Corrida eleitoral

Já foi dada a largada das eleições municipais. Da maior importância, pois é aqui que vivemos e qualquer erro de avaliação pode ser fatal. Londrina inteira sabe o quanto é difícil suportar administrações medíocres e vereadores despreparados. Quem não se lembra recentemente daquela sequência de prefeitos cassados, presos desmoralizados com a montanha de ações se recolheram? Quanto é doloroso para nós londrinenses quando vemos aquela pá de corruptos exportados para Brasília que foram gestados nos corredores de nossa prefeitura com a conivência de nossos prefeitos corruptos e irresponsáveis? Teremos que ter cuidado ao analisar os pronunciamentos dos falastrões que tudo podem fazer e que promessas vazem para todo lado mesmo não tendo conhecimento das condições financeiras municipais. Aquele que prometer que não vai aumentar imposto e que vai fazer mundos e fundos estará mentido. Para a administração do prefeito que se vai, faltou dinheiro para investimento. Este dinheiro seguramente que faltou foi o atualização da Planta de Valores nos impostos municipais. Faltou naquele início de gestão determinação de Kireeff. Como também uma negociação com o funcionalismo municipal em voltar ao regime de trabalho de oito horas, em acordo um aumento real de salários em duas horas. Feito isto talvez não houvesse necessidade de tantos concursos de provimento de pessoal com folha de pagamentos mais enxuta, e o funcionalismo trabalhando mais duas horas e ganhando um salário melhor. O que não poderá ocorrer mais é um candidato qualquer negociar uma promessa de campanha sem a devida fundamentação e deixar como herança futura este entrave, principalmente nas áreas não burocráticas de nossa prefeitura.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) – Londrina




Reforma Trabalhista

Se a Olimpíada deixar como legado a Reforma Trabalhista já terá feito muito mais do que se espera dela. A atual legislação considera o empregado um coitado, um incapaz de discernir o certo do errado, de saber o que é bom ou ruim para ele, de decidir o que é melhor. Ouvi comentário na TV que se o acordo entre empregado e empregador for considerado mais importante, sempre o desejo do patrão irá prevalecer. Isto não é considerar o empregado débil? Achar que ele aceitará emprego com condições sub-humanas por falta de opção? Será que realmente não é hora de uma Reforma Trabalhista imediata, conforme declarou o procurador-chefe do MPT-PR Gláucio de Araújo Oliveira (Entrevista, 31/7)? Nossa legislação trabalhista é de 1940. Quando será a hora? Vale a pena ver o vídeo em que o deputado federal Ricardo Barros fala de legislação trabalhista. Reforma Trabalhista já.
HAMILTON IRANAGA (empresário) – Londrina




Na vida nem tudo é ouro

Eu gosto de Olimpíada, pois esporte significa dedicação, superação e saúde. Tudo isto se aplica às nossas vidas. Enfrentamos derrotas, tanto pessoais, quanto no trabalho ou mesmo em nosso país, mas novas oportunidades sempre se apresentam. Devemos lutar pelo ouro, porém, mais que medalhas, o que importa são as superações e a satisfação por novas conquistas. Que lições uma derrota ou uma perda pode significar? Nosso velejador olímpico Lars Grael, após perder uma perna em acidente com uma lancha, não quis, logo na sequência, usar uma prótese, pois não queria sofrer com o episódio. Seguiu em frente lutando, pois o corpo continuava vivo. Somente após 17 anos decidiu pela prótese, pois sua cabeça já tinha superado a perda. Daí, ele pôde realizar o sonho de conduzir a tocha olímpica sem as muletas. Infelizmente, o Brasil não aprendeu a vibrar com os bronzes e nem com as conquistas. Sofremos no futebol, pois priorizamos o indivíduo, o artilheiro. Você consegue se lembrar do nome de algum atleta convocado para jogar na defesa? A mídia até cria nomes midiáticos, como Gabigol. Outros esbanjam confiança no ouro, argumentando que "Jesus está no time", pois temos Gabriel Jesus. Neste caminho, só me resta continuar otimista, pois Deus é brasileiro.
AMARILDO PASINI (professor) – Londrina




Fazendo graça com o chapéu alheio

Vejo na mídia que os custos da instalação da Vila Olímpica aumentaram, em um ano, a astronômica quantia de R$ 400 milhões. Num arroubo de megalomania o nosso ex-presidente Lula insistiu para que o país sediasse o evento, sem um estudo mais detalhado de prós e contras, pois o dinheiro a ser investido não era o dele e sim o do povo. Na ocasião criou uma falsa camada da sociedade que houve por bem chamar de "nova classe C" que depois se desintegrou como num passe de mágica. Vendeu carros para quem podia ou não comprar, em até 72 meses, e hoje, só a Caixa Econômica Federal recebe quase 100 carros diariamente de gente que não pode arcar com o valor das prestações. Não sou eu nem você que deve pagar esta conta da Olimpíada, mas sim quem a criou. Quem pariu que a embale.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) – Londrina

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