brasil determina o pagamento de consumo mínimo, referente a 10 metros cúbicos (10 mil litros) porque leva em conta que a empresa de saneamento deve manter uma estrutura capaz de atender qualquer consumidor 24 horas por dia, durante 365 dias por ano. Portanto, todos os investimentos e a manutenção do sistema, que é formado por captação, tratamento, reservação e distribuição, devem assegurar que a qualquer hora do dia ou da noite a população tenha à sua disposição água tratada em sua torneira. O consumo consciente, sem desperdício, faz parte de uma cultura de preservação dos recursos hídricos que são finitos.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA SANEPAR
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